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Série Exposição: Conselho aos Cativos (Jeremias 29.4-13)

novembro 27, 2017



Nas palavras do teólogo escocês, Myer Pearlman, tanto Isaías como Jeremias levaram mensagens de condenação ao Israel apóstata. Enquanto que o tom de Isaías é vigoroso e severo, o de jeremias é moderado e suave. O primeiro leva uma expressão da ira de Jeová contra o pecado de Israel; o último, uma expressão de seu pesar por causa dele. Ao repreender Israel, Isaías imergiu sua pena no fogo e Jeremias, nas lágrimas. Isaías, depois de denunciar a iniquidade de Israel, prorrompe em êxtases de alegria ao ver a antecipação da independência vindoura. Jeremias teve um vislumbre do mesmo acontecimento feliz, mas esse vislumbre não foi suficiente para enxugar-lhe as lágrimas ou dissipar a névoa de seu pesar pelo pecado de Israel. Por causa deste último fato Jeremias é conhecido como “o profeta das lágrimas”. O que abaixo se segue servirá como tema de seu livro: o amor imutável de Jeová ao seu povo apóstata e sua tristeza por causa da condição deste.

Jeremias. Foi chamado ao ministério quando era jovem ainda (1.6), no ano décimo-terceiro do rei Josias, mais ou menos setenta anos depois da morte de Isaías, profetizando até a primeira parte do cativeiro da Babilônia, cobrindo um período de mais ou menos 40 anos.

Era filho de Hilquías, um sacerdote de Anatote na terra de Benjamim. Mais tarde, provavelmente por causa da perseguição de seus patrícios e de sua própria família (11:21; 12:6), deixou Anatote e foi para Jerusalém. Alí e em outras cidades de Judá, exerceu seu ministério. Durante os reinados de Josías e Jeoacaz, foi-lhe permitido continuar seu ministério sem embaraços, mas durante os reinados de Jeoiaquim, Joaquim e Zedequias, sofreu perseguição.

No reinado de Joaquim foi aprisionado por sua audácia em profetizar a desolação de Jerusalém. Durante o reinado de Zedequias, foi preso como desertor, e permaneceu na prisão até a tomada da cidade, época em que foi posto em liberdade por Nabucodonozor que lhe permitiu voltar a Jerusalém. Quando de seu regresso, procurou dissuadir o povo de voltar para o Egito para escapar do que acreditavam ser um perigo iminente. Recusaram seus apelos e emigraram para o Egito levando consigo Jeremias. No Egito continuou os seus esforços para levar o povo de volta ao Senhor. A tradição antiga conta que, encolerizados por suas contínuas admoestações e repreensões, os judeus finalmente mataram-no no Egito.

Este capítulo, em especial, traz várias cartas: uma de Jeremias aos exilados (vv. 1-14); outra sobre os falsos profetas judeus na Babilônia, à qual Jeremias respondeu (vv. 15-23); outra ainda de Semaías para os sacerdotes do templo, falando sobre Jeremias e que o profeta leu (vv. 24-29); e mais uma de Jeremias aos exilados, falando sobre Semaías (vv. 30-32). Manter uma correspondência como essa não era difícil naqueles dias, pois havia missões diplomáticas frequentes entre Jerusalém e a Babilônia (v. 3), e Jeremias tinha amigos nos altos escalões do governo.

Essa passagem específica, é dirigida aos cativos da primeira deportação. Trata-e de uma carta e foi escrita para instruir os desterrados a que se preparassem para fazer seu lar em Babilônia por um período de setenta anos, e para admoestá-los a não ouvir aqueles profetas que falsamente predisseram uma volta num período diferente do profetizado. Mas, afinal, o que vem a ser um cativeiro, e o que isso tem de aplicação na minha vida?

1. DEFININDO CATIVEIRO:


Quando do advento do regime militar, em 1964, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso bem como outros comunistas da época, ameaçados de prisão, se ocultou no Guarujá e depois viajou para o Chile, onde viveu até 1967, num período que ele mesmo chamou de exílio. E esse é o tema que permeia mais de 95% desse livro profético. Mas afinal, o que é um exílio?

Segundo o léxico, a definição de exílio ou cativeiro é:


· s.m. Privação da liberdade; situação de escravo; servidão, escravidão. Lugar ou condição de quem se encontra preso; prisão, clausura. Escravidão, servidão. fig. opressão ou prisão moral ou espiritual; domínio.

A palavra usada é o termo hebraico gôlâh, tendo seu equivalente na palavra latina exílio ou cativeiro. A etimologia dessa última tem origem no latim CAPTIVARE, “escravizar, dominar”, por extensão “seduzir”, relacionado a CAPTARE, “pegar, agarrar, tomar”. Já a palavra exílio também procedente do latim, vem de “EX-SILIUM” ou “EX-ILIUM”, de “EXSUL”, "pessoa banida", também encontra correspondente no grego ALASTHAI, isto é, "vagar, andar ao léu". O exilado, portanto, num certo sentido, não é apenas o indivíduo privado de algo, mas também alguém “vagabundo” pela terra sem apego a nada, um escravo da liberdade, sem limites, desapegado.

Logo, de forma figurada, o cativo, ou preso, não é apenas o que está privado de sua “liberdade” em algum área de sua vida, ou aprisionado a algum tipo de vício como cigarro, a bebida, drogas, pornografia ou qualquer outro tipo de prática pecaminosa, mas também refere-se àquele que é um errante, ou sem território, sem limites em qualquer área da vida, sem qualquer exercício de domínio próprio; Um amoral, por assim dizer. Esses tipos de pessoas não reconhecem “certo” ou errado”, são amantes de si mesmos, hedonistas e relativistas. Tais definições podem ser melhor compreendidas á luz da leitura de 2 Pedro 2.19 (b) quando este assevera que “(...)de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.” Ou seja, se a pornografia te vence, você se torna escravo da pornografia. Se álcool te vence, torna-se escravo do álcool. Se o teu orgulho ou sua autoimagem falam mais alto do que o chamado de Deus à cruz de Cristo, você é cativo de seu próprio ego. E o mesmo princípio se aplica a qualquer área da nossa vida em todas as esfera e, acima de tudo, na espiritual cuja jurisdição é sobre todas as demais áreas existenciais.

Podemos descrever, portanto, toda aflição real que chega a alguém, seja cristão ou não, como um cativeiro. Estar em uma condição que nunca devemos preferir voluntariamente, ou ser retida pelo poder de algo que não podemos controlar, daquilo que ansiosamente desejamos fazer? Este é o caso de doenças corporais, com perplexidades de negócios; às vezes até com deveres providenciais. Todo cativeiro de que o cristão é vítima terá um fim. Na pátria acima, trabalhamos sem cansaço, e servimos a Deus sem imperfeição. Então, na perspectiva dessa casa, podemos muito bem ser reconciliados por uma temporada com os desconfortos do nosso exílio atual.

Historicamente, no caso da nação de Israel, as causas do cativeiro remontam a um rei chamado Manassés, conforme fica esclarecido no livro do profeta Jeremias:

Entregá-los-ei para que sejam um espetáculo horrendo para todos os reinos da terra; por causa de Manassés, filho de Ezequias, rei de Judá, por tudo quanto fez em Jerusalém (Jer. 15.4).

A impiedade desse rei e a forma como, durante muito tempo, desprezou Deus e sua palavra teve tal influência sobre aquela nação que, segundo o relato escriturístico, foi a causa imediata do exílio, que finalizou-se quase cem anos após o início de seu reinado culminado com a destruição de Jerusalém. O impacto foi tamanho que, mesmo após sua conversão (II Cron. 33.11-13), o período restante de seu reinado não foi suficiente para mitigar o efeito devastador de sua impiedade que, como dito pelo profeta, chegou ao “ponto de fazerem pior do que as nações que o Senhor havia destruído diante dos israelitas”(II Crônicas 33:9). Isso nos mostra que, embora por meio do arrependimento, nossos pecados possam ser perdoados, suas consequências jamais poderão ser evitadas, pois “aquilo que o homem plantar, ele colherá” (Gal. 6.7).

Práticas pecaminosas do passado, ainda que perdoadas e lavadas no sangue do cordeiro, não poderão aplacar os efeitos do castigo consequente, podendo, inclusive gerar efeitos colaterais na piedade de outras pessoas dependendo do nível de autoridade e influência a nós conferido. Um pai, ou uma mãe abusivos, agressivos e violentadores, ainda que se arrependam legitimamente de seus pecados, não poderão evitar as consequências que seus atos terão em seus filhos quando estes chegarem à fase adulta. Assim como um viciado em pornografia, ainda que se arrependa, a muito custo superará os efeitos que essa prática terá sobre o seu casamento. Isso nos leva ao motivo pelo qual Deus usa o cativeiro: Para cumprir seus propósitos.

2. VERDADES SOBRE O CATIVEIRO.

Nessa etapa, a carta ditada por Deus a Jeremias, com informações acera deste evento vindas do próprio Deus, é escrita:

a) Esses conselhos vem do próprio Deus “Assim diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel” ... - Acordando com o puritano Jhon Gill, a carta foi escrita pela ordem do Senhor, foi selada por ele e foi enviada em seu nome; Ele é o autor e o profeta era apenas o seu “secretário”; Os títulos que o Senhor aqui utiliza são dignos de aviso: "Senhor dos exércitos": dos exércitos acima e abaixo, que faz de acordo com o seu prazer no céu e na terra, com quem nada é impossível; que poderia facilmente destruir os inimigos do seu povo, e livrá-los, imediatamente por seu poder, ou mediatamente por meio de exércitos na terra, a quem ele poderia reunir e enviar com prazer; ou por legiões de anjos ao seu comando.

b) Esses conselhos são à todos os tipos de cativos “A todos os que são levados cativos” - Ou "a todo o cativeiro"; ou "a todo o cativeiro"; alto e baixo, rico e pobre; Esta carta foi interessante para todos eles. Ademais, o homem não foi criado para o senhorio, mas sim para a servidão. O ser humano sempre será cativo a alguém ou alguma coisa pois não é autônomo (não possui autonomia moral, temporal ou ontológica). A pergunta é: de quem você será servo?

Existem diversos tipos de cativos, e essas recomendações são úteis à todos: Há os que são cativos por causa do próprio pecado (os que deliberadamente o amam e o praticam), há os cativos religiosos presos às heresias, enganos, idolatrias e feitiçarias e há o cativeiro divino usado por Deus para disciplina e aperfeiçoamento de seus filhos (Veja o caso de Jó e José).

c) Esse cativeiro vem de Deus “Os quais Eu fiz transportar de Jerusalém para Babilônia”;- Deus, diretamente, chama para si a causa original e ativa do cativeiro. Seus pecados e iniquidades foram as causas móveis, meritórias e conquistadoras de seu cativeiro e Nabucodonosor e seu exército os instrumentos; mas Deus era a causa eficiente: os caldeus nunca poderiam ter levado cativos, se o Senhor não quisesse ou não o fizesse por eles. E isso nos leva a pergunta quase universal: Porque Deus faz isso? Por que Deus determina esse mal, mesmo sobre o seu povo? Podemos levantar alguns pontos:

I. Juízo sobre o pecado:
A maioria das privações, das prisões morais ou espirituais dão-se por causa das
consequências dos pecados sobre os quais não foram concedidos um arrependimentolegítimo. Apesar do arrependimento em si não poder evitar a colheita das consequências,ele certamente alterará a forma como adversidade poderá ser enfrentada, caso o arrependimento ocorra. A Escritura afirma que a decadência moral e Israel estava tão grande, mas tão grande, que o texto de II Crônicas 33. 9 diz que os Israelitas “fizeram pior do que as nações que o SENHOR tinha destruído de diante dos filhos de Israel”.Conseguiram se torna pior do que as nações idólatras, infanticidas, pedófilas e zoofilas que os cercavam, assim o juízo de deus não tardou. Isso nos deixa uma lição: Quando chega o ponto de Deus lançar juízo sobre uma nação é por que aqueles que deveriam ser referência já não são mais. Mesmo os países que hoje são considerados pós cristãos, mas ainda pousem um IDH e economia e índice de violência muito inferior ao nosso, devem isso ao impacto causado por homens de Deus do passado são esses países que compõem o chamado “primeiro mundo” (Inglaterra, Holanda, EUA, Dinamarca, Suíça, Alemanha, Suécia, Noruega etc.). Obs: Todos com herança protestante.

II. Para produzir arrependimento e concerto:
No entanto, essa servidão sobre aqueles sobre os quais não repousou qualquer tipo de
arrependimento, não apenas será muito mais dolorosa, como também uma forma, por
meio da qual o pecador impenitente poderá deparar-se com a necessidade de Cristo em
sua vida. Isso pode ser bem exemplificado no caso já citado do rei Manassés: O texto de II
Crônicas relata que, devido aos seus pecados, após não dar atenção às repreensões do
Senhor, Deus enviou contra eles os comandantes do exército do rei da Assíria, os quais
prenderam Manassés, colocaram-lhe um gancho no nariz e algemas de bronze, e o
levaram para a Babilônia. E lá, em sua servidão, diz o texto que “reconheceu Manassés
que o Senhor era Deus” (v.13). A adversidade, a servidão, a privação pode fazer com que
o pior dos pecadores, o mais vil dos homens e o mais perdido dos ímpios reconheça a
soberania de Deus. Quanto a causa da servidão é o pecado, Deus ordena o cativeiro para
que assim, porventura, o não converso possa ter um encontro verdadeiro com Cristo.
Também o capítulo 2 do livro dos Juízes, é conhecido como “o pequeno livro dos Juízes”,
pois nele está contido o eixo em torno do qual toda a narrativa do livro gira: Pecado,
servidão, arrependimento e libertação. O texto informa que, após a morte do general
Josué, O Senhor não removeria da terra o restante das nações perversas que Josué havia
derrotado, para “(...) para por elas provar a Israel, se há de guardar, ou não, o caminho do
Senhor”(v.22).

III. Para aparar arestas na nossa vida: 
Muitas vezes, Deus promove limitações, situações de servidão em nossas vidas, não apenas por causa de um pecado ainda não confessado, mas para que por meio dessas dificuldades, arestas sejam aparadas em nossas vidas. As provações e privações muitas vezes são instrumentos de Deus para que, por meio delas, nos aproximemos de Deus. Isso é ratificado pela própria Escritura quando o salmista arremata “Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos” (Sal. 119.71). Para tanto, basta notar o já conhecido caso de Jó que em meio a uma sucessão de perdas, materiais, familiar, da saúde e a falta de apoio por parte da esposa que chegou a sugerir “amaldiçoa esse seu Deus, e morre” e com três amigos que mais pareciam inimigos para acusá-lo de um pecado que ele não possuía, Jó clamou: Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus (Jó 19:25,26). Jó sabia que tudo era de Deus e para sua glória –
afirmava ele – “Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o
Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21). E, no final do livro, lemos o
resultado: O Senhor virou o cativeiro de Jó.

IV. Para o nosso crescimento:Paulo nos diz em Romanos 5.3: Por que sinto prazer na
tribulação, pois a tribulação produz a paciência, a paciência a experiência, a experiência a
esperança e a esperança não traz confusão porquanto ao amor de Deus está derramado
em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Quanta coisa uma tribulação
produz! Paciência, experiencia e esperança. Lembre do caso de José, antes de depois do
cativeiro. Lembre de Daniel, antes e depois da cova. Israel antes e depois do cativeiro.

V. Promover a unidade dos sinceros: A privação da liberdade religiosa, por exemplo, promove a união dos verdadeiros cristãos. Veja o caso da China, de oitocentos mil membros antes do regime maoista foi para 50 milhões depois. Note o caso da própria igreja primitiva e progressão proporcional entre privação da liberdade religiosa e crescimento quantitativo. Observe: Mateus 10, 12 discípulos. Em Lucas 10, 70 discípulos. Em I Coríntios 15 quando Paulo faz referência a Atos 1 (a assunção de Cristo) quase 500 irmãos. Em Atos 2, na primeira pregação de Pedro, 3.000 almas. Em Atos 3, na segunda pregação de Pedro, 5.000 almas. E, finalmente, em Atos 4.32, a multidão dos que criam.

VI. Experiência para ajudar os outros:Note, por exemplo, o texto de II Coríntios 1.3,4 quando Paulo diz: Bendito seja o Deus e
Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;
Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que
estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos
consolados por Deus. Eu passo por tribulação, Deus me consola, e quando vejo outro
irmão passando pela mesma privação na qual Ele me consolou, eu consolo outro.

VII. No cativeiro, os fieis tem as maiores experiências sobrenaturais:
Não é a toa que Filipenses, Colossenses, Efésios e Filemon são assim chamadas de
cartas do cárcere. Nesse período, Paulo estava preso. A carta da alegria (Filipenses) foi
escrita quando Paulo estava em um dos seus momentos mais difíceis: A prisão, o
cativeiro. A maior revelação da Bíblia, o Apocalipse, João estava exilado em Patmos. As
maravilhosas visões do livro de Daniel que são uma das profecias cumpridas mais
patentes da história humana, ocorreram durante o cativeiro babilônico.

d) Vivendo em paz no cativeiro “Edificai casas e habitai-as; e plantai jardins, e comei o seu fruto.(...) e multiplicai-vos ali, e não vos diminuais. - No cativeiro, a vida continua. Muita gente pára a própria vida no momento de privação. No dia na angústia, quando se sofre uma perda muito grande, passam por privações ou limitações de qualquer tipo, muitos sentem o desejo de desistir e se entregar à angústia, a depressão, ao pecado. Esquecendo-se que é nessas horas que devemos nos apegar mais e mais à cruz de Cristo sabendo que certamente é um meio para que nosso caráter seja aperfeiçoado e que “todas as coisas (não apenas algumas, mas todas) contribuem para o bem daqueles que amam a Deus”. O salmista Davi no Salmo 116, fala de como ele procedeu no dia da sua adversidade, da sua privação de paz e da sua angústia. Ele diz:


Amo ao SENHOR, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica.Porque inclinou a mim os seus ouvidos; portanto, o invocarei enquanto viver. Os cordéis da morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; encontrei aperto e tristeza. Então invoquei o nome do Senhor, dizendo: Ó Senhor, livra a minha alma.Piedoso é o Senhor e justo; o nosso Deus tem misericórdia. O Senhor guarda aos símplices; fui abatido, mas ele me livrou.Volta, minha alma, para o teu repouso, pois o Senhor te fez bem. Porque tu livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés da queda. Andarei perante a face do Senhor na terra dos viventes. Cri, por isso falei. Estive muito aflito.


No seu aperto Davi clamou a Deus. O mundo não vai parar por causa das nossas adversidades e privações. Ele não gira em torno de nós. Aliás, o mundo nos odeia (João 15.18). Se pararmos ele nos atropelará, se titubearmos ele nos devorará seja pela sedução, seja pela opressão. É por isso que em Provérbios 24.10, a Bíblia diz que “se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena”.

e) Os perigos do engano. “(...)Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós, (...)Porque eles vos profetizam falsamente - Houveram três deportações - em 605 a.C., em 597 a.C. e em 586 a.C. -, durante as quais tanto o povo como seus tesouros foram levados para a Babilônia, Como Zedequias reinou de 597 a 586 a.C., os falsos profetas estavam se referindo à deportação de 605 a.C., quando Daniel e seus amigos foram levados para a Babilônia juntamente com alguns dos tesouros do templo (Dan 1:1, 2). É comum, mesmo no meio “cristão”, certos “profetas da prosperidade”, terem uma atitude similar a esses profetas do anti-exílio, da anti disciplina. O discurso desses homens é “Deus não quer que você sofra! “Decrete sua vitória!” Você é filho do Rei, você deve usufruir do melhor dessa terra!” Ou, não aceite essa doença!” Ou, o não menos importante, “se você está nessa situação miserável é por que te falta fé!”

Isso é uma covardia, tanto do ponto de vista da verdade das escrituras, como contra o bom senso, haja vista que a certos tipos de males, a própria Escritura nos informa que o mesmo sucede a todos:


Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao mau, ao puro e ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento. 3 Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: que a todos sucede o mesmo. (Eclesiastes 9.2-3)

Não obstante, a despeito do mau comum que na maioria das vezes acomete a todos os homens, há o sofrimento e a privação inerentes à vida cristã verdadeira, pois a grande verdade da genuína fé cristão, citando e parafraseando um pregador atual reformado, John Piper, é que você irá sofrer! ”. O próprio Mestre ratificou em João 16.1 que “ vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus.” Paulo ratifica em Romanos 8.6 que seremos “co-herdeiros de Cristo contanto que soframos com Ele”. E novamente em Filipenses 1.29 quando arremata que “a vocês foi dado o privilégio de, não apenas crer em Cristo, mas também de sofrer por Ele”. Novamente em Atos 5.41 as Escrituras informam que “Os apóstolos saíram do Sinédrio, alegres por terem sido considerados dignos de serem humilhados por causa do Nome. O proposito de Deus ao criar o universo é demonstrar a grandeza da glória de Sua graça suprema no sofrimento de seus filho, porque não há outra maneira que o mundo possa ver a suprema glória de Cristo hoje, exceto que nós rompamos com Disneylândia do falso evangelho moderno e comecemos a viver um estilo de vida de sacrifício o qual mostrará ao mundo que o nosso tesouro está no céu e não na terra.


Esse maldito evangelho de prosperidade não fará ninguém glorificar a Cristo, somente a prosperidade! É claro que eu teria um Jesus que me dá um carro. Quem não gostaria de ter um Jesus que lhe dá saúde, um carro do ano, um bom casamento? Eu teria esse Jesus, dizem eles, se o pagamento for certo! Nada disso trará glória para o Cristo sofredor. Você está disposto a se unir ao Filho de Deus, para demonstrar a suprema satisfação da glória da graça unindo-se à Ele na via do dolorosa do Calvário? A verdade, amados, é que o sofrimento, a privação a dificuldade e, as vezes, até a disciplina, são as condições por meios das quais, Deus soberanamente decretou que nos identificaríamos com Ele. Nas palavras do salmista Ele é um Deus Sofredor (Salmo 86.15).

Contudo, O ditado latino diz: "O povo deseja ser enganado, então deixe-os enganar". Não é a mera credulidade que engana os homens, mas o seu próprio "amor perverso pelas trevas ao invés da luz". Basta ver o exemplo de Aarão e o bezerro de ouro (Êxodo 32: 1-4). Assim, os judeus fizeram ou fizeram que os profetas lhes dissessem sonhos encorajadores (Jeremias 23:25, Jeremias 23:26, Eclesiastes 5: 7, Zacarias 10: 2, João 3: 19-21).

Calvino, em seu comentário, diz que Jeremias transferiu para todo o povo o que pertencia a alguns; pois sabemos que os ministros do diabo são apreciados não só pela credulidade tola dos homens, mas também pelo seu próprio apetite depravado. Pois o mundo nunca é enganado, mas de bom grado se entregam a sua própria destruição, buscam falsidades em todas as direções e, apesar de não quererem se enganar, eles, no essencial, tentam de forma paradoxal se enganar. Se alguém perguntasse ao mundo se desejam ser enganados? Todos gritariam, do menor ao maior, que eles não desejam isso. Logo, de onde é que Satanás dá sinais, atrai vastas multidões, senão pelo fato que somos por natureza propensos ao que é falso e vão? Depois, há outro mal, que preferimos a escuridão à luz. Jeremias, então, não cometeu erro para com o povo, dizendo-lhes que não ouvissem os sonhos que sonhavam.

f) Um limite para o sofrimento “Porque assim diz o Senhor: Certamente que passados setenta anos em Babilônia, eu vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar - O cativeiro tem um fim. Há um tempo determinado para início e fim de uma aflição que é promovida por Deus, como já visto, pra promover a disciplina, aprimoramento, santidade, conversão, julgamento ou obediências dos homens. E, por fim, após o resultado promovido pela aflição decorre mais uma promessa: “cumprirei minha boa palavra”. Isto é, a restauração dos remanescentes. Os que são dEle, sempre sairão melhores, mais fortes e amando mais a Deus após suas aflições. O mesmo profeta Jeremias, em suas lamentações diz:


Pois o Senhor não rejeitará para sempre. 32. Pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias.33. Porque não aflige nem entristece de bom grado aos filhos dos homens. (Lamentações (3.31-32)

A despeito do desconhecimento dos nossos próprio limites, é Deus que, em última instância, determina os limites do nosso sofrimento e não nós mesmos. Nesse giro é que Paulo fala que “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape” (I Coríntios 10.31). Paulo pinta esse mesmo quadro expor os limites desse sofrimento, ao afirmar que “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” (II Coríntios 4:8,9). Observe que Paulo diz que o próprio Deus promove o sofrimento, a privação, a disciplina e o cativeiro, mesmo na vida do cristão, mas o próprio Deus estabelece um limite dentro desse sofrimento: o limite da tribulação é a angustia, o da perplexidade é o desânimo, o da perseguição é o abandono e o do abatimento é a destruição. Esse limite não será ultrapassado enquanto estivermos em Cristo e o fim dessa paciência é sempre a restauração.

g) Ele tem um plano “Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.” - Há um ditado que diz que “A consciência faz de todos nós covardes". Como Deus não deixou Israel na Babilônia, então Ele não nos deixará nos nossos pecados se aceitarmos Sua salvação. O homem do Antigo Testamento clama: 'Ai de mim! porque eu vi o Senhor. "O homem do Novo Testamento diz: 'Sai de mim; Pois eu sou um homem pecador, Senhor! "Todo mundo sabe que deve haver uma distância entre Deus e o pecado, mas os espiritualmente iluminados sabem que o caminho apropriado é afastar o pecado - não pedir a Deus que nos deixe.

Aquele que entende o Evangelho sabe que Deus despojou o pecado pelo sacrifício de Cristo - que Jesus isolou o pecado pelo próprio sacrifício. Portanto, Deus pode pensar pensamentos de paz e não de maldade em relação a nós pecadores. É por causa de um Cristo que foi crucificado que Ele pode ter pensamentos de paz sobre nós. O pecador foge de Deus. O Deus de sua imaginação pode ser um Deus de vingança e de pensamentos malignos sobre nós. Mas a verdadeira imagem de Deus é dada aqui. "Os pensamentos que penso - pensamentos de paz, e não de mal". Deus sabia que nos dias do cativeiro e da desilusão com os falsos profetas, os homens diriam que Deus havia os abandonado e que esses tempos maldosos eram apenas o começo do fim, pregando "outros Evangelhos" não estampados com o caráter divino da graça livre.

Consciências inseguras trazem uma visão sombria de Deus por parte do pecador. É dever da consciência condenar o pecador e fazê-lo sentir o pecado dele, mas é o trabalho do Evangelho persuadi-lo a misericórdia de Deus. John Wesley, diz que a expressão “para vos dar” aponta que essa libertação não dependerá de seus méritos, mas da própria misericórdia divina, pensamentos e propósitos gentis. Já o puritano John Gill, complementa ao dizer que a expressão “para vos dar um futuro e uma esperança”, no sentido místico, pode ter referência ao Messias, em quem todos os pensamentos de paz que Deus tem em relação aos eleitos; Ele é o Alfa e Omega, o princípio e o fim de todas as coisas, de todas as coisas na criação: ele foi prometido e profetizado há muito tempo e foi muito esperado; pelos santos antes do dilúvio; de lá para Moisés; de Moisés a Davi; de Davi ao cativeiro babilônico; desde então aos tempos de sua vinda, quando havia uma expectativa geral dele; e o fim esperado foi dado, como exemplo de graça e boa vontade para com os homens. Também pode ser aplicado à salvação por Cristo; o fim de todos os propósitos e projetos graciosos de Deus; o fim da aliança da graça, as provisões, as bênçãos e as promessas dela; o fim da chegada de Cristo ao mundo e da sua obediência e morte; o fim de suas orações e preparativos agora no céu; e o fim da fé dos santos na terra: este é um fim esperado, esperado e esperado pela fé; e para o qual há uma boa razão; uma vez que é forjado, preparado e prometido; os santos são herdeiros; e agora está mais perto do que quando eles acreditavam; e será concedido como um presente de graça livre, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor; e será apreciado como o problema e o resultado dos pensamentos eternos de Deus em relação a eles. Deus não havia encerrado Seu relacionamento com Judá; Ele se lembrava de Suas promessas de restauração.

h) O objetivo final “Então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.” - Por fim, como toda carta exortativa, é desvelada a promessa derivada da obediência e fruto do castigo disciplinar. O termo “Então” é um indicativo de consequência, ou seja, “Então, sim, depois dessas coisas”, ou, “Assim, após esse processo”. Portanto o versículo em questão é uma explicação divina acerca do efeito tratativo do cativeiro: Se padecerem, conforme a minha palavra nesse cativeiro, finalmente vocês me buscarão e me encontrarão, quando me buscarem com um coração inteiro... Note que a questão não é apenas diretiva, “a quem buscar”, mas também como buscar, “de todo (não com uma parte, nem com 90%), de todo o coração”. O sofrimento não apenas mudaria o rumo da adoração daquele povo, mas até mesmo a intensidade com a qual buscariam ao verdadeiro Deus. Não adianta estar no caminho certo se estivermos claudicando nele. Pouco vale vir a igreja todo o domingo, ou mesmo diariamente, se nossa vida prática em nada nos difira do ateu prático.

Se no serviço condenamos a prática religiosa dos outros, mas além de não lhes pregarmos o evangelho, nos pegamos em gracejos imorais com os réprobos, se na igreja somos rigorosos na obediência quase cega à normas institucionais, mas em casa você é um marido biblicamente passivo, um pais omisso que não impregna respeito aos próprio filhos que mesmo na igreja acabam não respeitando as demais autoridades, ou mesmo um filho rebelde. Se assim for, seremos como aqueles sobre os quais falou Isaías ao dizer que “esse povo me louva com seus lábios, mas seu coração está distante de mim” (Isaías 29.13)” Não adianta a mera prática ortodoxa sem um coração legitimamente voltado para Cristo, isso é farisaísmo, pura hipocrisia E o puritano John Bunyan em seu livro, o peregrino, chama isso de atalho para o inferno. E essa era a dicotomia vivida naquela época... naquela época?? Isso não nos soa familiar? Os que buscam “fervorosamente” estão mau direcionados, e os que estão corretamente direcionados, buscam a um deus que parece estar morto, porque o fazem com o mesmo ânimo de quem vai a cozinha beber água entre uma propaganda e outra de uma novela... A promessa de Deus, por meio do sofrimento é dupla: Não apenas os que não buscam a Deus poderão encontrá-lo, mas quando o o encontrarem o buscarão como sentindo que nunca o deveriam ter “perdido”. Precisamos do sofrimento, o cativeiro vem de Deus, e é ordenado por ele para o nosso benefício. O sofrimento nos identifica com Cristo.

Encerro citando novamente John Bunyan: O povo de Deus é como sinos; quanto mais forte lhes baterem, melhor será o som.


Por Diogo Vasconcellos.

Guerra Cultural no Brasil

novembro 17, 2017



Escola de Frankfurt, Antonio Gramsci (este principalmente difundido na produção cultural brasileira), entre outros, foram os cérebros que geraram e disseminaram as sementes da mortandade em nossa cultura. Esses estudiosos ou engenheiros sociais pensaram, escreveram e propagaram no Ocidente o pensamento pró marxista. Funcionou e está a cada dia em movimento, disseminado pela fumaça do dragão vermelho do comunismo. Esse dragão foi tratado com carinho como um cachorrinho de madame e mimado pelos intelectuais como cura “milagrosa” para todos os males da humanidade.

Hoje, símbolos religiosos são escarnecidos e violentamente vilipendiados sexualmente em

passeatas e em exposições ditas artísticas em público, usando para isso o dinheiro da população (impostos), e ninguém acha isso anormal. Em um país com a maioria cristã, as Escrituras (Bíblia) e os valores cristãos são diariamente difamados e escarnecidos pela grande mídia, nas escolas e universidades, criando verdadeiro ódio e discriminação. E isso tudo diante de uma plateia repleta de cristãos. Totalmente perdida e silenciosa.

Escola de Frankfurt
Apesar de o comunismo ter assassinado mais de cem milhões de pessoas no século XX, os livros didáticos silenciam ou distorcem e criam uma versão mutilada da história que será ensinada à nova geração. Mesmo que o socialismo tenha causado miséria por onde passou, ainda é exaltado nas cátedras como redentor da humanidade. Ao invés de ter críticas sérias, é enaltecido e propagado não mais como uma solução econômica, mas sim cultural.

Muitos ainda afirmam que o socialismo acabou, não existem mais, como no caso do jornalista Vitor Vogas da Gazeta online (jornal online do Estado do ES, filiada da Rede Globo). Segue o argumento dele:


O socialismo está superado, ponto. Caiu do bonde da História. No Brasil também. Diferentemente do que apregoam segmentos que atualmente enxergam em tudo uma temida “ameaça comunista”, o Brasil é, há décadas (vale dizer: inclusive durante o governo do PT), uma república fundada em um regime de governo democrático e, acima de tudo, em uma economia solidamente capitalista. Neste Brasil de 2017, não há a menor chance de implantação do “comunismo”, do “socialismo” ou coisa que o valha. Qualquer afirmação em contrário carece de vínculo com a realidade política brasileira. A chance de um autêntico “comunista” chegar ao poder é menor do que, digamos, a de Tiririca se eleger presidente da República.    

Matéria completa: https://www.gazetaonline.com.br/opiniao/colunas/praca_oito/2017/11/o-fim-do-socialismo-e-seu-legado-1014106110.html 


Antonio Gramsci
Existem vários vídeos e documento que provam as ligações de Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma glorificando o marxismo e o seu regime de morte através do comunismo/socialismo. Isso é muita distorção e desinformação do jornalismo brasileiro. E para piorar tudo de vez, mesmo o marxismo sento “ateu”, materialista, darwinista e anticristão, encontramos entre os cristãos, não apenas quem defende, mas ainda quem se utiliza de seus conceitos para fazer teologia, como a teologia da missão integral (lado evangélico) e da libertação (lado católico romano). Isso não é amar o inimigo. É se prostituir com ele.

Um país onde encontra-se o marxismo sendo defendido e propagado maciçamente em escolas, universidades, livros, jornais, política e igrejas, ao mesmo tempo que diz que o comunismo caiu com a queda do muro de Berlim, com certeza é uma nação entregue ao marxismo cultural, já triunfante.

A bíblia revela a verdade absoluta para os seres humanos. Percebemos que estamos envolvidos em uma atmosfera poluída e sufocante para as pessoas. Se a moral cristã sobre o sexo e família é o padrão da civilização ocidental e estamos sendo criminalizados por acreditar nela, então algo está muito errado. Se querem proibir o ensino cristão nas escolas e os símbolos religiosos em repartições públicas, enquanto algo bem sinistro como a identidade ou ideologia de gênero é fomentado e empurrado a força de goela abaixo no sistema educacional, há algo erradíssimo no país.

Nada disso é coincidência. É estratégia pura! Os engenheiros culturais modernos seguem uma agenda há anos, desde da década de 1970, para a destruição da cultura ocidental, golpeando-a nas raízes da nossa civilização.

No Brasil, desde a década 1960, o marxismo cultural é executado através das ideias de Antonio Gramsci (estratégia das tesouras através da política com dois partidos disputando e reversando no poder, exemplo: PT e PSDB).

Essa cultura de morte quer nos fazer acreditar que os conceitos de moral e ética judaico-cristão são anacrônicos e preconceituosos e que o marxismo cultural possuem as verdades absolutas, são elas que irão redimir o homem dos seus males sociais.

Quando a maioria esmagadora de cristãos estão vivendo encurralados por uma cultura marxista e sutil e declaradamente anticristã é difícil perceber que tem algo muitíssimo de errado no Brasil. 

O comunismo é o inimigo satânico do cristianismo. A. W. Tozer

O cristianismo (ou cultura) é o maior sistema intelectual que a mente do homem já se aproximou. Francis Schaeffer.


Há um conflito interno ou uma guerra cultural no país. O Brasil está em perigo!

Welker Miranda

Série Exposição: Desligue o seu ídolo - Um apelo contra a tecnolatria

setembro 13, 2017

Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim. Salmo 101.3

Introdução.

Esta noite será exposta algo que está presente em bilhões de lares em todo o mundo: A TECNOLOGIA VISUAL. Essa entidade chamada de televisão que domina e influencia tudo, dês da moda, comportamento, religião, conceitos entre outros. Vamos expor o quão maligno e satânico a TV e seus derivados (computador, celular, ipad) são, quando não usadas com sabedoria (que na maioria esmagadora de nós não sabemos mesmo). Quais são os danos causados tanto físicos e espirituais. Mas antes UMA BREVE HISTORIA DA TV.

Quem nunca se pegou falando algum jargão do tipo “é brinquedo não”, “dança gatinho”, “isso é uma vergonha”, “fala Lombardi”, depois de ter visto na televisão? Sem dúvida, a televisão revolucionou o mundo, influenciou comportamentos, marcou décadas e hoje é o meio de comunicação com maior penetração e importância no mundo, mesmo depois da popularização da Internet. No Brasil, a televisão virou um fenômeno desde que a primeira transmissão foi feita no ano de 1950. No ano de 2008, de acordo com o IBOPE, 93% das residências do país possuem aparelho de televisão, já o número de casas com Internet não passava de 23% da população.

A explosão da televisão no Brasil pode ser observada seis anos após sua chegada. No ano de 1956 o país já possuía o expressivo número de 1,5 milhão de aparelhos. Ainda assim, inaugurou-se uma nova relação do brasileiro com o mundo da imagem. Hoje, não importa onde seja o lar, uma modesta casa de quarto e sala ou um sofisticado apartamento: lá reinará um aparelho de televisão. Com tela de alta definição, acesso aos canais pagos ou simplesmente um antigo modelo movido a óleo. VERDADEIRAMENTE A TV É O INSTRUMENTO DE ONIPRESENÇA DO DIABO DENTRO DOS LARES.

Antes da fusão do radio com o cinema, que gerou a televisão, o que predominava no Brasil era o radio. Muitos paravam em torno deste aparelho sonoro e passavam horas ouvindo as novelas, programa de humor, jornalismo, musica e o velho futebol. Entretanto, os evangélicos não utilizavam o radio por ser proibido pela igreja, motivo: Tirava os momentos devocionais da família, como a oração, culto doméstico comunhão e leitura da palavra, isto devido ao radio, pois agregava à família conceitos mundanos, tirando o prazer de estar em comunhão com o Espírito Santo dentro de sua casa. NÃO É ASSIM HOJE COM A TECNOLOGIA VISUAL?

O DEVER DO CRISTÃO EM HONRAR A DEUS COM OLHOS.

Vs. 3a. Não porei coisa má diante dos meus olhos.

Como é preciosa a visão! Com ela podemos perceber instantaneamente o que nos cerca, em profundidade e em cores. A visão nos permite ver amigos queridos ou perigos indesejados. Através dela percebemos a beleza, apreciamos as maravilhas da criação e colhemos evidências da existência e da glória de Deus. (Sl. 8:3,4; 19:1,2; 104:24; Rm. 1:20). E como importantíssimo canal de comunicação com a mente, a visão desempenha um papel vital na aquisição de conhecimentos.

Mas as coisas para as quais olhamos podem também nos prejudicar. A ligação entre a visão e a mente é tão forte que aquilo que vemos pode despertar ou intensificar ambições e desejos no coração. Vivemos num mundo depravado e interessado apenas na autogratificação, um mundo governado por Satanás, o Diabo. Por isso somos bombardeados com imagens e propaganda que podem facilmente nos desviar do que é correto, mesmo se forem vistas só de relance. Assim, não é de admirar que o salmista implorasse a Deus: Desvia os meus olhos das coisas más; faze-me viver nos caminhos que traçaste. Salmos 119:37.

1. Como os olhos podem nos desencaminhar.

Considere o que aconteceu com a primeira mulher, Eva. Satanás afirmou que os olhos dela forçosamente se abrirão caso comesse do fruto da “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”. Eva deve ter ficado intrigada com a ideia de ‘abrir’ os olhos. Seu interesse em comer do fruto proibido aumentou quando “viu que a árvore era boa para alimento e que era algo para os olhos anelarem, sim, a árvore era desejável para se contemplar”. Olhar para a árvore com grande desejo levou Eva a desobedecer à ordem de Deus. Seu marido, Adão, também desobedeceu, com desastrosas consequências para toda a humanidade. (Gn. 2:17; 3:2-6; Rm. 5:12; Tg. 1:14,15).

Nos dias de Noé, os filhos de Sete também foram influenciados pelo que viam. Referindo-se a eles, Gênesis 6:2 relata: “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.
Gênesis 6:2”. O olhar lascivo para as filhas dos homens despertou nos filhos rebeldes um desejo de telas. A maldade das pessoas naquele tempo resultou na destruição de toda a humanidade, exceto Noé e sua família. (Gn. 6:4-7, 11, 12).

Acã furtou certos itens na capturada cidade de Jericó. Deus havia ordenado que todas as coisas ali fossem destruídas, com exceção de certos itens que deviam ser entregues ao tesouro de Deus. Os israelitas foram alertados: “Mantende-vos tão somente afastados da coisa devotada à destruição, para que não fiqueis com desejo” e venhais a furtar objetos da cidade. Quando Acã desobedeceu, os israelitas foram derrotados na cidade de Ai, e muitos deles morreram. Acã só admitiu seu furto depois de ter sido desmascarado. “Quando cheguei a ver” os objetos, disse ele: “os desejei e os tomei”. O desejo de seus olhos o levou à destruição, com “tudo o que era seu”. (Js. 6 e 7). Acã desejou o que era proibido.

2. A necessidade de autodisciplina

A humanidade atual é tentada de um modo similar ao que foi usado nos casos de Eva, dos filhos desobedientes e de Acã. De todos os “desígnios” de Satanás para desencaminhar a humanidade, o apelo ao “desejo dos olhos” é o mais poderoso. (Porque não ignoramos os seus ardis. 2Co. 2.11. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.1Jo. 2.16). Os modernos anunciantes comerciais conhecem bem a velha força do apelo aos olhos. “A visão é o mais sedutor dos sentidos”, diz um importante especialista europeu em propaganda. “Muitas vezes a visão predomina sobre os outros sentidos, e tem a força de nos persuadir contra toda a lógica.”

Não é de admirar que os anunciantes nos bombardeiem com imagens engenhosamente projetadas para causar o maior impacto visual possível e estimular o desejo por seus produtos ou serviços. Certo pesquisador nos Estados Unidos, que estudou a influência da propaganda sobre as pessoas, disse que ela é “projetada não apenas para passar informações cognitivas, mas, o mais importante, para produzir emoções específicas e reações efetivas”. O uso de imagens sexualmente estimulantes é um dos métodos comuns. Portanto, como é importante controlar o que olhamos e o que permitimos que entre na nossa mente e no nosso coração!

Os cristãos verdadeiros não são imunes aos desejos dos olhos e da carne. Portanto, a Palavra de Deus nos incentiva a exercer autodisciplina com relação ao que olhamos e ao que desejamos. “E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível.

Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar, antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. 1Co. 9.25,27. 

Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não são do Pai, mas do mundo.

E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” 1Jo 2:15-17.

O íntegro Jó reconhecia a forte ligação entre ver e desejar. Ele declarou: “Fiz aliança com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?” (Jó 31:1) Além de se recusar a tocar numa mulher de modo imoral, Jó nem mesmo permitia que sua mente alimentasse tal ideia. Jesus enfatizou que a mente tem de permanecer limpa de pensamentos imorais, quando disse: “Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Mat. 5:28.

O DEVER DO CRISTÃO EM NÃO SE ENVOLVER COM ÍDOLOS.

Vs. 3a. Não porei coisa má

Deus advertiu muito o povo de Israel a não se envolver com ídolos e isso não mudou em nada com relação à igreja moderna (ao contrario como muitos pensam por aí). Qualquer um que se envolve com ídolos, acarreta à vida terrível maldição.

A palavra má aqui neste texto se refere à belial.

O significado literal da palavra belial no Antigo Testamento é traduzido como “inútil”, “sem valor”. Ela é geralmente empregada como termo descritivo de uma pessoa; por exemplo: “um filho de belial”, ou “um homem de belial”. Um significado aproximado é a nossa expressão coloquial “um verdadeiro inútil”.

No novo testamento temos a referência de 2Co 6.15: “E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?”

1. A inutilidade do ídolo.

Vs. 3. "Não porei coisa má diante dos meus olhos."

Deixe-me ler de novo. Não colocarei diante dos meus olhos NADA que seja inútil.
Se você está no hábito de desperdiçar tempo na frente de uma TV com aquilo que é inútil. Se for "inútil" significa que não tem valor.

Se não tem valor pra tua alma, não tem valor para tua vida, não tem valor para a eternidade. O que no mundo você está fazendo... sentado ali, jogando fora tempo que deverias redimir?

Mas...
Colocar coisas inúteis diante dos olhos não é uma coisa boa.

Imagine que triste durante um longo tempo de sua vida, saber que você está perdendo tempo diante de uma coisa inútil.

2. Coisas imprestáveis a evitar.


No mundo moderno, é cada vez mais comum persistir em olhar pornografia, em especial na internet. Não precisamos procurar esses sites — eles nos procuram! Como assim? Um anúncio com imagem sedutora pode aparecer de repente na tela do computador. Ou um aparentemente inofensivo e-mail, uma vez aberto, pode exibir um arquivo com imagem pornográfico feito de tal modo que se torna difícil fechá-lo ou no whatsapp. Mesmo que a pessoa a olhe só de relance antes de apagá-la, a imagem já criou uma impressão na mente. Uma simples olhada na pornografia pode ter tristes consequências. Pode deixar a pessoa com consciência pesada e se tornar uma luta para apagar da mente cenas imorais.

Pior ainda, quem de propósito persiste em olhar pornografia mostra que ainda não mortificou seus desejos carnais. “Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual nem de qualquer espécie de impureza nem de cobiça; pois estas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidade nem conversas tolas nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ação de graças. Porque aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso. Efésios 5:3,4,12.

Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a fornicação, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; Pelas quais estas coisas vêm a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Col. 3:5, 6.

As crianças podem ser atraídas à pornografia por sua curiosidade natural. Se isso acontecer, poderá ter efeitos duradouros sobre seu conceito de sexualidade. Esses efeitos, diz uma reportagem, podem ir de uma percepção distorcida dos padrões sexuais à “dificuldade de manter uma relação sadia baseada em amor; um conceito não realista sobre mulheres; e, potencialmente, vício em pornografia, que pode prejudicar o desempenho escolar, as amizades e as relações familiares”, e com Deus. Ainda mais devastadores podem ser os efeitos posteriores numa relação conjugal.

De todos os vícios que uma pessoa pode ter, a pornografia é o mais difícil de largar. Disse um cristão “Ainda vejo essas imagens nos momentos mais inesperados, despertadas por um cheiro qualquer, uma música, algo que vejo, ou até mesmo por um pensamento aleatório. É uma batalha diária e constante”.

Outro irmão, quando era criança, via revistas pornográficas de seu pai não cristão quando seus pais não estavam em casa. Ele escreveu: “Que efeito horrível aquelas imagens causaram na minha mente jovem! Mesmo agora, 25 anos depois, algumas dessas imagens ainda estão vivas no meu cérebro. Por mais que eu lute, elas ainda estão lá. Isso me faz sentir culpado, embora eu não fique pensando nelas.”

Como é sábio evitar esses sentimentos opressivos por não olhar coisas imprestáveis! Como se pode conseguir isso? É preciso esforço para “levarmos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo.” 2Co. 10.5.

Outra coisa “imprestável” é o entretenimento que promove o materialismo ou o ocultismo, ou que destaca a violência, o derramamento de sangue e a morte. Os pais cristãos têm o dever perante Deus de ser seletivos ou proibir quanto ao que permitem que se veja na sua casa. Naturalmente, nenhum cristão verdadeiro se envolveria de propósito no espiritismo. Mesmo assim, os pais precisam precaver-se contra filmes, seriados de TV, jogos eletrônicos, histórias em quadrinhos e livros infantis que destacam práticas sinistras ou sobrenaturais. (Pv. 22:5)

Seja quem for, criança ou idoso, não deve ter prazer em videogames que destacam a violência e retratam a matança com extremo realismo. (O Senhor prova o justo; porém ao ímpio e ao que ama a violência odeia a sua alma. Salmo 11:5).

Temos de nos recusar a focar a mente em qualquer atividade que Deus condena. Lembre-se, o alvo de Satanás são os nossos pensamentos. (Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. 2 Cor. 11:3). 

Até mesmo gastar tempo demais com entretenimento considerado aceitável pode prejudicar a adoração em família, a leitura diária da Bíblia e a oração. “E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento, Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo”. Fil. 1:9, 10.

3. A perigosa influência da televisão no corpo e na alma.

Texto de John Stott.

a). A preguiça mental – A televisão tende a tornar as pessoas mentalmente preguiçosas. Ela atrai, seduz, vicia e manipula as pessoas. É surpreendente a quantidade de tempo que as pessoas passam diante da televisão. Em média as pessoas gastam de três a cinco horas por dia diante da televisão. A televisão torna-se um vício e esse vício leva as pessoas a se tornarem passivas. Elas deixam de pensar e tornam-se preguiçosas mentalmente. A televisão tende a destituir as pessoas da crítica intelectual, produzindo nelas uma verdadeira flacidez mental.

b). A exaustão emocional – A televisão tende a tornar as pessoas emocionalmente insensíveis. As tragédias do mundo inteiro são despejadas dentro da nossa casa e não temos tempo para deglutir todas essas coisas. No afã de retratar a realidade, muitas vezes, a televisão torna-se formadora de opinião, induzindo as pessoas às mesmas práticas que ela divulga. A violência e a imoralidade andam de mãos dadas na televisão. Desta forma, ela não apenas retrata o que existe na sociedade, mas torna-se uma mestra dessas mesmas nulidades.

c). A confusão psicológica – A televisão tende a tornar as pessoas psicologicamente confusas. Ideias, conceitos, valores, filosofias e crenças são despejados diante das pessoas e muitas vezes, elas não têm o discernimento necessário para filtrar o que é certo e errado. A perda do senso crítico e a incapacidade de avaliar o que está por trás das propagandas, das telenovelas, dos filmes e até mesmo de alguns documentários e noticiários produzem uma confusão psicológica de graves consequências.

d). A desorientação moral – A televisão tende a deixar as pessoas em desordem moral. A vasta maioria dos programas, especialmente aqueles que dão mais ibope, estão repleto de valores éticos distorcidos e até mesmo nocivos para a família. A violência veiculada na televisão é uma verdadeira escola de crime. As telenovelas fazem apologia da infidelidade conjugal. Os valores morais absolutos são tripudiados e a flacidez moral enaltecida. Aqueles que se viciam na televisão alienam-se dentro de casa, matam a comunicação familiar e se intoxicam com conceitos liberais e permissivos que conspiram contra a família e provocam verdadeira confusão moral.

e). O esfriamento espiritual – A televisão tende a deixar as pessoas apáticas espiritualmente. Muitas pessoas trocam o culto devocional pela televisão. A tela cheia de cor e imagem ocupa o lugar da leitura da Palavra de Deus e da prática da oração. A comunhão com Deus e com os membros da família é substituída pelo vício perigoso da televisão. Que Deus nos dê discernimento para separarmos o precioso do vil e restaurarmos o altar do Senhor em nossa casa.

O DEVER DO CRISTÃO EM NÃO TER PARTE COM AS OBRAS MALIGNAS.

Vs. 3b. Odeio a obra daqueles que se desviam.

Daqueles. Quem são essas pessoas? Sem duvidas estão desviados do Caminho da Verdade que é Cristo (Jo 14.6). São os filhos de belial (diabo) que estão na mídia (na TV, no rádio, na internet entre outros), influenciando a sociedade, a igreja, e é claro, a você!

Eu classifiquei esses filhos de belial em dois grupos.

O primeiro: O secular (as pessoas que não professão a fé em Cristo). Pessoas ímpias. Fazem parte deste grupo: Autores de novelas, diretores, atores, apresentadores, bandas, cantores, jornalistas, homossexuais, ateus, políticos, estilistas, humoristas e dentre outros. São eles quem dizem o que devemos fazer, agir, se vestir, ouvir e acreditar.

O Segundo grupo: Os religiosos ligados a fé evangélica. Os tele-evangelistas e cantores gospel. Quem liga a TV, esperando assistir a um programa verdadeiramente evangélico, em nossos dias, depara-se com o quê? Com telepastores, telebispos, teleapóstolos, telerreverendos, telemilagreiros e teleimitadores de telepastores, telebispos, teleapóstolos, telerreverendos, telemilagreiros... Eles, que se dizem pregadores do evangelho, não têm temor de Deus! Eles perdem a oportunidade de falar de Jesus aos perdidos. Não querem pregar o verdadeiro evangelho segundo as Escrituras.

Até quando teremos de ouvir telepastores falando de eleições, direta ou indiretamente, desperdiçando um tempo precioso, o qual poderia ser usado, quase que integralmente, para a evangelização ou edificação do povo de Deus. Não buscam a Deus e não pregam uma mensagem Cristocêntrica, em vez disso apresentam pregações enlatadas, recheadas com muito humor, sarcasmo, triunfalismo, gritos estridentes e ataques a desafetos.

E os astros da música gospel, nos seus mega-shows. Só falam as mesmas coisas, como “dá um brado de vitória...”, “Uhuuuuu”, “Tira o pé do chãããooo”. Eles cantam as suas canções antropocêntricas, triunfalistas, desprovidas de louvor a Deus. Seria bom que eles cantassem louvores a Deus! Porém, como vemos não desejam fazer isso; antes, preferem massagear o ego de seus fãs e ganharem dinheiro, muito dinheiro.

Eles estão na TV porque diz que é para a evangelização, mas na verdade é para promover a denominação, ter poder, fama e dinheiro. Fazem mais prosélito se tornarem duas vezes mais filhos do diabo do que discípulos de Cristo.

Se cada crente honrasse a Deus e vivesse uma vida de piedade, temor e obediência à palavra. Sem dúvidas ganharíamos o Brasil para Cristo sem precisar utilizar as redes de TV entre outras. A triste realidade é que a maioria das pessoas pensam que, o que está na TV é o evangelho! E não é mesmo!

1. Os nascidos de Deus não vivem na obra da carne.

Vs. 3b: Odeio a obra daqueles. (Obra ou ações em outras traduções).

Mas qual obra que esses homens, filhos de belial fazem? A resposta está em Gálatas capitulo 5. “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.”
(Gálatas 5:19-21)

Tudo isso está presente na televisão e em outras mídias. Exemplos: O adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, pelejas, invejas, homicídios dentre outros. (Estão em novelas, filmes, desenhos e seriados).

Bebedices e glutonarias em (comerciais e outros).

Homicídios nos telejornais (balanço geral da vida)

Idolatria, iras e pelejas presentes (no futebol, em equipes, em lutas como o mma, dentre outros).

Heresias, idolatria e feitiçarias (presentes nos programas religiosos, filmes, dentre outros).

2. O nascido de Deus odeia tudo o que Deus odeia.

Vs. 3b: ODEIO

Uma palavra para muitos um tanto pesada, mas não no dicionário de Deus. A pessoa que nasceu de novo (que foi regenerada pelo Espírito Santo) odeia tudo o que Deus odeia. Deus é um Deus Santo! E exige de nós vida santa, separadas desse mundo. É impossível uma pessoa verdadeiramente convertida (eu disse convertida e não convencida pela religião evangélica) amar as obras da carne, antes ela ama praticar a justiça e a santidade de Deus.

Se eu amo aquilo que é Santo preciso odiar aquilo que não é Santo. Deus é um Deus Santo e isso é algo que os crentes se esqueceram! Muita das coisas que você ama fazer Deus odeia. Você sabia disso!? Um exemplo disso, são os programas humorísticos que ferem a palavra de Deus e zombam de seu Santo em chacotas onde o propósito é denegrir a imagem de Cristo e seus discípulos. Se há necessidade de assistir esses programas para ficar rindo enquanto que na verdade esta triste, isso lhe prova uma coisa, que você não tem a alegria da salvação. Muitos dizem que não tem nada haver, são estes que rejeitam a verdade, eles têm uma pequena razão para rejeitar isso, porque vai contra algo que eles têm amado em seus corações.

Você tem alegria e prazer em está orando, lendo a bíblia, ao invés de passar horas em frente ao seu ídolo?

3. O Nascido de Deus tem os pensamentos ligados à Cristo.

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.  Filipenses 4:8

Isso parece tedioso para você? Talvez seja porque você acha que esse tipo de pensar é semelhante ao anjinho sentado numa nuvem tocando por toda eternidade a mesma música. Deus não deu uma mente para você pensar pouco e pequeno. Deus lhe deu uma mente para você pensar muito e de forma grandiosa sobre a glória de Cristo e o bem da humanidade. Deus lhe chamou para ter pensamentos sobre a beleza dos Atributos de Cristo, pensamentos de como levar as pessoas a este maravilhoso Salvador, pensamento de como alimentar o faminto, ajudar o pobre, combater a injustiça, pensamentos de como levar o Reino e fazer a Vontade do Pai ser na Terra como é no céu. Uau! Isso é difícil. Por isso que você precisa de toda sua mente. Precisa treiná-la para pensar nessas coisas e não em como vai acabar a próxima novela (aliás, elas acabam todas iguais. Será mesmo que você não percebeu?).

Veja como são pecaminosos os pensamentos de uma pessoa que vive na iniquidade.

Quanto ao mais, infiéis, tudo o que é falso, tudo o que é desonesto, tudo o que é injusto, tudo o que é impuro, tudo o que é ódio, tudo o que é de má fama, não há virtude alguma, e não há louvor algum, nisso eles pensam.

Quais dos dois tipos de pensamentos você está vivendo?

Você percebeu porque a televisão, internet, celular são tão populares?

Porque é um ídolo que o homem criou. Todos os prazeres mundanos e carnais do coração estão presentes nesses aparelhos. É por isso que a humanidade ama todas estas coisas. E não à Deus.

4. O nascido de Deus não participa da obra dos ímpios.

Vs. 3b. Não me pegará a mim. Ou; não participarei disso! (Versão Almeida século 21)

Davi como poucos de nós, usou a inteligência para honrar e servir à Deus dentro de sua casa, junto de seus familiares. Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero. Salmos 101:2

Davi agiu com inteligência, retidão e coração sincero diante de Deus. Vs. 6 

Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá. Salmos 101:6.

As pessoas que não procedem como Davi colocam diante dos olhos coisas más.

Vemos no decorrer deste salmo algo pertinente. Essas pessoas procedem assim:

a) Coração perverso. V4

b) Murmura contra o seu próximo. V5

c) Olhar altivo e coração soberbo. V5

d) Vivem de engano e mentiras. V7

O proceder de Davi em relação a elas:

a) Não conhecerei o homem mau. V4

b) Eu destruirei. V5

c) Não suportarei. V5

d) Não ficara na minha casa. V7

e) Não estará firme perante meus olhos. V7

f) Destruirei e tirarei da cidade do Senhor. V8

Conselhos Bíblicos

Não me assento com homens de falsidade, nem me consulto com hipócritas, odeio a assembleia dos malfeitores e não me assentarei com o maligno." Salmos 26.4

Não me assentarei com o maligno!

Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, ou anda no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Salmo 1.1

E há tanto lixo, e tanta perspectiva mundana, tanto conselho dos ímpios, tanto do caminho dos pecadores, e da roda dos escarnecedores vindo pela televisão! E se você sentar ali e absorver aquilo, você está fazendo o que o abençoado e justo homem do Salmo 1 não fez.

"Abandona a presença do tolo. Porque ali, não encontras palavras de sabedoria." Provérbios 14.7. Se você tem idiotas e tolos dizendo tolices, fazendo tolices: " O tolo diz no coração: não há Deus", vivendo vidas sem Deus na televisão, diz "abandone a presença deles". Não diz "sente ali e engula tudo." Diz "abandone".

CONCLUSÃO

É justamente a estranha total falta de sensibilidade ao pecado que você consegue ir para casa esta noite depois de adorar ao Senhor aqui, depois de ouvir sobre missões, depois ouvir um sermão como este, você consegue ir para casa e ficar assistindo programas sem Deus ?! Que contradizem absolutamente tudo que Deus disse sobre ELE e SUA vontade.

Você consegue sair do culto e assistir isto LIVREMENTE!? Como!? Como você pode sentar-se aí ... e assistir bem aquilo que sai das profundezas do inferno!?

Como você fica sentado aí e deixa sua vida espiritual morrer!?

Eu quero lhe dizer: Não tem como você possuir a unção do Espírito Santo e ficar sentado na frente do seu Ídolo!

Minha bíblia diz: Não traga nenhuma abominação para sua casa. De todo a detestarás para que não sejas maldito como ela. Deuteronômio 7.26

Você consegue ir para casa e ficar assistindo programas que são inimigos de Deus!?

Você consegue vir aqui esta noite? Levantar suas mãos? Cantar louvores? Se divertir? E saber que está assistindo estás PORCARIAS!

Você assiste programas na TV que Deus absolutamente despreza! E depois se pergunta, porque o Espírito Santo não vem sobre minha vida? E porque você tem que criar falso fogo, falso entusiasmo

É porque Deus não está ali! Deus é um Deus Santo! DESLIGUE SEU ÍDOLO!

Quem está indo ao inferno !?
Se por acaso você está nesta lista, que o Senhor coloque o Espírito Santo no seu coração e te dê arrependimento está noite!

Ap 21:8 - Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos ÍDOLATRAS e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.

ÍDOLATRAS!

Idólatra : todo aquele que adora qualquer tipo de imagem ou Ídolo.
Quando eu olhei está lista comecei a orar: Senhor Jesus
eu quero uma fé fervorosa, quero obediência a sua Palavra
não quero ficar sentado na frente de um Ídolo estúpido!?

Eu quero lhe dizer: Não tem como você possuir a unção do Espírito Santo e ficar sentado na frente do seu Ídolo!

Você é realmente salvo!? Nasceu mesmo de novo!?
Se arrependa, esqueça o mundo por completo, e siga Jesus!

O triste de tudo, é que eu sei, com absoluta certeza, que você irá sair deste templo esta noite, chegará em sua casa, se assentará ou se deitará, até mesmo se prostrará, e com o controle na mão ligará o seu ídolo.

O versículo 3 diz que não porei. A decisão da benção ou da maldição é sua, escolha pois em nome de JESUS, a benção.

DESLIGUE O SEU ÍDOLO!!!

Por: Welker Miranda

O Tagarela e o Erudito

setembro 06, 2017


Lá estava Paulo, no centro da erudição local de sua época, e no berço intelectual da história de todos os tempos, na Grécia, frente aos que arrogavam saber alguma coisa sobre a vida, impondo sobre Paulo uma cosmovisão pagã de mundo rechaçando a sua como banal. Estamos diante do relato do magistral episódio de Atos 17 segundo o qual Paulo pregou triunfantemente a Cristo, explicita e diretamente Cristo, frente aos pagãos alegadamente sábios segundo o mundo. E de fato fazia jus à alcunha, humanamente falando. Ali estava a vanguarda do pensamento humano e os epicureus e os estoicos, além de vultuosos em sua época, propuseram, em boa dose, algumas das bases da moderna e principal objeção que se faz contra o Deus das Escrituras. 

A entronização do pensamento humano sobre qualquer outro fez e ainda faz com que outras cosmovisões de mundo repensem suas bases a fim de se adequarem às exigências daqueles aos quais se pretendia ou se pretende alcançar, mas a questão é: o que Paulo fez? E o que você faria? Ou, o que você tem feito, frente a enxurrada de visões, asserções e pensamentos gerais sobre aquelas máximas da vida, sobre as quais você tem ouvido, tais como “de onde o homem veio?”, “por que está aqui?”, e, “quais as bases sobre as quais você deveria sustentar a razão porque age como age”? Antes de responder, vamos ressaltar a bravura de Paulo, por meio de uma compreensão mais detalhada sobre sua abrangente e inegociável filosofia por meio da qual entronizou o senhorio de Cristo, sem qualquer exceção.

Antes de tudo, devemos aprender com o apóstolo como devemos nos comover pelo mundo perdido. No verso 16, lemos:

E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria” [v16]

Visto que sua missão consistia em apresentar o Evangelho, a palavra por meio da qual ele enxerga tudo mostrou-lhe a escuridão na qual o homem se encontrava e da qual os seus deuses não lhe poderiam tirar, envolto em qualquer religião a parte do seu Cristo. Isso não significa que não possam haver verdades pontuais do Cristianismo em algumas religiões, mas não nos cabe promover redenção por meio delas, alegando qualquer conciliação. O problema não é se há ou não alguma verdade que mostre o senso do divino que há no homem, justificado pelo fato de o homem ter a imagem de Deus, mas por meio de qual base ou filosofia de vida essas verdades são assumidas e estruturalmente sustentadas, e esse é o problema. 

Religiões genéricas são essencialmente idolatrias. Eis a antítese sobre a qual muito falou Schaeffer, quando, entre outras coisas disse que “Absolutos implicam antítese” [O Deus que intervém, p. 23]. A neutralidade é um mito que nubla a verdade de que na busca por agradar o mundo desagradamos o verdadeiro Deus, e na busca por nos apoiarmos em qualquer religião genérica, nos oporemos ao Deus verdadeiro, e esse absoluto maior foi fundamentalmente estabelecido pelo Senhor Jesus:

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro”. [Mateus 6.24]

Isso é retrógrado? Culturalmente repressor? Seria uma visão comprometedora a boa ordem social da qual o mundo tanto carece? Considerando o mundo atual no qual vivemos, e ao contrário de Paulo, poderíamos alegar certa evolução no pensamento religioso pelo qual ser-nos-ia possível propor uma positiva conciliação que interrompa qualquer comoção pelos perdidos, fazendo da religião alhures outra co-igual, o que na verdade tem sido feito, por muitos, inclusive em igrejas e em seminários? Lamentável. 

Devemos manter essa antítese objetiva manifestada pelo sentimento de Paulo ou poderíamos levar adiante a interdisciplinaridade entre as religiões que vemos sendo proposta a todo vapor em faculdades de teologia, superestimando, a cada dia, o subjetivismo secular? Para o apóstolo estar diante de qualquer religião significará idolatria em detrimento da verdadeira adoração ao Deus Trino, e nós devemos buscar de nosso Deus a mesma resolução, a mesma coerência, o mesmo ardor pela promoção do evangelho. Nada podemos por nós mesmos, mas o Senhor dos exércitos está à frente dessa batalha. Ele quer salvar os perdidos, mas temos de vê-los como perdidos. Apresentar redenção ao que precisa ser redimido; liberdade ao cativo, perdão ao culpado, correção ao repreensível e salvação ao perdido. 

Mas percebam. Paulo ainda não está no templo, mas andando pelas ruas de Atenas, certamente detectando os traços religiosos da cidade em tudo ao redor. Ou seja, seu prognóstico começou ainda no dia a dia, o que extensivamente à nós, poderia ser chamado de nossa cotidianidade.

Eis a maneira correta de enxergar o mundo. O texto diz que Paulo viu “cidade tão entregue à idolatria”. Atentem-se para isso. Temos de falar do mundo, no mundo, mas à maneira do Deus que criou o mundo. Temos de olhar o mundo ao nosso redor e julgá-lo, não como quem estivesse fora dele, como por exemplo, vendo-o lá de cima, da santidade da congregação local da igreja, mas dentro dele, vivendo a vida que se desfruta nele, mas com as bases que o criador desse mundo estabeleceu, e esse Deus, por sua base, tem dito que o mundo caiu e este, quando busca ver a deidade, tudo que tem feito tem sido refletir-se a si mesmo no deus que cria à sua imagem e à sua semelhança. Vejamos essa verdade, dita por Paulo em Romanos 1.

Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou...Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.” [vv. 19,21]

Deus se manifestou ao mundo, mas o mundo já estava cego por causa do seu pecado. Então a visão verdadeira do Deus verdadeiro, manifestada pela criação desse Deus, foi distorcida pela visão de sua criatura caída. Se, segundo Paulo, as religiões são um desfoco levado adiante pela cegueira decorrente do pecado, não seria bíblico não nos entristecermos por tais visões de mundo, alegando riqueza cultural. Precisamos andar pelas ruas, em busca de cegos do Deus verdadeiro, propondo-lhes a correção à sua cegueira e redenção da cultura. Isso é Cristo revelado em seu santo Evangelho. Temos feito o mesmo? Ou temos reduzido o alcance da cosmovisão cristã aos momentos de Domingo à noite, no templo, vendo as demais coisas do mundo como inofensivas por serem alegadamente neutras? Aqui temos dois erros, na verdade. 

O primeiro seria criar uma dicotomia onde as coisas ou são de Deus ou do mundo, renegando a cultura, por exemplo, como de origem estritamente demoníaca, como se não houvesse nela, tanto coisas boas, como outras passiveis de redenção, e observando o segundo erro, seria concluir que as coisas, ditas do mundo, são inofensivas por já serem do mundo, ignorando, dessa forma, muitas coisas influenciadas por uma cultura distorcida, da qual, algumas coisas podem ser redimidas, mas outras, completamente descartadas. Paulo não perdeu tempo e andava pelas ruas regido por sua visão de mundo, sabendo corretamente interpretá-lo à maneira de Deus, não correndo o risco de ser seduzido por ele. 

Não devemos esperar brilhar a luz de Cristo, [somente] dentro do culto local, quando as luzes ali reunidas se tornam um luzeiro confinado pelas paredes, mas sim viver e falar de Cristo para o mundo ao qual Cristo mesmo pretende redimir por sua verdade, mas continuemos com Paulo.

Seu espírito comovido o levou às sinagogas locais, nas quais a religião sem Cristo era ensinada. O texto não diz que ele foi ali orar em prol da conversão dos judeus, embora certamente isso foi feito por Ele, em momento oportuno, e o que deve ser feito por nós, mas o texto nos ensina que Paulo esteve diante deles disputando, e isso não somente nas sinagogas, mas nas praças também. Que lição! Paulo esteve nas sinagogas e nas praças disputando com os homens sobre o verdadeiro caminho que conduz à Deus. E o que significa disputar? Entre inúmeras traduções, algumas das quais, vindas à sua mente, pense naquela que o Priberam definiu como “querer para si, em detrimento de outrem”. Isso destaca ainda mais uma obviedade já contida nas demais traduções que seriam “debater”, “discutir” ou “concorrer”. 

Isso mostra a apologia da fé, o desejo de anunciar Cristo, não como mais uma maneira pela qual o mundo pode ser enxergado e interpretado, mas como aquela única maneira, sem a qual o mundo permanece em completa escuridão e sem sentido. Isso tem de ser feito, hoje? Como devemos esperar ganhar as pessoas para Cristo? Especialmente considerando um mundo que após o iluminismo, que foi a completa entronização do homem, aperfeiçoou sua fábrica de fazer ídolos, que é o seu coração, não só criando tantos deuses e religiões quanto possível, mas criando cosmovisões sem qualquer noção de Deus? O subjetivismo, que criou a religião do sujeito, já não se preocupa com a natureza inalterável de um objeto, e como esperamos falar às pessoas, com as quais convivemos no mundo de Deus? Temos de ir, temos de influenciá-las, mostrar a beleza que é ver o mundo sob os óculos da verdade, instarmos “a tempo e fora de tempo” [2 Tm 4.2].

Paulo nos ensina, tal como ele assim o fez, que devemos orar “para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo” a fim de pregarmos e andarmos com “sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo”. [Colossenses 4:5]. Temos de estar lá, mostrando que a cosmovisão naturalista ou genericamente religiosa, no mundo de Deus, é indefensável, e nisso consiste a disputa em meio a qual Paulo se viu com os judeus e com os gregos em Atenas. Ele foi até eles, mostrando como tais pessoas estão em desvantagem, e com a natureza ofensiva do evangelho, denotada pelas palavras de Jesus que disse que “e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” [a igreja] [Mateus 16.18] ele entronizou Cristo em seu mundo.

Mas a grandeza do evangelho e a sua natureza ofensiva não garantem que não haverá resistência, e com Paulo não teria sido diferente. O verso 18 diz que os sábios de sua época se opuseram à pregação de sua visão de mundo:

E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição” [v18]

Paulo estava na Grécia, e diante dele, ninguém menos que os seguidores de Epicuro e de Zenão. Epicuro definiu a satisfação do homem por seu próprio auto-conhecimento como Ataraxia, o que significou para ele como a “ausência de perturbação”. Em suas “principais doutrinas”, Epicuro arregimentou:

Acostuma-te a ti mesmo em acreditar que a morte não é nada para nós, pois o bem e o mal implicam em sensibilidade e a morte é a privação de toda sensação e sensibilidade. Portanto, o correto entendimento de que a morte não é nada para nós faz com que a mortalidade da vida seja agradável, o que não aumenta a vida a um tempo ilimitado, mas tira o anseio após a imortalidade. Porque na vida não existem temores para quem aprendeu completamente que não existem terrores quando se deixa de viver. Assim, o insensato é aquele homem que diz temer a morte, não por causa da dor que ela traz, mas pela dor que ela deixa para o porvir”. ¹ [http://lexundria.com/epic_ep_men/0-14/hks - tradução do grego para o inglês].

O pensamento de Epicuro era materialista, naturalista, tendo sido um ateísta prático. Sua visão de mundo não comportava um ser superior por trás e acima de todas as coisas, muito menos o Deus revelado por Paulo, e um resumo apropriado de seu pensamento pode ser descrito em quatro máximas “Não há que temer a Deus, morte significa ausência de sensações, é fácil procurar o bem e fácil suportar o mal” [História da filosofia, Editora nova cultural, p. 76]. 

Logo, os pensamentos ali eram contrários, completamente antitéticos, dos quais nenhuma interseção poderia se fazer emergir a fim de se obter uma oportuna aproximação, que alguns buscam obter, alegando motivos nobres, mas na verdade desejam evitar o trauma do escândalo que desagua em discórdia de ideais. Mais ainda, e para destacarmos o comprometimento de Paulo com a verdade, podemos pontuar que em Epicuro temos a construção das premissas que formam o silogismo mais famoso de toda história, o qual ainda hoje, para os mais céticos, arroga emergir o suposto e temido calcanhar de Aquiles do Cristianismo, chamado de o paradoxo de Epicuro. Gostei da forma a versão abaixo sintetiza sua proposta:

1º - Se Deus é amor, mas o mal existe, então ele não é realmente onipotente para impedir a existência do mal.

2º - Se Deus for onipotente, então ele não é amor, pois poderia acabar com o mal, mas não o faz. Antes, deixa sua criação no sofrimento.

3º - Se Deus realmente for amor e onipotente, então o mal não deveria existir. Se o mal é real, logo, pode ser que esse Deus onipotente e de amor não exista.

Paulo estava na frente de filósofos que sustentavam essa visão. A despeito da idolatria presente na Grécia, no Areópago, Paulo também teve de lhe dar com o ateísmo. Teria tido Paulo a oportunidade de registrar biblicamente uma resposta clara e objetiva ao que Deus saberia que posteriormente se postularia como o “intransponível” paradoxo de Epicuro? Mas ao pregar o que pregou, ele não o teria feito à maneira de Deus? Não que ele tenha satisfeito às mentes dos epicureus dando-lhes respostas racionais, nem que ele tenha nos poupado do senso do mistério que deve sempre nos levar a rendição à Deus, mas devemos nos satisfazer com a resposta dada pelo apóstolo e a sua resposta foi uma vibrante pregação da morte e ressurreição de Jesus Cristo. 

O que temos falado aos ateus? Temos “pisado em ovos” quando buscamos falar às pessoas irreligiosas de um ser sabe-se-lá-qual que pode ter criado o mundo que supostamente poderia ser deduzido por meios puramente naturais? Temos nos satisfeito em apresentar uma deidade sem-nome para introduzir àquele a quem falamos num pensamento que temos julgado ser mais intelectualmente sofisticado, do que de pronto falarmos sobre o Senhor Jesus Cristo e o seu evangelho?

Enquanto teólogos eruditos de uma senda liberal têm sentado junto a ateus, recebendo elogios de filósofos de boa oratória, para a Paulo portar-se como mensageiro da cruz frente a erudição de sua época rendeu-lhe a alcunha de paroleiro, tagarela. O apóstolo das 13 epístolas, o homem de quem mais aprendermos, excetuando o Senhor Jesus, sobre a nossa fé, foi chamado pelos “inteligentes” de sua época de papagaio. O que temos temido? Ou consideramos uma readequação moderna do que Paulo pregou, justificada pelo avanço do que se alega ter ocorrido com o homem moderno da ciência moderna, ou nos rendemos à tal episódio como um real e contemporâneo exemplo de como nós devemos proceder quando estamos diante de uma criatura feita à imagem de Deus, agora caída.

Os argumentos de Zenão não seriam menos naturalistas, embora completamente panteístas. Viver segundo o estoico consistia em “viver de acordo com a razão, que significa desviar-se das paixões, que são perturbações da razão. Se o mundo é regido por alguma providência racional, o importante é que cada um reconheça como parte dela, aceitando impassivelmente (sem paixão) a sua condição...Ausência de paixão, apatia. Esse é o ideal ético dos estoicos”. [História da filosofia, Editora nova cultural, p. 74].

Filosofias semelhantes se aglomeram aos montes em nosso tempo. “O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos” [2 Co 4.4], mas seus corações continuam ativos sendo “uma perpétua fábrica de fazer ídolos” [As Institutas da religião Cristã, I, XI, 8].
Seguindo no texto, ao ser confrontado pelos filósofos epicureus e estóicos, Paulo foi levado por eles ao Areópago, o grande aglomerado de deuses dos gregos, devotado a Ares, lugar no qual também ocorriam julgamentos, de onde também provinham a educação, a supervisão da ordem pública, enfim, um tribunal, e um tribunal pagão. Parece que Paulo foi levado por eles àquele lugar numa espécie de confronto de manifestação ao ridículo.

Numa ação de completa ridicularização por parte deles, Paulo foi posto em um lugar no qual seus ídolos se erguiam imponentes, adornando aquele lugar, e então eles o arguiram:

Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas? ”Atos 17:19

Se colocando no meio, do exato lugar do qual todos poderiam vê-lo, ele ergueu a Cristo.
Resumindo suas palavras ditas dos versos 24 a 27, Paulo diz que o seu Deus, o Deus das Escrituras:

É o Deus criador que fez o mundo, sendo o Senhor de todas as coisas. Os templos não podem contê-lo, razão porque todos aqueles deuses, feitos por eles mesmos, eram falsos, falsidade essa denunciada por Paulo ao exortá-los, chamando-os de supersticiosos;  Não sendo tal Deus, portanto, dependente da criatura, pois habita nos céus, de quem flui a vida, sendo Deus mesmo o criador de toda a vida que existe, tendo feito de Adão todo o ser humano, sendo soberano sobre os lugares nos quais eles se estabeleceram, tendo estabelecido os dias de suas vidas, mostrando ser toda criatura a imagem dEle, permitindo-a ter o senso por sua eternidade, mas tendo determinado vir de Cristo a redenção de suas criaturas. Empolgante!

Assim, Paulo coroa sua pregação aos pagãos ao dizer que “Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam. Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos”. [At 17.30, 31].

Mensagem diante da qual os filósofos, resistentes, arrazoaram:

“E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez”. [v. 32]

Então Paulo os deixa, sob o apelido de tagarela, de quem, desinquieto, as marcas do seu Cristo se manifestaram.

Fora dos “portões da filosofia” houve conversões, pois o texto garante que “chegando alguns homens a ele, creram” [v4]. Mas no que diz respeito ao que falou aos filósofos, Paulo perdeu um debate? Ele foi envergonhado pela erudição pagã? Deveria ter tentado uma alternativa? Deveria ter sido conciliatório, filosoficamente diplomata, social e ideologicamente acolhedor? Ter proposto uma interdisciplinaridade promissora?  Deveria ter feito o que temos feito para fazer do nosso Cristo, um cristo junto a outros cristos sob a base do famigerado ecumenismo? Se Paulo foi levado pelos pagãos ao berço do paganismo para de lá entronizar a exclusividade do trono do verdadeiro Deus, e visto ser ele um paradigma canônico às nossas ações, não há centro universitário, bancada ou estrutura política, praças, ruas, esquinas ou quaisquer lugares, que possam subsistir à genuína e verdadeira pregação do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Que possamos nos arrepender. 

Que o Senhor nos converta por sua graça. Que o senhor nos encoraje a representá-lo, tal como seu imitador Paulo.

O que precisamos? Precisamos confiar na semente dada pelo agricultor aos semeadores, pronta a germinar em qualquer solo. Precisamos entronizar a Deus por meio de um apego irrestrito aos termos de sua salvação, estabelecidos em sua santíssima Palavra. Como nos lembra Scott Oliphint:

A Bíblia deve ser central em qualquer discussão sobre apologética. É da Bíblia que precisamos, e devemos abri-la, quando se trata de pensar em apologética e começarmos a nos preparar para fazê-la. Lutar a batalha do Senhor sem a espada do Senhor é tolice. Deixar a única arma que é capaz de penetrar o coração é lutar uma batalha perdida” [A batalha pertence ao Senhor, p.26].

Isso, porque, assim como Paulo em Atenas, ao nos opormos às religiões por meio da pregação de Cristo e seu evangelho, não estamos vencendo um debate intelectual, estamos amorosamente estendendo à pecadores a única verdade cuja mensagem consiste em apresentar o único nome, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos.

Em nossa pós-modernidade, poucos têm percebido a saudável antítese filosófica que deve existir, e que define o absolutismo cristão em oposição ao relativismo secular, colocando as coisas em tensão, como Francis Schaeffer anunciou, de quem termino com um poderoso conselho ao retorno ao apego à espada do Senhor:

Os evangélicos muitas vezes cometem um grave erro hoje em dia. Sem o saber, eles passam a adotar uma posição bastante fraca. Eles muitas vezes agradecem a Deus em suas orações pela revelação que temos de Deus em Cristo. Isso é bom, sem dúvida, e é maravilhoso o fato de termos uma revelação factual de Deus em Cristo. Mas ouço bem poucos agradecimentos dos lábios dos evangélicos de hoje pela revelação proposicional na forma verbalizada que temos nas Escrituras. De fato, Deus não deve somente existir, mas ele também deve ter falado. Deve ter falado de forma muito mais do que meramente apelativa para experiências extraordinárias e emocionais. Necessitamos fatos proposicionais. Precisamos saber quem ele é, e qual o seu caráter, porque seu caráter é a lei do universo. Ele nos contou tudo acerca de seu caráter, e esta se tornou a nossa lei moral, nosso padrão moral. Não se trata de algo arbitrário, pois está firmado em Deus mesmo, no que sempre foi. Trata-se precisamente do oposto do que é relativo. Ou é isso, ou a moral não é moral. Ela se tornará simples médias sociométricas ou padrões arbitrários impostos pela sociedade, o Estado ou uma elite. É um ou outro”. [O Deus que se revela, p .72].

Por: Mizael A. Reis 
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