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Série Exposição: O Discípulo Radical

fevereiro 18, 2015
E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma? Marcos 8:34-37

Sermão Pregado
por
Welker do Espírito Santo

1. Quais são as condições para ser um discípulo de Cristo.


8.34a - E chamando a si a multidão, com os seus discípulo...

 Desde o começo de seu ministério terreno, Jesus teve pessoas que o seguiam. Estavam sempre perto dEle, não só servindo-o, mas observando tudo quanto fazia e ensinava à cerca do Reino e da vontade de Deus.

 Mas o que é ser um discípulo de Cristo?

 Nesta era pós-moderna, este termo "discípulo" ficou um tanto quanto banal. Simplesmente as condições que a maioria dos pastores ensina para ser um discípulo são: frequentar uma igreja, ser batizado, tomar a ceia, ser um dizimista e ofertante fiel, fazer parte de algum ministério e etc. Apesar de que tudo isto é importante e faz parte, não é o suficiente, é raso e superficial. O seu real significado é bem mais profundo e radical.

 A palavra grega "mathetes" empregada para discípulo é usada aproximadamente 270 vezes nos Evangelhos e no livro de Atos. Ela indica uma pessoa que se submete aos processos de aprendizado sob a responsabilidade de um professor. Esta palavra grega entrou nas línguas inglesa e portuguesa com o termo matemática, literalmente significa “disposto a aprender”.

 O conceito prevaleceu no AT e é exemplificado pelos “filhos dos profetas”, que foram os aprendizes que mais tarde substituíram Samuel, Elias e Eliseu. Algo semelhante ocorre mais tarde, no caso de Paulo, que foi “criado... aos pés de Gamaliel”. No NT, o termo é usado como alusão aos discípulos de João o Batista (Mt 9.14), dos fariseus (Mc 2.18) e de Moisés, indicando os seus adeptos contemporâneos de seus ensinos (Jo 9.28).

 Em um sentido amplo, Jesus usou a palavra “discípulo” como descrição de todos os seus seguidores vindo sob a influencia de seu ensino, esforçando-se para conformar-se aos seus princípios e ensinos.

 Jesus disse: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos.” Jo 8.31.


8.34b - Se alguém quer vir após mim...

 O Senhor Jesus faz um convite especial a todos para serem os seus seguidores ou discípulos. Ele não faz acepção de pessoas. Independente da raça, se é homem ou mulher, se é jovem, adulto, idoso ou criança, se é podre ou rico, se tem formação acadêmica ou não. Ele convida você para ser o seu discípulo.

 O discipulado é um convite pessoal. Jesus começa com uma chamada condicional: "Se alguém quer". A soberania de Deus não viola a vontade humana. É preciso existir uma predisposição para seguir a Cristo. Jesus falou de quatro tipos de ouvintes: os endurecidos, os superficiais, os ocupados e os receptivos, está escrito em Lucas 8. 1-15. Muitos querem apenas o glamour do evangelho, mas não a cruz. Querem os milagres, mas não a renúncia. Querem prosperidade e saúde, mas não arrependimento. Querem o paraíso na terra e não a bem-aventurança no céu. Jesus falou que se o homem quer construir uma torre sem calcular o custo e o general que vai a uma guerra sem avaliar com quantos soldados deve contar, é uma pessoa tola. Precisamos calcular o preço do discipulado. Ele não é barato.

 Neste texto Jesus faz o convite, mas não basta só aceitar, tem duas condições aqui para segui-lo. A primeira delas é: Negue-se a si mesmo. Versículo 34.

 As pessoas detestam obedecer ordens dos outros. Já começa dentro de casa com os pais, depois na escola com os professores e na fase adulta no local de trabalho com patrão ou chefe. Não submetem as autoridades, porque querem fazer a própria vontade. São “ego idolatras” de si mesmas. É impossível seguir a Cristo sem deixar de renunciar a vida de pecados. Negar a si mesmo significa colocar de lado ou renunciar a toda ambição pessoal e interesse próprio a favor das boas novas de Cristo relacionadas à própria vida da pessoa por um compromisso com Deus e a sua Palavra. Deus tem que ser o primeiro em nossas vidas. O discipulado é algo radical. Nós pensamos: bom, já fizemos muitas coisas radicais na vida, e estamos muitíssimos enganados! Só pelo fato de beber várias horas, bater um racha, brigas e contendas, por não cumprir as leis do Estado, por ter uma vida de crimes e rebeldias e etc., Não significa que vivemos radicalmente! A maior radicalidade que nós podemos fazer é seguir a Cristo. Cristo nos chama não para a firmação do “eu”, mas para a sua renúncia. 

 Precisamos depor as vontades do “eu” antes de seguir a Jesus. Precisamos abdicar do nosso orgulho, soberba, presunção e autoconfiança antes de seguirmos as pegadas de Jesus. Entretanto, negar-se a si mesmo não equivale à aniquilação pessoal. Não se trata de anula-se, mas de servir. Negar a si mesmo é permitir que Jesus reine supremo onde o ego tinha previamente exercido controle total. É Por isso que temos que confessar os nossos pecados, se arrepender deles e se converter ao Senhor e Salvador Jesus Cristo.

A segunda coisa que Jesus requer de nós é: Tomar a sua cruz. Versículo 34.

 Discipulado é um convite para morrer. Tomar a cruz é abraçar a morte, é seguir para o cadafalso, sofrer a pena de morte, é escolher a vereda do sacrifício. A cruz era um instrumento de morte vergonhosa. Era necessário que […] sofresse muitas coisas, fosse rejeitado (8.31). A carta aos Hebreus fala da crucificação de Jesus com termos fortes: Expondo à ignomínia (HB 6.6), o opróbrio de Cristo (11.26), não fazemos caso da ignomínia (12.13). sofreu fora da porta (13.12) e levando o seu vitupério (12.13).

 O que o condenado faz sob coação, o discípulo de Cristo faz de boa vontade. A cruz não é apenas um emblema ou um símbolo cristão, mas um instrumento de morte. Lucas fala de tomar a cruz dia a dia. Somos entregue a morte diariamente. Somos levados como ovelhas para o matadouro. Estamos carimbados para morrer.

 Essa cruz não é uma doença, um inimigo, uma fraqueza, uma dor, um filho rebelde, um casamento infeliz. Os monges viram nessa cruz a exigência da flagelação e da renúncia ao casamento. Essa cruz fala da nossa disposição de morrer para nós mesmos, para os prazeres e deleites do mundo. É considerar-se morto para o pecado e andar com um atestado de óbito no bolso.

O discipulado é um convite para uma caminhada dinâmica com Cristo. Versículo (8.34) Siga-me.

 Seguir a Cristo é algo sublime e dinâmico. Esse desafio nos é exigido todos os dias, em escolhas, decisões, propósitos, sonhos e realizações. Seguir a Cristo é imitá-lo. É fazer o que Ele faria em nosso lugar. É amar o que Ele ama e aborrecer o que Ele aborrece. É viver a vida na sua perspectiva. William Hendriksen corrobora dizendo:
Aqui, o sentido de seguir a Cristo é o de confiar nele. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3.16) 
Caminhar em seus passos. Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. (1Pe 2.21)

E obedecer ao seu comando. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.(Jo 15.14)

Por gratidão pela salvação nEle. Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados. (Ef 4.32-5.1).

 Paulo reafirmou esse processo de conformar-se com Cristo na sua morte. Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte. (Fp 3.10). Ele sabia que não se pode ter Jesus no coração sem carregar uma cruz nas costas.

2. O conhecimento da necessidade da renúncia (8.35)

Porque qualquer que quiser salvar a sua vida ( alma), perdê-la-á...

 O discipulado implica no maior paradoxo da existência humana. Os valores de um discípulo estão invertidos: ganhar é perder e perder é ganhar. O discípulo vive num mundo de ponta-cabeça. Para ele, ser grande é ser servo de todos. Ser rico é ter a mão aberta para dar. Ser feliz é renunciar aos prazeres do mundo. Satanás promete a você glória, mas no fim lhe dá sofrimento. Cristo oferece a você uma coroa e o conduz à glória (salvação).

Como uma pessoa pode ganhar a vida e ao mesmo tempo perdê-la?

2.1 - Em primeiro lugar, quando busca a felicidade sem Deus.

 Vivemos numa sociedade embriagada pelo hedonismo. As pessoas estão ávidas pelo prazer. Elas fumam, bebem, dançam, compram, vendem, viajam, experimentam drogas e fazem sexo na ânsia de encontrar felicidade. Contudo, depois que experimentam todas as taças dos prazeres, percebem que não havia aí o ingrediente da felicidade. Salomão buscou a felicidade no vinho, nas riquezas, nos prazeres e na fama e viu que tudo era vaidade. (Ec 2.1-11) NVI.
 Pensei comigo mesmo: Vamos. Vou experimentar a alegria. Descubra as coisas boas da vida! Mas isso também se revelou inútil.Concluí que o rir é loucura, e a alegria de nada vale.Decidi-me entregar ao vinho e à extravagância; mantendo, porém, a mente orientada pela sabedoria. Eu queria saber o que valesse a pena, debaixo do céu, nos poucos dias da vida humana.Lancei-me a grandes projetos: construí casas e plantei vinhas para mim.Fiz jardins e pomares, e neles plantei todo tipo de árvore frutífera.Construí também reservatórios para regar os meus bosques verdejantes.Comprei escravos e escravas e tive escravos que nasceram em minha casa. Além disso tive também mais bois e ovelhas do que todos os que viveram antes de mim em Jerusalém.Ajuntei para mim prata e ouro, tesouros de reis e de províncias. Servi-me de cantores e cantoras, e também de um harém, as delícias do homem.Tornei-me mais famoso e poderoso do que todos os que viveram em Jerusalém antes de mim, conservando comigo a minha sabedoria.Não me neguei nada que os meus olhos desejaram; não me recusei a dar prazer algum ao meu coração. Na verdade, eu me alegrei em todo o meu trabalho; essa foi a recompensa de todo o meu esforço.Contudo, quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçara para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento; não há qualquer proveito no que se faz debaixo do sol.

John Mackay fala sobre um personagem, que depois de percorrer o mundo em busca de felicidade e ter sorvido todas as taças das delícias que o mundo lhe deu, ao chegar a casa pegou uma cebola e começou a descascá-la. Ao final disse: “minha vida foi como uma cebola, só casca”.

 E quantos de nós não passamos a vida inteira se iludindo pensando que eram felizes, mas na realidade eram que nem a cebola, só cascas, só dor, sofrimento, falso bem-estar, desequilíbrios, depressivo, cheias de amargura, tristezas e vazio. Meus amados, sem Cristo não podemos fazer absolutamente nada. Sem Ele não somos ninguém! Ele é a verdadeira a alegria, paz e amor que nós necessitamos. Se Cristo não for o centro da sua vida, você está completamente perdido!!!

 2.2 - Em segundo lugar, quando busca a salvação fora de Cristo.

 Há muitos caminhos que conduzem os homens para a religião, mas um só caminho que conduz o homem a Deus. O significado de religião é religar. O homem religar à Deus. Mas isso não é possível. As pessoas tem forte tendência a seguir uma religião. Pensam que pelo simples fatos de praticar conceitos, dogmas, ritos e cerimônias, elas serão salvas. Isso é uma grande mentira do diabo. No fim vão levá-las ao inferno. "Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte." Provérbios 14:12. A religião passa um ar de piedade, paz e amor, mas não mostra o quão o homem é vil e pecador e precisa ser resgatado. Colossenses 2. 20-23 NVI diz:
Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, como se ainda pertencessem a ele, se submetem a regras:"Não manuseie! " "Não prove! " "Não toque! "?Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos.Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne.
 Nem Buda, Maomé, Alan Kardec, G.a.d.u., Aparecida, yemanja, santos católicos ou qualquer outro líder ou deuses que recebem veneração. Nenhum deles levou sobre si os nossos pecados e muito menos morreu por nós. Só o filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo e o Caminho, a Verdade e Vida.

Versículo (8.35) Amor - Evangelho.

 Só terão vida, aqueles que amarem a Deus e o Evangelho. São esses que não amaram o mundo e não se submeteram aos seus desejos canais. Que não tiveram vergonha em viver a palavra de Deus, em ter uma vida de oração e santidade. Todo aquele que ama a Deus pratica a sua Palavra, e não com tristeza ou pesar, mas com alegria no coração. Ele sente prazer nas coisas de Deus. O seu maior desejo é agradar ao Senhor. Porque Ele o salvou. Não há mais alegria em festas, bebidas e drogas. A sua alegria é o Senhor em meditar na sua Palavra de dia e de noite.

3. Jesus pede a moeda de troca.

Versículo (8.36)

 A maioria das pessoas correm contra o vento. Buscam riquezas, famas e glória, querem se autoafirmarem e conquistar o mundo inteiro. Mas estão perdendo a alma. Todos que praticam as obras da carne estão na ânsia de ganhar o mundo. Em Gálatas (5: 19-21) NVI diz:
Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.
O que você vai herdar? O reino de Deus, ou o inferno?

Versículo (8.37)

 As pessoas são capazes de tudo para realizar um projeto, um sonho, algo que elas tanto desejam e almejam em ter. São capazes de roubar, matar e destruir. Vemos isso através da história, no jornal e em nossas ações. Eles não medem esforços e nem as consequências dos seus atos. Lutam, brigam, destroem famílias e princípios. Passam se possível até por cima de Deus. Tudo para conseguir aquilo que eles querem.

 Agora, quando o assunto é a salvação eterna. Não querem abrir mão do “eu” e tomar a cruz e seguir a Cristo. Muitas querem ser salvas, mas do jeito delas. São orgulhosas e soberbas. Elas não sabem, mas Deus não atende ao soberbo. Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. (Tiago 4.6)

 Não querem perdoar, largar a prostituição, o adultério, a cobiça, a inveja, a fofoca, o roubo, a mentira. Mas querem ser salvas.

Se observarmos, o próprio texto responde o versículo (37), temos que nega a nós mesmos, tomar a cruz, aí sim podemos e segui-lo até a eternidade.

Você está disposto a fazer isso?

Conclusão.

 Evitamos o discipulado radical sendo seletivos: escolhermos as áreas nas quais o compromisso nos convém e ficamos distantes daquelas nas quais nosso envolvimento nos custará muito. No entanto, como discípulo não temos esse direito.

 Leornad Ravenhil disse: 
"Se Deus desce à cada pessoa a oportunidade ainda em vida de ir ao céu, quando voltasse de lá faria tudo diferente aqui na Terra. Oraria mais, jejuaria mais, largaria os prazeres e deleites carnais e mundanos. Teria uma vida mais santa para a glória de Deus."
O discipulado é o mais fascinante projeto de vida.

Em Cristo,
Welker do Espírito Santo

Série Exposição: A Doutrina do Inferno

fevereiro 15, 2015
E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.
Isaías 14.15

Sermão Pregado no dia 26 de Janeiro de 2015
por
Fabio Gabriel do Espírito Santo Miranda


 Esta noite será exposta uma doutrina esquecida, assim como a doutrina do pecado que foi banida na maioria dos nossos púlpitos.

 Falarei sobre a doutrina do inferno. O lugar que Deus criou para despejar toda sua ira sobre o diabo e seus anjos. Falarei também sobre todo aquele que não amou o seu filho Jesus Cristo e não se submeteu à sua palavra vivendo uma vida inteira de prazeres carnais e mundanos.

 E digo esse assunto com grande temor e tremor diante de Deus e dos irmãos.

 Essa pregação será exposta em 3 partes:
  1. Qual o significado da palavra inferno?
  2. Como é o inferno?
  3. E quem vai para o inferno?
1. QUAL O SIGNIFICADO DA PALAVRA INFERNO?
 Não se assuste com essa palavra, até por que nós precisamos aprender a doutrina do inferno. O Senhor Jesus falou mais sobre o inferno do que os céus.
Mais de 42% de suas parábolas contem ensinamentos sobre o inferno.
A bíblia diz que o inferno foi criado para o Diabo e seus anjos.
A bíblia também diz que todo aquele que o nome não foi escrito no livro da vida será lançado no inferno.

 E todo aquele que amou o mundo mais que o filho de Deus também vai para o inferno.
Ao contrario que muitos pensam, a palavra inferno não é um palavrão ou invocação ao Diabo e etc. Isso tudo não passa de crendice popular.
Mas vamos entender realmente o que a bíblia ensina sobre o significado da palavra inferno.
Na bíblia encontramos 4 palavras que se refere ao inferno, as quais são:
Sheol, Hades, Tártaros e Geena .

1.1: O que significa Sheol?
Encontramos essa palavra em alguns livros do antigo testamento, tais como: Isaias, Jó, Salmos entre outros.
Sheol significa sepultura, lugar dos mortos, tanto os bons (Gn 37:35) quantos os maus (Sl 55:15). A ideia é a de um mundo abaixo do nosso mundo, onde prevalecem a escuridão, a decadência e negligência, onde a presença de Deus não se encontra ( Sl 6:5 ; Is 38:18)

1.2: O que significa Hades?
Hades é uma palavra grega que significa submundo ou inferno. Esse nome foi transferido para o próprio reino dos mortos. A palavra hades é usado 10 vezes no novo testamento, mas de qualquer modo, a palavra é usada para designar um lugar de punição.

1.3: O que significa Tártaro?
O Dicionário Grego do Novo Testamento de Strong diz que "Tártaro" é "o abismo mais profundo do Hades" (Apocalipse 20.3), e que a palavra significa "encarcerar (aprisionar) em tormento eterno".
O Dicionário de Fausset define: "O profundo ou abismo ou poço do abismo".

1.4: O que significa Geena?
A palavra "Gehena" é de origem hebraica; vem de "vale" e "Hinom". "É o Vale de Hinom, onde o fogo queimava sem cessar". No novo testamento,ela se converte na palavra utilizada para designar o inferno, que é encontrada 11 vezes nos evangelhos, pronunciada pelo Senhor Jesus .
Geena se tornou conhecido como lugar de putrefação, decomposição e fogo, associado com a destruição dos resíduos, um símbolo convincente para o destino final dos pecadores e ímpios. Também conhecido como lago de fogo descrito em apocalipse.

2. COMO É O INFERNO.
 O inferno é o lugar de: Tormento eterno, Choro, Dor, Ranger de dentes e fogo onde o bicho não morre.
 Lugar de densas trevas onde a ira do cordeiro será despejada sobre todo pecador.
Nenhuma outra pessoa poderia explicar melhor como é o inferno do que o próprio filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo. Ele fez comparação do inferno ao vale de Hinom, mas o que é o vale de Hinom?
 O Vale de Hinom era um lugar perto de Jerusalém, onde Acaz iniciou a adoração aos deuses do sol e do fogo, Baal e Moloque. Os judeus sob o domínio do ímpio Manassés, ofereciam seus filhos como ofertas queimadas nesta adoração idólatra. (Jeremias 7:31).

 Esta adoração cruel foi finalmente abolida, e mais tarde, Josias tornou o lugar um receptáculo de carcaças de animais e corpos de malfeitores (criminosos), nos quais os vermes se reproduziram continuamente. Um fogo perpétuo era mantido para consumir a matéria apodrecida. O lugar ainda existia no tempo de Cristo e o Salvador o usou para ilustrar as condições do inferno, "O inferno de fogo", ao se referir a este vale.
Jesus se referiu ao Inferno como o "inferno de fogo", no qual tanto "o corpo quanto a alma" serão lançados. Ele disse que lá "o fogo nunca se apaga" e onde "o seu bicho (o homem) não morre".

 O Inferno não é uma lenda como os ateus, Testemunhas de Jeová, Adventistas, Universalistas e Modernistas gostariam que você acreditasse. Cristo não avisou sobre o Inferno só para fazer medo aos homens. Ele fez isto porque o Inferno é real!

Como disse Charles Spurgeon: “Há pessoas que não creem na existência do diabo. É engraçado como os filhos não creem no próprio pai.”

E se ainda depois de ouvir tudo isso você duvidar da existência do inferno, te digo uma coisa, você esta chamando o Senhor Jesus Cristo de mentiroso!
Vamos ler o texto de Lucas16.19-31

São 8 verdades contidas neste texto:
  1. Lazaro foi salvo não por que ele era pobre mas pelo fato de que ele se arrependeu do seus pecados e seguiu uma vida com Deus. Apesar de que vivia doente e faminto, tendo uma vida péssima aqui na terra, ele porém teve uma vida maravilhosa no reino de Deus.
  2. O rico foi para o inferno não pelo fato de ser rico, mas por ser um avarento, egoísta, não pondo sua confiança no Deus vivo, mas sim no seu dinheiro. O coração dele não era apegado à Deus e sim nas coisas do mundo. Para muitos ele viveu muito bem aqui na terra porem o destino dele não foi nada bom.
  3. Quando um salvo morre ele é conduzido pelos anjos até o paraíso, porém o condenado morre, é sepultado e cai direito no inferno em tormentos eternos.
  4. O rico contemplar a gloria de Lázaro no paraíso com a Abraão.
  5. O desespero do rico em chamas eternas de tormentos, sem poder se refrescar por algum momento.
  6. A um grande abismo entre o céu e o inferno, uma vez adentrando as portas do inferno, ninguém nunca mais sairá de lá, porque só existe a entrada.
  7. O rico ficou desesperado porque ele não queria que seus irmãos fossem para o inferno.
  8. Abraão enfatizou com o rico que não precisarei ressuscitar dos mortos para ir evangelizar os seus irmãos, até porque eles tinham Moisés e os profetas (a palavra de Deus).
4 Terríveis verdades sobre o inferno.

1. A consciência.
Uma das piores coisas em estar no inferno, será a consciência. Ela não será apagada mas estará consciente e mais ativa do que nunca.

2. O inferno também é o lugar da ira de Deus (Ap 6.16-17).
Umas das terríveis coisas é que Jesus vai estar executando a ira de Deus sobre todos. Não pense você que o Diabo vai estar atormentando a todos no inferno. A ira de Deus também vai ser despejada sobre ele e os demônios.

3. O que é a eternidade?
Uma forma de explicar bem essa questão é usarmos uma ilustração do maior monte do planeta, o Everest, e um passarinho. Vamos imaginar que a cada mil anos o passarinho daria 3 bicadas e iria embora e voltaria depois de mil anos para dar mais 3 bicadas e depois iria embora e faria isso sucessivamente até que desaparecem a montanha e colocaria outra montanha para fazer a mesma coisa a cada mil anos para dar mais 3 bicadas. Assim seria a eternidade.

4. A punição é eterna.
Muitos questionam porque a punição é eterna. A explicação é curta e simples: porque pecamos contra um Deus que é eterno. É por isso que a condenação e punição é na mesma medida, que é a eternidade.
Depois dessa segunda parte que foi exposta aqui, você conseguiria imaginar como é o inferno?

3. QUEM VAI PARA O INFERNO.
 As pessoas ficam muito felizes em fazer parte de alguma lista, por exemplo: a lista de aprovados do Ifes, do vestibular da UFES, dos concursos públicos entre outras. Mas tem uma lista que a maioria da humanidade não gostaria de estar nela. Enquanto que no livro da vida estão listados todos os vencedores que venceram em Cristo, pelo seu sangue derramado em favor daqueles que creem, esses que entraram na alegria do Senhor, enquanto que a outra lista é da vergonha daqueles que amaram mais o mundo do que a Deus. E é por isso que irão ser contemplados pelo juízo de Deus.

Agora vamos ver se você está nessa terrível lista.

Apocalipse 21.8
  1. O tímido: Esse tímido referente ao texto não é a pessoa que tem personalidade introvertida, ou seja, uma pessoa que tem timidez de aparecer em público. Esse tímido de apocalipse 21.8 é um covarde que não vive uma vida cristã, por exemplo: Você tem vergonha de ser cristão, e de o que os seus amigos e familiares irão pensar de você, de seu comportamento, de seu palavreado, das suas roupas e de seu caráter não ser segundo o padrão bíblico. Por covardia você segue as tendências do mundo para ficar de bem com todos mas péssimo diante de Deus.
E todos os tímidos irão PARA O INFERNO!!!
  1. O incrédulo: É uma pessoa que não tem fé em Deus, que não crê na sua palavra, sendo assim impossível que seja salva, porque  em João 3.16 diz que: Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna.
 Todos os incrédulos irão para o INFERNO!!!
  1. Os abomináveis: São pessoas idólatras, estupradores, homicidas, feiticeiros, os que se prostituem, os efeminados, os sodomitas (prática homossexual) e todo aquele que comete abominações aos olhos de Deus .
 E todos aqueles que comentem tais coisas o seu lugar é no INFERNO!!!
  1. Os homicidas: São todos aqueles que comete assassinato contra as pessoas, porém a bíblia não fala só desse tipo, diz também que todo aquele que tiver ódio para com seu próximo, em seu coração já o matou, e então será um homicida.
E todo homicida irá para o INFERNO!
  1. Os fornicadores: São os que comentem o pecado da imoralidade sexual. A imoralidade sexual atinge todos desde de crianças a idosos, alcançando qualquer classe social desde o mendigo ao milionário. Somos bombardeados com a sensualidade todos os dias seja ela através da: TV, INTERNET , JORNAIS ,REVISTAS, nas ruas e até mesmo na igreja. Os fornicadores pensam em impureza sexual o tempo todo. Os pecados ligados a imoralidade sexual são: adultério, prostituição, lascívia (que é despertar um desejo que não pode ser saciado entre solteiros e sim entre casados ), pornografia e masturbação. E com certeza todos que praticam toda a sorte de pecado sexual não vivem a passagem de Filipenses 4.8 que diz: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."
 E todos os fornicadores irão para o INFERNO!!
  1. Os feiticeiros: São todos aqueles que pratica rituais satânicos de magia negra ou branca, consultam o horóscopo, praticam a quibanda, umbanda, candomblé, Wicca e coisas semelhantes a estas. Mas temos os feiticeiros gospel que introduzem misticismo no culto cristão como por exemplo: rosa, sal grosso, lenço para cura e libertação entre outros. O pecado de feitiçaria também é comparado à de rebeldia.
 E todos os feiticeiros irão para o INFERNO!!!
  1. Idólatra: É todo aquele que presta culto a qualquer coisa, menos á Deus. Temos porém quatro tipos de idólatras. São eles: 1) Aquele que idolatra outros deuses, considerado um dos piores pecados para Deus. Em deuteronômio diz: Não terás outros deuses diante de mim; Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 2) Todo aquele que ama o dinheiro é avarento, e avareza ta ligado ao pecado de idolatria. Efésios 5.5 Diz: "Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. 3) A idolatria por pessoas como pai, mãe, esposo, esposa, filhos, pastores, cantores gospel, cantores mundanos e etc. 4) E temos a idolatria do EU, que são pessoas egocêntricas, que não negam a si mesmo e que dificilmente irão seguir à Jesus cristo.
E todos os idólatras irão para o INFERNO!!!
  1. Os mentirosos: O primeiro mentiroso da historia não foi o Pinóquio, mas foi o diabo!  Jesus disse que o diabo é homicida desde o principio e não se firmou na verdade, e disse também que ele é o pai da mentira e que não está sozinho, tem bilhões de seus filhos com ele que vivem mentindo todos os dias. Pode ser algo comum vindo de pessoas ímpias,  porém os maiores mentirosos do planeta não são os ímpios mas são a maioria dos evangélicos,  que vivem na igreja, mas mentem para o Deus da verdade. isso é algo gravíssimo! Um dos lugares que se mais mente é no culto.  Chorão, prometem a si mesmos que irão largar o pecado, que irão se arrepender, que irão orar, porém não fazem absolutamente nada do que prometeram à Deus. E mesmo assim continuam tocando,  cantando, pregando, profetizando, falando em línguas, sapateando e por aí vai. Vivem mentindo para Deus e para o próximo, e dizem que estão cheias do Espírito Santo, mas verdadeiramente estão cheias de hipocrisia e falsidade. E todo o mentiroso possui mau caráter. Os mentirosos são capazes de fazerem as maiores atrocidades do mundo exemplo disso é o próprio Diabo.
E o lugar de todo o mentiroso é no INFERNO!!!

 Conclusão:
 Mesmo sendo exposta a doutrina do inferno essa noite, ainda assim a nossa geração não sabe o que é sentir o peso de seus pecados. John bunyan, o autor de " O Peregrino", uma coisa fascinante sobre este homem é que as pessoas diziam que se cortassem os pulsos dele, não sairiam sangue mas sim versículos bíblicos, de tão cheio que ele era da palavra de Deus. Entretanto, antes de ser conhecido assim, John bunyan orou 18 messes pelos seus pecados. Ele os confessava um por um chorando e clamando, pedindo à Deus misericórdia, até que, depois de 18 messes ele então sentiu o peso do seus pecados, e depois disso, sua vida nunca mais foi a mesma! 
 É melhor sentir o peso dos pecados aqui na terra do que passar por toda eternidade no inferno com eles. E se você não concorda com tudo que foi dito esta noite, e ainda murmurar com outras pessoas, isso só irá provar algo de você mesmo, irá provar o quão carnal e cidadão do inferno você é.
 Esta é a geração que infelizmente, mais tem enchido o inferno que todas as outras. E o fato de virmos ao templo 2 ou 3 vezes na semana não nos guarda disso.
 Eu suplico em nome do Senhor Jesus Cristo que vocês se arrependam dos seus pecados e abandonem todos eles por amor a Jesus, e por tudo que ele fez na cruz.
  Meu amigo hoje tu tens a escolha, vida ou morte, qual vais aceitar? Amanhã pode ser muito tarde, hoje Cristo quer te libertar e salvar. Harpa Cristã, Hino nº 570


Sola Scriptura,
Fabio Gabriel do Espírito Santo Miranda
Welker do Espírito Santo Miranda
Luã França

O Grande deus Entretenimento - A. W. Tozer

janeiro 01, 2015
Aiden Wilson Tozer 
 Há muitos anos um filósofo alemão disse alguma coisa no sentido de que, quanto mais um homem tem no coração, menos precisará de fora; a excessiva necessidade de apoio externo é prova de falência do homem interior.

 Se isto é verdade (e eu creio que é), então o desordenado apego atual a toda forma de entretenimento é prova de que a vida interior do homem moderno está em sério declínio. O homem comum não tem nenhum núcleo central de segurança moral, nenhum manancial em seu peito, nenhuma força interior para colocá-lo acima da necessidade de repetidas injeções psicológicas para dar-lhe coragem para continuar vivendo. Tornou-se um parasita no mundo, extraindo vida do seu ambiente, incapaz de viver um só dia sem o estímulo que a sociedade lhe fornece.

 Schleiermacher afirmava que o sentimento de dependência está na raiz de todo culto religioso, e que por mais alto que a vida espiritual possa subir, sempre tem que começar com um profundo senso de uma grande necessidade que somente Deus poderia satisfazer. Se este senso de necessidade e um sentimento de dependência estão na raiz da religião natural, não é difícil ver por que o grande deus Entretenimento é tão ardentemente cultuado por tanta gente. Pois há milhões que não podem viver sem diversão. A vida para eles é simplesmente intolerável. Buscam ansiosos o bendito alívio dado por entretenimentos profissionais e outras formas de narcóticos psicológicos como um viciado em drogas busca a sua injeção diária de heroína. Sem estas coisas eles não poderiam reunir coragem para encarar a existência.

 Ninguém que seja dotado de sentimentos humanos normais fará objeção aos prazeres simples da vida, nem às formas inofensivas de entretenimento que podem ajudar a relaxar os nervos e revigorar a mente exausta de fadiga. Essas coisas, se usadas com discrição, podem ser uma bênção ao longo do caminho. Isso é uma coisa. A exagerada dedicação ao entretenimento como atividade da maior importância para a qual e pela qual os homens vivem, e definitivamente outra coisa, muito diferente.

 O abuso numa coisa inofensiva é a essência do pecado. O incremento do aspecto das diversões da vida humana em tão fantásticas proporções é um mau presságio, uma ameaça às almas dos homens modernos, Estruturou-se, chegando a constituir um empreendimento comercial multimilionário com maior poder sobre as mentes humanas e sobre o caráter humano do que qualquer outra influência educacional na terra. E o que é ominoso é que o seu poder é quase exclusivamente mau, deteriorando a vida interior, expelindo os pensamentos de alcance eterno que encheriam a alma dos homens, se tão-somente fossem dignos de abrigá-los. E a coisa toda desenvolveu-se dando numa verdadeira religião que retém os seus devotos com estranho fascínio, e, incidentalmente, uma religião contra a qual agora é perigoso falar.

 Por séculos a igreja se manteve solidamente contra toda forma de entretenimento mundano, reconhecendo-o pelo que era — um meio para desperdiçar o tempo, um refúgio contra a perturbadora voz da consciência, um esquema para desviar a atenção da responsabilidade moral. Por isso ela própria sofreu rotundos abusos dos filhos deste mundo. Mas ultimamente ela se cansou dos abusos e parou de lutar. Parece ter decidido que, se ela não consegue vencer o grande deus Entretenimento, pode muito bem juntar suas forças às dele e fazer o uso que puder dos poderes dele. Assim, hoje temos o espantoso espetáculo de milhões de dólares derramados sobre o trabalho profano de providenciar entretenimento terreno para os filhos do Céu, assim chamados. Em muitos lugares o entretenimento religioso está eliminando rapidamente as coisas sérias de Deus. Muitas igrejas nestes dias têm-se transformado em pouco mais que pobres teatros onde "produtores" de quinta classe mascateiam as suas mercadorias falsificadas com total aprovação de líderes evangélicos conservadores que podem até citar um texto sagrado em defesa da sua delinquência. E raramente alguém ousa levantar a voz contra isso.

 O grande deus Entretenimento diverte os seus devotos principalmente lhes contando estórias. O gosto por estórias, característico da meninice, depressa tomou conta das mentes dos santos retardados dos nossos dias, tanto que não poucas pessoas pelejam para construir um confortável modo de vida contando lorotas, servindo-as com vários disfarces ao povo da igreja. O que é natural e bonito numa criança pode ser chocante quando persiste no adulto, e mais chocante quando aparece no santuário e procura passar por religião verdadeira.

 Não e uma coisa esquisita e um espanto que, com a sombra da destruição atômica pendendo sobre o mundo e com a vinda de Cristo estando próxima, os seguidores professos do Senhor se entreguem a divertimentos religiosos? Que numa hora em que há tão desesperada necessidade de santos amadurecidos, numerosos crentes voltem para a criancice espiritual e clamem por brinquedos religiosos?

"Lembra-te, Senhor, do que nos tem sucedido; considera, e olha para o nosso opróbrio. . . . Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós porque pecamos! Por isso caiu doente o nosso coração: por isso se escureceram os nossos olhos.'' Amém. Amem.

Fonte: Extraído do Livro: O Melhor de A. W. Tozer - Editora Estação do Livro - Cap. 29

Em Cristo, Por Cristo e Para Cristo
Luã França

Série 9 Marcas: Marca 9 - Liderança Bíblica na Igreja

junho 20, 2014

Que tipo de liderança uma igreja saudável possui? Uma congregação, comprometida com Cristo, preparada para servir? Sim. Diáconos que são modelos de serviço nos assuntos da igreja? Sim. Um pastor que é fiel na pregação da Palavra de Deus? Sim. Mas biblicamente, há uma outra coisa que também faz parte da liderança de uma igreja saudável: presbíteros.

 Como pastor, eu oro para que Cristo levante na nossa congregação homens cujos dons espirituais e cuidado pastoral indiquem que Deus os chamou a serem presbíteros ou bispos (as palavras são usadas indistintamente na Bíblia; veja por exemplo, em
Atos 20). Eu oro para que Deus faça crescer e capacite tais discípulos para o trabalho de supervisão pastoral da nossa congregação e para o seu ensino. Se ficar claro que Deus concedeu dons a certo homem na igreja, e se, depois de muita oração, a igreja reconhece seus dons, então ele deveria ser escolhido como um presbítero.

 Todas as igrejas tiveram indivíduos que executaram as funções de presbíteros, mesmo que lhes tenham chamado por outros nomes. O dois nomes usados pelo Novo Testamento para este ofício são episcopos (supervisor, bispo) e presbuteros (presbítero, ancião). Quando evangélicos ouvem a palavra "presbítero", muitos imediatamente pensam em "presbiteriano", contudo os primeiros congregacionalistas, no século XVI, ensinavam que o presbiterato era um dos ofícios em uma igreja neotestamentária. Presbíteros podiam ser encontrados nas igrejas batistas nos Estados Unidos ao longo do século XVIII e no século XIX. De fato, o primeiro presidente da Convenção Batista do Sul, W. B. Johnson, escreveu um tratado no qual ele pedia que a prática de ter uma pluralidade de presbíteros fosse reconhecida como bíblica e seguida em um número maior de igrejas batistas. O argumento de Johnson foi ignorado. Seja por desatenção para com a Bíblia, ou pela pressão da vida na fronteira onde as igrejas estavam crescendo a uma taxa surpreendente, a prática de cultivar tal liderança declinou. Mas a discussão em documentos batistas quanto a reavivar este ofício bíblico continuou. Até no início do século vinte, publicações batistas continuavam se referindo a líderes pelo título de "presbíteros".

 Batistas e presbiterianos tem tido duas diferenças básicas nas suas compreensões quanto aos presbíteros. Primeiro e fundamentalmente, batistas são congregacionalistas. Quer dizer, eles entendem que o discernimento final nos assuntos da igreja repousa não com os presbíteros em uma congregação (ou além dela, como no modelo presbiteriano), mas com a congregação como um todo. Então, batistas dão ênfase à natureza consensual de ação da igreja. Portanto, em uma igreja batista, os presbíteros e todas as outras comissões e comitês agem no que é, em última instância, uma capacidade aconselhadora para a congregação inteira.

 Uma nota adicional se faz necessária sobre a autoridade da congregação reunida. Nada diferente da congregação local reunida é o tribunal final de apelação sob Cristo. Sempre de novo no Novo Testamento, nós achamos evidência do que parecia ser uma forma primitiva de congregacionalismo. Em
Mateus 18 quando Jesus estava ensinando os Seus discípulos sobre como confrontar o irmão pecador, o tribunal final não é o grupo de presbíteros, nem um bispo ou um papa, nem um conselho ou uma convenção. O tribunal final é a congregação. Em Atos 6, os apóstolos entregaram a decisão quanto aos diáconos para a congregação.

 Nas cartas de Paulo, também encontramos evidência desta suposição da responsabilidade final da congregação. Em
1 coríntios 5, Paulo não culpou o pastor, os presbíteros ou os diáconos, mas a congregação como um todo por tolerar o pecado. Em 2 Coríntios 2, Paulo refere-se ao que a maioria deles tinha feito disciplinando um membro errante. Em Galatás, Paulo conclamou as congregações para julgarem o ensino que eles estavam ouvindo. Em 2 Timóteo 4, Paulo não reprovou somente os falsos mestres, mas também aqueles que os pagavam para ensinar o que aqueles que tinham coceira nos ouvidos queriam ouvir. Os presbíteros lideram, mas eles assim fazem biblicamente e necessariamente dentro dos limites reconhecidos pela congregação.

 A segunda discordância é quanto ao papel e responsabilidades dos presbíteros. Presbiterianos tenderam a dar ênfase à declaração de Paulo a Timóteo em
1 Timotéo 5:17, "Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino." A última frase, alguns argumentaram, claramente sugere que haviam anciões cujo trabalho principal não era pregar ou ensinar, mas governar ou reger. Esta é a origem da distinção entre os “presbíteros regentes” (presbíteros leigos) e “presbíteros docentes" (pastores) presbiterianos.

 Mas "especialmente" (ou “com especialidade”) é uma tradução questionável da palavra malista que, neste contexto, fica melhor traduzida por "certamente" ou "particularmente”. Um pouco antes em 1 Timóteo 4:10, lê-se, "porquanto temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente (malista) dos fiéis." Paulo parece estar indicando que tantas pessoas serão salvas sem crer quantas dirigirão os negócios da igreja sem pregar e ensinar: em outras palavras, nenhuma.

 Batistas tenderam a dar ênfase ao caráter intercambiável dos termos "presbítero” (ou “ancião”), "bispo" (ou “supervisor”) e "pastor" no Novo Testamento, e mostraram que em 1 Timóteo 3:2, Paulo falou a Timóteo claramente que os anciões devem ser "aptos a ensinar." E ele escreveu a Tito que o presbítero deve ser "apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem" (Tito 1:9). Os batistas, portanto, frequentemente negaram a conveniência de ter presbíteros que não são capazes de ensinar as Escrituras.

 Porém, no que os batistas e os presbiterianos do século dezoito freqüentemente concordavam, era que deveria haver uma pluralidade de presbíteros em cada igreja local. Embora o Novo Testamento nunca sugira um número específico de presbíteros para uma congregação em particular, ele refere-se claramente a "presbíteros", no plural, nas igrejas locais (por exemplo, Atos 14:23; 16:4; 20:17; 21:18; Tito 1:5; Tiago 5:14). Minha própria experiência confirma para mim a utilidade de seguir a prática neotestamentária de ter, onde possível, mais presbíteros em uma igreja local do que simplesmente o solitário pastor, e de tê-los dentre as pessoas arraigadas na congregação. Esta prática é incomum entre as igrejas batistas hoje, mas há uma tendência crescente - e por uma boa razão. Foi necessário nas igrejas do Novo Testamento, e é necessário agora.

 Isto não significa que o pastor não tem nenhum papel distintivo. Há muitas referências no Novo Testamento à pregação e pregadores que não se aplicariam a todos os presbíteros numa congregação. Assim, em Corinto, Paulo se entregou exclusivamente à pregação de uma forma que presbíteros leigos em uma congregação não poderiam (Atos 18:5; cf. 1 Coríntios 9:14; 1 Timóteo 4:13; 5:17). Pregadores pareciam ir expressamente a uma algum local para pregar (Romanos 10:14-15), apesar de aparentemente presbíteros já fazerem parte da comunidade (Tito 1:5). (Para mais informações sobre esta distinção, veja Uma Exibição da Glória de Deus - A Display of God’s Glory, [CCR: 2001].)

 Entretanto, precisamos lembrar que o pregador, ou pastor, também é fundamentalmente um dos presbíteros da sua congregação. Isso significa que decisões que envolvem a igreja, mas que não requerem a atenção de todos os membros, não deveriam recair sobre o pastor apenas, mas sobre os presbíteros como um todo. Apesar de isso ser, às vezes, incômodo, traz os imensos benefícios de arredondar os dons do pastor, compensando alguns dos seus defeitos, complementando o seu julgamento, e criando apoio na congregação para as decisões, deixando os líderes menos expostos a críticas injustas. Também torna a liderança mais arraigada e permanente, e permite uma continuidade mais amadurecida. Também encoraja a igreja a assumir mais responsabilidade por sua própria espiritualidade e torna a igreja menos dependente dos seus empregados.

 Muitas igrejas modernas têm uma tendência de confundir os presbíteros com a diretoria da igreja ou com os diáconos. Os diáconos, também, preenchem um ofício neotestamentário, fundamentado em Atos 6. Apesar de qualquer distinção absoluta entre os dois ofícios ser difícil, as preocupações dos diáconos são os detalhes práticos da vida da igreja: administração, manutenção, e o cuidado de membros da igreja com necessidades físicas. Em muitas igrejas hoje, os diáconos assumiram algum papel espiritual; mas a maior parte foi simplesmente deixada para o pastor. Seria benéfico para a igreja voltar a distinguir o papel de presbítero do de diácono.

 O presbiterato é o ofício bíblico que eu exerço como pastor: Eu sou o principal presbítero pregador. Mas todos os presbíteros deveriam trabalhar juntos para a edificação da igreja, reunindo-se regularmente para orar e discutir, ou para formular recomendações para os diáconos ou para a igreja. Claramente, esta é uma idéia bíblica que tem grande valor prático. Se implementada em nossas igrejas, poderia ajudar imensamente os pastores removendo peso dos seus ombros e removendo até mesmo as suas próprias pequenas tiranias das suas igrejas. De fato, a prática de reconhecer leigos piedosos, perspicazes e fiéis como presbíteros é outra marca de uma igreja saudável.



Em Cristo, Por Cristo e Para Cristo
Luã França

Devocional #3 - Ainda que a Figueira não Floresça...

fevereiro 22, 2014
...nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. Todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. Habacuque 3:17-18

 Onde está firmada a tua alegria? onde está o teu tesouro? onde está o teu coração?

 Por mais que a situação não favorecia para que o profeta se alegra-se, entretanto, em Deus ele se alegrou!

 E se você perde-se tudo o que tem, seus bens, suas finanças e até mesmo sua família? Aonde estará a tua força, a tua segurança, a tua alegria?

 Lembro-me de Martinho Lutero em sua famosa canção, "Castelo Forte". Na última estrofe ele diz: 

"Se temos de perder 

Família, bens, poder, 
E, embora a vida vá, 
Por nós Jesus está, 
E dar-nos-á seu reino."
H.C. - 581 - CPAD / M.L.

 Quando ele compôs este hino, ele estava em uma batalha espiritual ferrenha. Ele sabia que poderia morrer, pois enfrentaria no outro dia a todos os cardeais e arcebispos e os demônios não contados. Mas naquela madrugada de luta ele sabia que nada mais importava a não ser Cristo glorificado!

 Agora, faça uma reflexão de sua vida, será que Jesus tem sido o suficiente para você? será que ele tem satisfeito todas as suas ambições? será que nada mais importa para você, a não ser Cristo sendo glorificado através de seu testemunho?

 Leia, releia e leia outra vez a passagem de Habacuque 3:17-18, até que você entenda o que o profeta estava passando, e porque Deus era a sua alegria e força!

 E se você foi tocado pelo Santo Espírito, através desta passagem, falando no amago do seu ser para que Jesus seja a sua alegria e sua força, meu irmão(a), não tardes mais, e ore agora mesmo, e declare para o reino e para o seu Jesus, que ele é a FORÇA e a ALEGRIA!

Em Cristo, Por Cristo e Para Cristo
Luã França


Canção para reflexão:


Série 9 Marcas: Marca 8 - Cuidado em Promover o Discipulado Cristão e o Crescimento

fevereiro 19, 2014

 Outra marca distintiva de uma igreja saudável é uma preocupação penetrante com o crescimento da igreja - não simplesmente com o crescimento numérico, mas com o crescimento pessoal dos membros. Algumas pessoas pensam que alguém pode ser um "bebê em Cristo" pela vida inteira. O crescimento é visto como um item opcional reservado para discípulos particularmente zelosos. Entretanto, crescimento é um sinal de vida. Árvores que crescem são árvores vivas, e animais que crescem são animais vivos. Crescimento envolve aumento e avanço. Em muitas áreas da nossa experiência do dia a dia, quando algo deixa de crescer, morre.

 Paulo esperava que os coríntios crescessem na sua fé Cristã
(2 Coríntios 10:15). Os efésios, ele esperava, cresceriam “naquele que é o Cabeça, Cristo" (Efésios 4:15; cf. Colossenses 1:10; 2Tessalonicenses 1:3). Pedro exortou alguns cristãos primitivos para que desejassem "como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação" (1 Pedro 2:2). É tentador para os pastores reduzirem suas igrejas a estatísticas controláveis de freqüência, batismos, ofertas e membresia, nas quais o crescimento é tangível. Porém tais estatísticas ficam muito aquém do verdadeiro crescimento que Paulo descreve e que Deus deseja.

 No seu Treatise Concerning Religious Affections (Tratado Relativo ás Afeições Religiosas), Jonathan Edwards sugeriu que o verdadeiro crescimento no discipulado cristão não é, em última instância, mera excitação, uso crescente de linguagem religiosa, ou o conhecimento crescente das Escrituras. Não é nem mesmo um evidente acréscimo em alegria ou em amor ou em interesse pela igreja. Até mesmo o aumento no zelo e no louvor a Deus e a confiança da própria fé não são evidências infalíveis do verdadeiro crescimento cristão. O que é então? De acordo com Edwards, enquanto todas essas coisas podem ser evidências de um verdadeiro crescimento cristão, o único sinal observável certo é uma vida de santidade crescente, arraigada na abnegação cristã. A igreja deveria ser marcada por uma preocupação vital com este tipo de piedade crescente nas vidas de seus membros.

 Como vimos na sétima marca, uma das conseqüências não intencionais da negligência da igreja com a disciplina é o aumento da dificuldade em ver discípulos crescendo. Em uma igreja indisciplinada, os exemplos não são claros e os modelos são confusos. Nenhum jardineiro planta intencionalmente ervas daninhas. Ervas daninhas são, por si mesmas, indesejáveis, e elas podem ter efeitos nocivos sobre as plantas ao redor. O plano de Deus para a igreja local não nos permite deixar que as ervas daninhas fujam ao controle.

 Boas influências em uma comunidade de crentes podem ser ferramentas nas mãos de Deus para fazer o Seu povo crescer. Conforme o povo de Deus é edificado e cresce unido em santidade e no amor que se doa, deveria também melhorar sua habilidade de administrar a disciplina e encorajar o discipulado. A igreja tem a obrigação de ser um dos meios de Deus para o crescimento das pessoas na graça. Se, em vez disso, ela é um lugar onde só os pensamentos do pastor são ensinados, onde Deus é questionado mais do que adorado, onde o Evangelho é diluído e o evangelismo pervertido, onde a membresia da igreja é tornada sem sentido, e um culto mundano à personalidade é deixado crescer ao redor da pessoa do pastor, então dificilmente as pessoas podem esperar encontrar uma comunidade que é coesa ou edificante. Tal igreja certamente não glorificará a Deus.

 Deus é glorificado por meio de igrejas que estão crescendo. Esse crescimento pode se manifestar de muitas formas diferentes: pelo aumento de pessoas chamadas para missões; por membros mais velhos que começam a sentir um senso renovado da sua responsabilidade no evangelismo; por meio de funerais a que os membros mais jovens da congregação comparecem simplesmente pelo amor que têm aos membros mais velhos; pelo aumento na oração, e pelo desejo por mais pregação; por reuniões da igreja caracterizadas por conversações genuinamente espirituais; pelo aumento nas ofertas, e por membros que ofertam mais sacrificialmente; por mais membros que compartilham o evangelho com outros; por pais que redescobrem a sua responsabilidade em educar seus filhos na fé. Esses são apenas alguns exemplos do tipo de crescimento na igreja pelo qual os cristãos oram e trabalham.

 Quando vemos uma igreja que é composta por membros que crescem na semelhança com Cristo quem recebe o crédito ou a glória?
"O crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento." (1 Coríntios 3:6b -7; cf. Colossenses 2:19). Portanto a bênção final de Pedro para aqueles cristãos primitivos a quem ele escreveu era uma oração expressa no imperativo: "crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno. (2 Pedro 3:18)." Nós poderíamos pensar que nosso crescimento traria glória para nós mesmos. Mas Pedro sabia que não era assim. “Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação. (1 Pedro 2:12)." Ele obviamente lembrou-se das palavras de Jesus: "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras” - e certamente aqui nós pensaríamos que seria natural cair na armadilha da auto-admiração, mas Jesus continuou - "e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5:16). Trabalhar para promover o discipulado cristão e o crescimento é outra marca de uma igreja saudável.

Imagem: Voltemos ao Evangelho

Em Cristo, Por Cristo e Para Cristo
Luã França

Marca 7 - Disciplina Eclesiástica Bíblica

"Com Tudo o Que Possuis, Adquire a Unção"

fevereiro 02, 2014

Por Leonard Ravenhill 
“Por mais erudito que um homem seja, por mais perfeita que seja sua capacidade de expressão, mais ampla sua visão das coisas, mais grandiosa sua eloquência, mais simpática sua aparência, nada disso toma o lugar do fervor espiritual. É pelo fogo que a oração sobe aos céus. O fogo empresta asas à oração, dando-lhe acesso a Deus; comunica-lhe energias e torna-a aceitável diante do Senhor. Sem fogo não há incenso; sem fervor não há oração.” E. M. Bounds
“Pela fé e pela oração, fortaleça as mãos frouxas e firme os joelhos vacilantes. Você ora e jejua? Importune o trono da graça e seja persistente em oração. Só assim receberá a misericórdia de Deus.” João Wesley
“Antes de ocorrer o grande avivamento de Gallneukirchen, Martin Boos passava horas e horas, dias e dias, e até noites em oração, intercedendo sozinho, agonizando perante Deus. Mas quando ele pregava, sua palavra era como fogo, e o coração dos ouvintes, como capim seco.” D. M. McIntyre, D. D.
 Na igreja moderna, a reunião de oração é uma espécie de Cinderela. Essa serva do Senhor é desprezada e desdenhada porque não se adorna com as pérolas do intelectualismo, nem se veste com as sedas da Filosofia, nem se acha ataviada com o diadema da Psicologia. Mas se apresenta com a roupagem simples da sinceridade e da humildade, e por isso não tem receio de se ajoelhar.

 O “mal” da oração é que ela não se acha necessariamente associada a grandes façanhas mentais. (Não quero dizer, porém, que se confunda com preguiça mental.) A oração só exige um requisito: a espiritualidade. Ninguém precisa ser espiritual para pregar, isto é, a preparação e pregação de um sermão perfeito segundo as regras da homilética e com exatidão exegética, não requer espiritualidade. Qualquer um que possua boa memória, vasto conhecimento, forte personalidade, vontade, autoconfiança e uma boa biblioteca pode pregar em qualquer púlpito hoje em dia. E uma pregação dessas pode sensibilizar as pessoas; mas a oração move o coração de Deus. A pregação toca o que é temporal; a oração, o que é eterno. O púlpito pode ser uma vitrina onde expomos nossos talentos; o aposento da oração, pelo contrário, desestimula toda a vaidade pessoal.

 A grande tragédia de nossos dias é que existem muitos pregadores sem vida, no púlpito, entregando sermões sem vida, a ouvintes sem vida. Que lástima! Tenho constatado um fato muito estranho que ocorre até mesmo em igrejas conservadoras: a pregação sem unção. E o que é unção? Não sei. Mas sei muito bem o que é não ter unção (ou pelo menos sei quando não estou ungido). Uma pregação sem unção mata a alma do ouvinte, em vez de vivificá-la. Se o pregador não estiver ungido, a Palavra não tem vida. Pregador, com tudo que possuis, adquire a unção.

 Irmão, nós poderíamos ter a metade da capacidade intelectual que possuímos se fôssemos duas vezes mais espirituais. A pregação é uma tarefa espiritual. Um sermão gerado na mente só atinge a mente de quem o ouve. Mas gerado no coração, chega ao coração. Um pregador espiritual, sob o poder de Deus, produz mentalidade espiritual em seus ouvintes. A unção não é uma pombinha mansa esvoaçando à janela da alma do pregador; não. Pelo contrário; temos de batalhar por ela e conquistá-la. Também não é algo que se aprenda; é bênção que se obtém pela oração. Ela é o prêmio que Deus concede ao combatente da fé, que luta em oração, e consegue a vitória. E não é com piadinhas e tiradas intelectuais que se chega à vitória no púlpito, não. Essa batalha é ganha ou perdida antes mesmo de o pregador pôr os pés lá. A unção é como dinamite. Não é recebida pela imposição de mãos, nem tampouco cria mofo se o pregador for lançado numa prisão. Ela penetra e permeia a alma; abranda-a e tempera-a. E se o martelo da lógica e o fogo do zelo humano não conseguirem quebrar o coração de pedra, a unção o fará.

 Que febre de construção de templos estamos presenciando hoje. No entanto, sem pregadores ungidos, o altar dessas igrejas não verá pecadores rendidos a Cristo. Suponhamos que todos os dias diversos pescadores saiam para o alto-mar com seus barcos, levando o mais moderno equipamento que existe para o exercício deste ofício, mas retornem sempre sem apanhar um só peixe. Que desculpa poderiam dar para tal fracasso? No entanto é isso que acontece nas igrejas. Milhares delas estão abrindo as portas dominicalmente, mas não veem conversão. Depois tentam encobrir sua esterilidade interpretando textos bíblicos a seu bel-prazer. Mas a Bíblia diz: “Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia...”

 E o mais triste em tudo isso é que o fogo que devia haver nesses altares encontra-se apagado ou arde em combustão muito lenta. A reunião de oração está morrendo ou já morreu. Com a atitude que temos em relação à oração, estamos dizendo ao Senhor que o que ele começou no Espírito, nós terminaremos na carne. Qual é a igreja que pergunta a um candidato ao ministério quanto tempo ele passa diariamente em oração? A verdade é que o pregador que não passa pelo menos duas horas por dia em oração, não vale um vintém, por mais títulos que possua.

 A igreja hoje se acha como que postada na calçada assistindo, entre aflita e frustrada, à parada dos maus espíritos (...) que marcham pomposamente no meio da rua respirando ameaças contra “tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama”. Além disso, no lugar da regeneração, o diabo colocou a reencarnação; no lugar do Espírito Santo, os espíritos-guias; no lugar do verdadeiro Cristo, o anticristo.

 E o que a igreja tem para contrapor aos males da pós-modernidade? Onde está o poder espiritual? A impressão que se tem é que, ultimamente, uma forte sonolência tomou o lugar da oposição religiosa, nos púlpitos e também nas publicações evangélicas. Quem hoje batalha “diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”? Onde estão os combatentes divinamente ungidos de nossos púlpitos? Os pregadores, que deviam estar “pescando homens”, parecem estar pescando mais é o elogio deles. Os que costumavam espalhar a semente, agora estão colecionando pérolas intelectuais. (Imagine só, semear pérolas num campo!)

 Chega dessa pregação estéril, espiritualmente vazia, que é ineficaz, porque foi gerada num túmulo e não num ventre, e se desenvolveu numa alma sem oração, sem fogo espiritual! É possível alguém pregar e ainda assim se perder; mas é impossível orar e perecer. Se Deus nos chamou para o seu ministério, então, prezados irmãos, insisto em que precisamos de unção. Com tudo que possuis, adquire a unção, senão os altares vazios de nossas igrejas serão exemplos vivos de nosso intelectualismo ressequido.

Artigo adaptado do livro Por que Tarda o Pleno Avivamento?, publicado pela Editora Betânia

Fonte: http://www.arminianismo.com/index.php/categorias/diversos/artigos/262-leonard-ravenhill/1385-leonard-ravenhill-com-tudo-o-que-possuis-adquire-a-uncao

Em Cristo, Por Cristo e Para Cristo
Luã França
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