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Série Exposição: Desligue o seu ídolo - Um apelo contra a tecnolatria

setembro 13, 2017

Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim. Salmo 101.3

Introdução.

Esta noite será exposta algo que está presente em bilhões de lares em todo o mundo: A TECNOLOGIA VISUAL. Essa entidade chamada de televisão que domina e influencia tudo, dês da moda, comportamento, religião, conceitos entre outros. Vamos expor o quão maligno e satânico a TV e seus derivados (computador, celular, ipad) são, quando não usadas com sabedoria (que na maioria esmagadora de nós não sabemos mesmo). Quais são os danos causados tanto físicos e espirituais. Mas antes UMA BREVE HISTORIA DA TV.

Quem nunca se pegou falando algum jargão do tipo “é brinquedo não”, “dança gatinho”, “isso é uma vergonha”, “fala Lombardi”, depois de ter visto na televisão? Sem dúvida, a televisão revolucionou o mundo, influenciou comportamentos, marcou décadas e hoje é o meio de comunicação com maior penetração e importância no mundo, mesmo depois da popularização da Internet. No Brasil, a televisão virou um fenômeno desde que a primeira transmissão foi feita no ano de 1950. No ano de 2008, de acordo com o IBOPE, 93% das residências do país possuem aparelho de televisão, já o número de casas com Internet não passava de 23% da população.

A explosão da televisão no Brasil pode ser observada seis anos após sua chegada. No ano de 1956 o país já possuía o expressivo número de 1,5 milhão de aparelhos. Ainda assim, inaugurou-se uma nova relação do brasileiro com o mundo da imagem. Hoje, não importa onde seja o lar, uma modesta casa de quarto e sala ou um sofisticado apartamento: lá reinará um aparelho de televisão. Com tela de alta definição, acesso aos canais pagos ou simplesmente um antigo modelo movido a óleo. VERDADEIRAMENTE A TV É O INSTRUMENTO DE ONIPRESENÇA DO DIABO DENTRO DOS LARES.

Antes da fusão do radio com o cinema, que gerou a televisão, o que predominava no Brasil era o radio. Muitos paravam em torno deste aparelho sonoro e passavam horas ouvindo as novelas, programa de humor, jornalismo, musica e o velho futebol. Entretanto, os evangélicos não utilizavam o radio por ser proibido pela igreja, motivo: Tirava os momentos devocionais da família, como a oração, culto doméstico comunhão e leitura da palavra, isto devido ao radio, pois agregava à família conceitos mundanos, tirando o prazer de estar em comunhão com o Espírito Santo dentro de sua casa. NÃO É ASSIM HOJE COM A TECNOLOGIA VISUAL?

O DEVER DO CRISTÃO EM HONRAR A DEUS COM OLHOS.

Vs. 3a. Não porei coisa má diante dos meus olhos.

Como é preciosa a visão! Com ela podemos perceber instantaneamente o que nos cerca, em profundidade e em cores. A visão nos permite ver amigos queridos ou perigos indesejados. Através dela percebemos a beleza, apreciamos as maravilhas da criação e colhemos evidências da existência e da glória de Deus. (Sl. 8:3,4; 19:1,2; 104:24; Rm. 1:20). E como importantíssimo canal de comunicação com a mente, a visão desempenha um papel vital na aquisição de conhecimentos.

Mas as coisas para as quais olhamos podem também nos prejudicar. A ligação entre a visão e a mente é tão forte que aquilo que vemos pode despertar ou intensificar ambições e desejos no coração. Vivemos num mundo depravado e interessado apenas na autogratificação, um mundo governado por Satanás, o Diabo. Por isso somos bombardeados com imagens e propaganda que podem facilmente nos desviar do que é correto, mesmo se forem vistas só de relance. Assim, não é de admirar que o salmista implorasse a Deus: Desvia os meus olhos das coisas más; faze-me viver nos caminhos que traçaste. Salmos 119:37.

1. Como os olhos podem nos desencaminhar.

Considere o que aconteceu com a primeira mulher, Eva. Satanás afirmou que os olhos dela forçosamente se abrirão caso comesse do fruto da “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”. Eva deve ter ficado intrigada com a ideia de ‘abrir’ os olhos. Seu interesse em comer do fruto proibido aumentou quando “viu que a árvore era boa para alimento e que era algo para os olhos anelarem, sim, a árvore era desejável para se contemplar”. Olhar para a árvore com grande desejo levou Eva a desobedecer à ordem de Deus. Seu marido, Adão, também desobedeceu, com desastrosas consequências para toda a humanidade. (Gn. 2:17; 3:2-6; Rm. 5:12; Tg. 1:14,15).

Nos dias de Noé, os filhos de Sete também foram influenciados pelo que viam. Referindo-se a eles, Gênesis 6:2 relata: “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.
Gênesis 6:2”. O olhar lascivo para as filhas dos homens despertou nos filhos rebeldes um desejo de telas. A maldade das pessoas naquele tempo resultou na destruição de toda a humanidade, exceto Noé e sua família. (Gn. 6:4-7, 11, 12).

Acã furtou certos itens na capturada cidade de Jericó. Deus havia ordenado que todas as coisas ali fossem destruídas, com exceção de certos itens que deviam ser entregues ao tesouro de Deus. Os israelitas foram alertados: “Mantende-vos tão somente afastados da coisa devotada à destruição, para que não fiqueis com desejo” e venhais a furtar objetos da cidade. Quando Acã desobedeceu, os israelitas foram derrotados na cidade de Ai, e muitos deles morreram. Acã só admitiu seu furto depois de ter sido desmascarado. “Quando cheguei a ver” os objetos, disse ele: “os desejei e os tomei”. O desejo de seus olhos o levou à destruição, com “tudo o que era seu”. (Js. 6 e 7). Acã desejou o que era proibido.

2. A necessidade de autodisciplina

A humanidade atual é tentada de um modo similar ao que foi usado nos casos de Eva, dos filhos desobedientes e de Acã. De todos os “desígnios” de Satanás para desencaminhar a humanidade, o apelo ao “desejo dos olhos” é o mais poderoso. (Porque não ignoramos os seus ardis. 2Co. 2.11. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.1Jo. 2.16). Os modernos anunciantes comerciais conhecem bem a velha força do apelo aos olhos. “A visão é o mais sedutor dos sentidos”, diz um importante especialista europeu em propaganda. “Muitas vezes a visão predomina sobre os outros sentidos, e tem a força de nos persuadir contra toda a lógica.”

Não é de admirar que os anunciantes nos bombardeiem com imagens engenhosamente projetadas para causar o maior impacto visual possível e estimular o desejo por seus produtos ou serviços. Certo pesquisador nos Estados Unidos, que estudou a influência da propaganda sobre as pessoas, disse que ela é “projetada não apenas para passar informações cognitivas, mas, o mais importante, para produzir emoções específicas e reações efetivas”. O uso de imagens sexualmente estimulantes é um dos métodos comuns. Portanto, como é importante controlar o que olhamos e o que permitimos que entre na nossa mente e no nosso coração!

Os cristãos verdadeiros não são imunes aos desejos dos olhos e da carne. Portanto, a Palavra de Deus nos incentiva a exercer autodisciplina com relação ao que olhamos e ao que desejamos. “E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível.

Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar, antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. 1Co. 9.25,27. 

Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não são do Pai, mas do mundo.

E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” 1Jo 2:15-17.

O íntegro Jó reconhecia a forte ligação entre ver e desejar. Ele declarou: “Fiz aliança com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?” (Jó 31:1) Além de se recusar a tocar numa mulher de modo imoral, Jó nem mesmo permitia que sua mente alimentasse tal ideia. Jesus enfatizou que a mente tem de permanecer limpa de pensamentos imorais, quando disse: “Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Mat. 5:28.

O DEVER DO CRISTÃO EM NÃO SE ENVOLVER COM ÍDOLOS.

Vs. 3a. Não porei coisa má

Deus advertiu muito o povo de Israel a não se envolver com ídolos e isso não mudou em nada com relação à igreja moderna (ao contrario como muitos pensam por aí). Qualquer um que se envolve com ídolos, acarreta à vida terrível maldição.

A palavra má aqui neste texto se refere à belial.

O significado literal da palavra belial no Antigo Testamento é traduzido como “inútil”, “sem valor”. Ela é geralmente empregada como termo descritivo de uma pessoa; por exemplo: “um filho de belial”, ou “um homem de belial”. Um significado aproximado é a nossa expressão coloquial “um verdadeiro inútil”.

No novo testamento temos a referência de 2Co 6.15: “E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?”

1. A inutilidade do ídolo.

Vs. 3. "Não porei coisa má diante dos meus olhos."

Deixe-me ler de novo. Não colocarei diante dos meus olhos NADA que seja inútil.
Se você está no hábito de desperdiçar tempo na frente de uma TV com aquilo que é inútil. Se for "inútil" significa que não tem valor.

Se não tem valor pra tua alma, não tem valor para tua vida, não tem valor para a eternidade. O que no mundo você está fazendo... sentado ali, jogando fora tempo que deverias redimir?

Mas...
Colocar coisas inúteis diante dos olhos não é uma coisa boa.

Imagine que triste durante um longo tempo de sua vida, saber que você está perdendo tempo diante de uma coisa inútil.

2. Coisas imprestáveis a evitar.


No mundo moderno, é cada vez mais comum persistir em olhar pornografia, em especial na internet. Não precisamos procurar esses sites — eles nos procuram! Como assim? Um anúncio com imagem sedutora pode aparecer de repente na tela do computador. Ou um aparentemente inofensivo e-mail, uma vez aberto, pode exibir um arquivo com imagem pornográfico feito de tal modo que se torna difícil fechá-lo ou no whatsapp. Mesmo que a pessoa a olhe só de relance antes de apagá-la, a imagem já criou uma impressão na mente. Uma simples olhada na pornografia pode ter tristes consequências. Pode deixar a pessoa com consciência pesada e se tornar uma luta para apagar da mente cenas imorais.

Pior ainda, quem de propósito persiste em olhar pornografia mostra que ainda não mortificou seus desejos carnais. “Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual nem de qualquer espécie de impureza nem de cobiça; pois estas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidade nem conversas tolas nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ação de graças. Porque aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso. Efésios 5:3,4,12.

Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a fornicação, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; Pelas quais estas coisas vêm a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Col. 3:5, 6.

As crianças podem ser atraídas à pornografia por sua curiosidade natural. Se isso acontecer, poderá ter efeitos duradouros sobre seu conceito de sexualidade. Esses efeitos, diz uma reportagem, podem ir de uma percepção distorcida dos padrões sexuais à “dificuldade de manter uma relação sadia baseada em amor; um conceito não realista sobre mulheres; e, potencialmente, vício em pornografia, que pode prejudicar o desempenho escolar, as amizades e as relações familiares”, e com Deus. Ainda mais devastadores podem ser os efeitos posteriores numa relação conjugal.

De todos os vícios que uma pessoa pode ter, a pornografia é o mais difícil de largar. Disse um cristão “Ainda vejo essas imagens nos momentos mais inesperados, despertadas por um cheiro qualquer, uma música, algo que vejo, ou até mesmo por um pensamento aleatório. É uma batalha diária e constante”.

Outro irmão, quando era criança, via revistas pornográficas de seu pai não cristão quando seus pais não estavam em casa. Ele escreveu: “Que efeito horrível aquelas imagens causaram na minha mente jovem! Mesmo agora, 25 anos depois, algumas dessas imagens ainda estão vivas no meu cérebro. Por mais que eu lute, elas ainda estão lá. Isso me faz sentir culpado, embora eu não fique pensando nelas.”

Como é sábio evitar esses sentimentos opressivos por não olhar coisas imprestáveis! Como se pode conseguir isso? É preciso esforço para “levarmos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo.” 2Co. 10.5.

Outra coisa “imprestável” é o entretenimento que promove o materialismo ou o ocultismo, ou que destaca a violência, o derramamento de sangue e a morte. Os pais cristãos têm o dever perante Deus de ser seletivos ou proibir quanto ao que permitem que se veja na sua casa. Naturalmente, nenhum cristão verdadeiro se envolveria de propósito no espiritismo. Mesmo assim, os pais precisam precaver-se contra filmes, seriados de TV, jogos eletrônicos, histórias em quadrinhos e livros infantis que destacam práticas sinistras ou sobrenaturais. (Pv. 22:5)

Seja quem for, criança ou idoso, não deve ter prazer em videogames que destacam a violência e retratam a matança com extremo realismo. (O Senhor prova o justo; porém ao ímpio e ao que ama a violência odeia a sua alma. Salmo 11:5).

Temos de nos recusar a focar a mente em qualquer atividade que Deus condena. Lembre-se, o alvo de Satanás são os nossos pensamentos. (Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. 2 Cor. 11:3). 

Até mesmo gastar tempo demais com entretenimento considerado aceitável pode prejudicar a adoração em família, a leitura diária da Bíblia e a oração. “E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento, Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo”. Fil. 1:9, 10.

3. A perigosa influência da televisão no corpo e na alma.

Texto de John Stott.

a). A preguiça mental – A televisão tende a tornar as pessoas mentalmente preguiçosas. Ela atrai, seduz, vicia e manipula as pessoas. É surpreendente a quantidade de tempo que as pessoas passam diante da televisão. Em média as pessoas gastam de três a cinco horas por dia diante da televisão. A televisão torna-se um vício e esse vício leva as pessoas a se tornarem passivas. Elas deixam de pensar e tornam-se preguiçosas mentalmente. A televisão tende a destituir as pessoas da crítica intelectual, produzindo nelas uma verdadeira flacidez mental.

b). A exaustão emocional – A televisão tende a tornar as pessoas emocionalmente insensíveis. As tragédias do mundo inteiro são despejadas dentro da nossa casa e não temos tempo para deglutir todas essas coisas. No afã de retratar a realidade, muitas vezes, a televisão torna-se formadora de opinião, induzindo as pessoas às mesmas práticas que ela divulga. A violência e a imoralidade andam de mãos dadas na televisão. Desta forma, ela não apenas retrata o que existe na sociedade, mas torna-se uma mestra dessas mesmas nulidades.

c). A confusão psicológica – A televisão tende a tornar as pessoas psicologicamente confusas. Ideias, conceitos, valores, filosofias e crenças são despejados diante das pessoas e muitas vezes, elas não têm o discernimento necessário para filtrar o que é certo e errado. A perda do senso crítico e a incapacidade de avaliar o que está por trás das propagandas, das telenovelas, dos filmes e até mesmo de alguns documentários e noticiários produzem uma confusão psicológica de graves consequências.

d). A desorientação moral – A televisão tende a deixar as pessoas em desordem moral. A vasta maioria dos programas, especialmente aqueles que dão mais ibope, estão repleto de valores éticos distorcidos e até mesmo nocivos para a família. A violência veiculada na televisão é uma verdadeira escola de crime. As telenovelas fazem apologia da infidelidade conjugal. Os valores morais absolutos são tripudiados e a flacidez moral enaltecida. Aqueles que se viciam na televisão alienam-se dentro de casa, matam a comunicação familiar e se intoxicam com conceitos liberais e permissivos que conspiram contra a família e provocam verdadeira confusão moral.

e). O esfriamento espiritual – A televisão tende a deixar as pessoas apáticas espiritualmente. Muitas pessoas trocam o culto devocional pela televisão. A tela cheia de cor e imagem ocupa o lugar da leitura da Palavra de Deus e da prática da oração. A comunhão com Deus e com os membros da família é substituída pelo vício perigoso da televisão. Que Deus nos dê discernimento para separarmos o precioso do vil e restaurarmos o altar do Senhor em nossa casa.

O DEVER DO CRISTÃO EM NÃO TER PARTE COM AS OBRAS MALIGNAS.

Vs. 3b. Odeio a obra daqueles que se desviam.

Daqueles. Quem são essas pessoas? Sem duvidas estão desviados do Caminho da Verdade que é Cristo (Jo 14.6). São os filhos de belial (diabo) que estão na mídia (na TV, no rádio, na internet entre outros), influenciando a sociedade, a igreja, e é claro, a você!

Eu classifiquei esses filhos de belial em dois grupos.

O primeiro: O secular (as pessoas que não professão a fé em Cristo). Pessoas ímpias. Fazem parte deste grupo: Autores de novelas, diretores, atores, apresentadores, bandas, cantores, jornalistas, homossexuais, ateus, políticos, estilistas, humoristas e dentre outros. São eles quem dizem o que devemos fazer, agir, se vestir, ouvir e acreditar.

O Segundo grupo: Os religiosos ligados a fé evangélica. Os tele-evangelistas e cantores gospel. Quem liga a TV, esperando assistir a um programa verdadeiramente evangélico, em nossos dias, depara-se com o quê? Com telepastores, telebispos, teleapóstolos, telerreverendos, telemilagreiros e teleimitadores de telepastores, telebispos, teleapóstolos, telerreverendos, telemilagreiros... Eles, que se dizem pregadores do evangelho, não têm temor de Deus! Eles perdem a oportunidade de falar de Jesus aos perdidos. Não querem pregar o verdadeiro evangelho segundo as Escrituras.

Até quando teremos de ouvir telepastores falando de eleições, direta ou indiretamente, desperdiçando um tempo precioso, o qual poderia ser usado, quase que integralmente, para a evangelização ou edificação do povo de Deus. Não buscam a Deus e não pregam uma mensagem Cristocêntrica, em vez disso apresentam pregações enlatadas, recheadas com muito humor, sarcasmo, triunfalismo, gritos estridentes e ataques a desafetos.

E os astros da música gospel, nos seus mega-shows. Só falam as mesmas coisas, como “dá um brado de vitória...”, “Uhuuuuu”, “Tira o pé do chãããooo”. Eles cantam as suas canções antropocêntricas, triunfalistas, desprovidas de louvor a Deus. Seria bom que eles cantassem louvores a Deus! Porém, como vemos não desejam fazer isso; antes, preferem massagear o ego de seus fãs e ganharem dinheiro, muito dinheiro.

Eles estão na TV porque diz que é para a evangelização, mas na verdade é para promover a denominação, ter poder, fama e dinheiro. Fazem mais prosélito se tornarem duas vezes mais filhos do diabo do que discípulos de Cristo.

Se cada crente honrasse a Deus e vivesse uma vida de piedade, temor e obediência à palavra. Sem dúvidas ganharíamos o Brasil para Cristo sem precisar utilizar as redes de TV entre outras. A triste realidade é que a maioria das pessoas pensam que, o que está na TV é o evangelho! E não é mesmo!

1. Os nascidos de Deus não vivem na obra da carne.

Vs. 3b: Odeio a obra daqueles. (Obra ou ações em outras traduções).

Mas qual obra que esses homens, filhos de belial fazem? A resposta está em Gálatas capitulo 5. “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.”
(Gálatas 5:19-21)

Tudo isso está presente na televisão e em outras mídias. Exemplos: O adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, pelejas, invejas, homicídios dentre outros. (Estão em novelas, filmes, desenhos e seriados).

Bebedices e glutonarias em (comerciais e outros).

Homicídios nos telejornais (balanço geral da vida)

Idolatria, iras e pelejas presentes (no futebol, em equipes, em lutas como o mma, dentre outros).

Heresias, idolatria e feitiçarias (presentes nos programas religiosos, filmes, dentre outros).

2. O nascido de Deus odeia tudo o que Deus odeia.

Vs. 3b: ODEIO

Uma palavra para muitos um tanto pesada, mas não no dicionário de Deus. A pessoa que nasceu de novo (que foi regenerada pelo Espírito Santo) odeia tudo o que Deus odeia. Deus é um Deus Santo! E exige de nós vida santa, separadas desse mundo. É impossível uma pessoa verdadeiramente convertida (eu disse convertida e não convencida pela religião evangélica) amar as obras da carne, antes ela ama praticar a justiça e a santidade de Deus.

Se eu amo aquilo que é Santo preciso odiar aquilo que não é Santo. Deus é um Deus Santo e isso é algo que os crentes se esqueceram! Muita das coisas que você ama fazer Deus odeia. Você sabia disso!? Um exemplo disso, são os programas humorísticos que ferem a palavra de Deus e zombam de seu Santo em chacotas onde o propósito é denegrir a imagem de Cristo e seus discípulos. Se há necessidade de assistir esses programas para ficar rindo enquanto que na verdade esta triste, isso lhe prova uma coisa, que você não tem a alegria da salvação. Muitos dizem que não tem nada haver, são estes que rejeitam a verdade, eles têm uma pequena razão para rejeitar isso, porque vai contra algo que eles têm amado em seus corações.

Você tem alegria e prazer em está orando, lendo a bíblia, ao invés de passar horas em frente ao seu ídolo?

3. O Nascido de Deus tem os pensamentos ligados à Cristo.

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.  Filipenses 4:8

Isso parece tedioso para você? Talvez seja porque você acha que esse tipo de pensar é semelhante ao anjinho sentado numa nuvem tocando por toda eternidade a mesma música. Deus não deu uma mente para você pensar pouco e pequeno. Deus lhe deu uma mente para você pensar muito e de forma grandiosa sobre a glória de Cristo e o bem da humanidade. Deus lhe chamou para ter pensamentos sobre a beleza dos Atributos de Cristo, pensamentos de como levar as pessoas a este maravilhoso Salvador, pensamento de como alimentar o faminto, ajudar o pobre, combater a injustiça, pensamentos de como levar o Reino e fazer a Vontade do Pai ser na Terra como é no céu. Uau! Isso é difícil. Por isso que você precisa de toda sua mente. Precisa treiná-la para pensar nessas coisas e não em como vai acabar a próxima novela (aliás, elas acabam todas iguais. Será mesmo que você não percebeu?).

Veja como são pecaminosos os pensamentos de uma pessoa que vive na iniquidade.

Quanto ao mais, infiéis, tudo o que é falso, tudo o que é desonesto, tudo o que é injusto, tudo o que é impuro, tudo o que é ódio, tudo o que é de má fama, não há virtude alguma, e não há louvor algum, nisso eles pensam.

Quais dos dois tipos de pensamentos você está vivendo?

Você percebeu porque a televisão, internet, celular são tão populares?

Porque é um ídolo que o homem criou. Todos os prazeres mundanos e carnais do coração estão presentes nesses aparelhos. É por isso que a humanidade ama todas estas coisas. E não à Deus.

4. O nascido de Deus não participa da obra dos ímpios.

Vs. 3b. Não me pegará a mim. Ou; não participarei disso! (Versão Almeida século 21)

Davi como poucos de nós, usou a inteligência para honrar e servir à Deus dentro de sua casa, junto de seus familiares. Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero. Salmos 101:2

Davi agiu com inteligência, retidão e coração sincero diante de Deus. Vs. 6 

Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá. Salmos 101:6.

As pessoas que não procedem como Davi colocam diante dos olhos coisas más.

Vemos no decorrer deste salmo algo pertinente. Essas pessoas procedem assim:

a) Coração perverso. V4

b) Murmura contra o seu próximo. V5

c) Olhar altivo e coração soberbo. V5

d) Vivem de engano e mentiras. V7

O proceder de Davi em relação a elas:

a) Não conhecerei o homem mau. V4

b) Eu destruirei. V5

c) Não suportarei. V5

d) Não ficara na minha casa. V7

e) Não estará firme perante meus olhos. V7

f) Destruirei e tirarei da cidade do Senhor. V8

Conselhos Bíblicos

Não me assento com homens de falsidade, nem me consulto com hipócritas, odeio a assembleia dos malfeitores e não me assentarei com o maligno." Salmos 26.4

Não me assentarei com o maligno!

Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, ou anda no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Salmo 1.1

E há tanto lixo, e tanta perspectiva mundana, tanto conselho dos ímpios, tanto do caminho dos pecadores, e da roda dos escarnecedores vindo pela televisão! E se você sentar ali e absorver aquilo, você está fazendo o que o abençoado e justo homem do Salmo 1 não fez.

"Abandona a presença do tolo. Porque ali, não encontras palavras de sabedoria." Provérbios 14.7. Se você tem idiotas e tolos dizendo tolices, fazendo tolices: " O tolo diz no coração: não há Deus", vivendo vidas sem Deus na televisão, diz "abandone a presença deles". Não diz "sente ali e engula tudo." Diz "abandone".

CONCLUSÃO

É justamente a estranha total falta de sensibilidade ao pecado que você consegue ir para casa esta noite depois de adorar ao Senhor aqui, depois de ouvir sobre missões, depois ouvir um sermão como este, você consegue ir para casa e ficar assistindo programas sem Deus ?! Que contradizem absolutamente tudo que Deus disse sobre ELE e SUA vontade.

Você consegue sair do culto e assistir isto LIVREMENTE!? Como!? Como você pode sentar-se aí ... e assistir bem aquilo que sai das profundezas do inferno!?

Como você fica sentado aí e deixa sua vida espiritual morrer!?

Eu quero lhe dizer: Não tem como você possuir a unção do Espírito Santo e ficar sentado na frente do seu Ídolo!

Minha bíblia diz: Não traga nenhuma abominação para sua casa. De todo a detestarás para que não sejas maldito como ela. Deuteronômio 7.26

Você consegue ir para casa e ficar assistindo programas que são inimigos de Deus!?

Você consegue vir aqui esta noite? Levantar suas mãos? Cantar louvores? Se divertir? E saber que está assistindo estás PORCARIAS!

Você assiste programas na TV que Deus absolutamente despreza! E depois se pergunta, porque o Espírito Santo não vem sobre minha vida? E porque você tem que criar falso fogo, falso entusiasmo

É porque Deus não está ali! Deus é um Deus Santo! DESLIGUE SEU ÍDOLO!

Quem está indo ao inferno !?
Se por acaso você está nesta lista, que o Senhor coloque o Espírito Santo no seu coração e te dê arrependimento está noite!

Ap 21:8 - Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos ÍDOLATRAS e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.

ÍDOLATRAS!

Idólatra : todo aquele que adora qualquer tipo de imagem ou Ídolo.
Quando eu olhei está lista comecei a orar: Senhor Jesus
eu quero uma fé fervorosa, quero obediência a sua Palavra
não quero ficar sentado na frente de um Ídolo estúpido!?

Eu quero lhe dizer: Não tem como você possuir a unção do Espírito Santo e ficar sentado na frente do seu Ídolo!

Você é realmente salvo!? Nasceu mesmo de novo!?
Se arrependa, esqueça o mundo por completo, e siga Jesus!

O triste de tudo, é que eu sei, com absoluta certeza, que você irá sair deste templo esta noite, chegará em sua casa, se assentará ou se deitará, até mesmo se prostrará, e com o controle na mão ligará o seu ídolo.

O versículo 3 diz que não porei. A decisão da benção ou da maldição é sua, escolha pois em nome de JESUS, a benção.

DESLIGUE O SEU ÍDOLO!!!

Por: Welker Miranda

O Tagarela e o Erudito

setembro 06, 2017


Lá estava Paulo, no centro da erudição local de sua época, e no berço intelectual da história de todos os tempos, na Grécia, frente aos que arrogavam saber alguma coisa sobre a vida, impondo sobre Paulo uma cosmovisão pagã de mundo rechaçando a sua como banal. Estamos diante do relato do magistral episódio de Atos 17 segundo o qual Paulo pregou triunfantemente a Cristo, explicita e diretamente Cristo, frente aos pagãos alegadamente sábios segundo o mundo. E de fato fazia jus à alcunha, humanamente falando. Ali estava a vanguarda do pensamento humano e os epicureus e os estoicos, além de vultuosos em sua época, propuseram, em boa dose, algumas das bases da moderna e principal objeção que se faz contra o Deus das Escrituras. 

A entronização do pensamento humano sobre qualquer outro fez e ainda faz com que outras cosmovisões de mundo repensem suas bases a fim de se adequarem às exigências daqueles aos quais se pretendia ou se pretende alcançar, mas a questão é: o que Paulo fez? E o que você faria? Ou, o que você tem feito, frente a enxurrada de visões, asserções e pensamentos gerais sobre aquelas máximas da vida, sobre as quais você tem ouvido, tais como “de onde o homem veio?”, “por que está aqui?”, e, “quais as bases sobre as quais você deveria sustentar a razão porque age como age”? Antes de responder, vamos ressaltar a bravura de Paulo, por meio de uma compreensão mais detalhada sobre sua abrangente e inegociável filosofia por meio da qual entronizou o senhorio de Cristo, sem qualquer exceção.

Antes de tudo, devemos aprender com o apóstolo como devemos nos comover pelo mundo perdido. No verso 16, lemos:

E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria” [v16]

Visto que sua missão consistia em apresentar o Evangelho, a palavra por meio da qual ele enxerga tudo mostrou-lhe a escuridão na qual o homem se encontrava e da qual os seus deuses não lhe poderiam tirar, envolto em qualquer religião a parte do seu Cristo. Isso não significa que não possam haver verdades pontuais do Cristianismo em algumas religiões, mas não nos cabe promover redenção por meio delas, alegando qualquer conciliação. O problema não é se há ou não alguma verdade que mostre o senso do divino que há no homem, justificado pelo fato de o homem ter a imagem de Deus, mas por meio de qual base ou filosofia de vida essas verdades são assumidas e estruturalmente sustentadas, e esse é o problema. 

Religiões genéricas são essencialmente idolatrias. Eis a antítese sobre a qual muito falou Schaeffer, quando, entre outras coisas disse que “Absolutos implicam antítese” [O Deus que intervém, p. 23]. A neutralidade é um mito que nubla a verdade de que na busca por agradar o mundo desagradamos o verdadeiro Deus, e na busca por nos apoiarmos em qualquer religião genérica, nos oporemos ao Deus verdadeiro, e esse absoluto maior foi fundamentalmente estabelecido pelo Senhor Jesus:

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro”. [Mateus 6.24]

Isso é retrógrado? Culturalmente repressor? Seria uma visão comprometedora a boa ordem social da qual o mundo tanto carece? Considerando o mundo atual no qual vivemos, e ao contrário de Paulo, poderíamos alegar certa evolução no pensamento religioso pelo qual ser-nos-ia possível propor uma positiva conciliação que interrompa qualquer comoção pelos perdidos, fazendo da religião alhures outra co-igual, o que na verdade tem sido feito, por muitos, inclusive em igrejas e em seminários? Lamentável. 

Devemos manter essa antítese objetiva manifestada pelo sentimento de Paulo ou poderíamos levar adiante a interdisciplinaridade entre as religiões que vemos sendo proposta a todo vapor em faculdades de teologia, superestimando, a cada dia, o subjetivismo secular? Para o apóstolo estar diante de qualquer religião significará idolatria em detrimento da verdadeira adoração ao Deus Trino, e nós devemos buscar de nosso Deus a mesma resolução, a mesma coerência, o mesmo ardor pela promoção do evangelho. Nada podemos por nós mesmos, mas o Senhor dos exércitos está à frente dessa batalha. Ele quer salvar os perdidos, mas temos de vê-los como perdidos. Apresentar redenção ao que precisa ser redimido; liberdade ao cativo, perdão ao culpado, correção ao repreensível e salvação ao perdido. 

Mas percebam. Paulo ainda não está no templo, mas andando pelas ruas de Atenas, certamente detectando os traços religiosos da cidade em tudo ao redor. Ou seja, seu prognóstico começou ainda no dia a dia, o que extensivamente à nós, poderia ser chamado de nossa cotidianidade.

Eis a maneira correta de enxergar o mundo. O texto diz que Paulo viu “cidade tão entregue à idolatria”. Atentem-se para isso. Temos de falar do mundo, no mundo, mas à maneira do Deus que criou o mundo. Temos de olhar o mundo ao nosso redor e julgá-lo, não como quem estivesse fora dele, como por exemplo, vendo-o lá de cima, da santidade da congregação local da igreja, mas dentro dele, vivendo a vida que se desfruta nele, mas com as bases que o criador desse mundo estabeleceu, e esse Deus, por sua base, tem dito que o mundo caiu e este, quando busca ver a deidade, tudo que tem feito tem sido refletir-se a si mesmo no deus que cria à sua imagem e à sua semelhança. Vejamos essa verdade, dita por Paulo em Romanos 1.

Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou...Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.” [vv. 19,21]

Deus se manifestou ao mundo, mas o mundo já estava cego por causa do seu pecado. Então a visão verdadeira do Deus verdadeiro, manifestada pela criação desse Deus, foi distorcida pela visão de sua criatura caída. Se, segundo Paulo, as religiões são um desfoco levado adiante pela cegueira decorrente do pecado, não seria bíblico não nos entristecermos por tais visões de mundo, alegando riqueza cultural. Precisamos andar pelas ruas, em busca de cegos do Deus verdadeiro, propondo-lhes a correção à sua cegueira e redenção da cultura. Isso é Cristo revelado em seu santo Evangelho. Temos feito o mesmo? Ou temos reduzido o alcance da cosmovisão cristã aos momentos de Domingo à noite, no templo, vendo as demais coisas do mundo como inofensivas por serem alegadamente neutras? Aqui temos dois erros, na verdade. 

O primeiro seria criar uma dicotomia onde as coisas ou são de Deus ou do mundo, renegando a cultura, por exemplo, como de origem estritamente demoníaca, como se não houvesse nela, tanto coisas boas, como outras passiveis de redenção, e observando o segundo erro, seria concluir que as coisas, ditas do mundo, são inofensivas por já serem do mundo, ignorando, dessa forma, muitas coisas influenciadas por uma cultura distorcida, da qual, algumas coisas podem ser redimidas, mas outras, completamente descartadas. Paulo não perdeu tempo e andava pelas ruas regido por sua visão de mundo, sabendo corretamente interpretá-lo à maneira de Deus, não correndo o risco de ser seduzido por ele. 

Não devemos esperar brilhar a luz de Cristo, [somente] dentro do culto local, quando as luzes ali reunidas se tornam um luzeiro confinado pelas paredes, mas sim viver e falar de Cristo para o mundo ao qual Cristo mesmo pretende redimir por sua verdade, mas continuemos com Paulo.

Seu espírito comovido o levou às sinagogas locais, nas quais a religião sem Cristo era ensinada. O texto não diz que ele foi ali orar em prol da conversão dos judeus, embora certamente isso foi feito por Ele, em momento oportuno, e o que deve ser feito por nós, mas o texto nos ensina que Paulo esteve diante deles disputando, e isso não somente nas sinagogas, mas nas praças também. Que lição! Paulo esteve nas sinagogas e nas praças disputando com os homens sobre o verdadeiro caminho que conduz à Deus. E o que significa disputar? Entre inúmeras traduções, algumas das quais, vindas à sua mente, pense naquela que o Priberam definiu como “querer para si, em detrimento de outrem”. Isso destaca ainda mais uma obviedade já contida nas demais traduções que seriam “debater”, “discutir” ou “concorrer”. 

Isso mostra a apologia da fé, o desejo de anunciar Cristo, não como mais uma maneira pela qual o mundo pode ser enxergado e interpretado, mas como aquela única maneira, sem a qual o mundo permanece em completa escuridão e sem sentido. Isso tem de ser feito, hoje? Como devemos esperar ganhar as pessoas para Cristo? Especialmente considerando um mundo que após o iluminismo, que foi a completa entronização do homem, aperfeiçoou sua fábrica de fazer ídolos, que é o seu coração, não só criando tantos deuses e religiões quanto possível, mas criando cosmovisões sem qualquer noção de Deus? O subjetivismo, que criou a religião do sujeito, já não se preocupa com a natureza inalterável de um objeto, e como esperamos falar às pessoas, com as quais convivemos no mundo de Deus? Temos de ir, temos de influenciá-las, mostrar a beleza que é ver o mundo sob os óculos da verdade, instarmos “a tempo e fora de tempo” [2 Tm 4.2].

Paulo nos ensina, tal como ele assim o fez, que devemos orar “para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo” a fim de pregarmos e andarmos com “sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo”. [Colossenses 4:5]. Temos de estar lá, mostrando que a cosmovisão naturalista ou genericamente religiosa, no mundo de Deus, é indefensável, e nisso consiste a disputa em meio a qual Paulo se viu com os judeus e com os gregos em Atenas. Ele foi até eles, mostrando como tais pessoas estão em desvantagem, e com a natureza ofensiva do evangelho, denotada pelas palavras de Jesus que disse que “e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” [a igreja] [Mateus 16.18] ele entronizou Cristo em seu mundo.

Mas a grandeza do evangelho e a sua natureza ofensiva não garantem que não haverá resistência, e com Paulo não teria sido diferente. O verso 18 diz que os sábios de sua época se opuseram à pregação de sua visão de mundo:

E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição” [v18]

Paulo estava na Grécia, e diante dele, ninguém menos que os seguidores de Epicuro e de Zenão. Epicuro definiu a satisfação do homem por seu próprio auto-conhecimento como Ataraxia, o que significou para ele como a “ausência de perturbação”. Em suas “principais doutrinas”, Epicuro arregimentou:

Acostuma-te a ti mesmo em acreditar que a morte não é nada para nós, pois o bem e o mal implicam em sensibilidade e a morte é a privação de toda sensação e sensibilidade. Portanto, o correto entendimento de que a morte não é nada para nós faz com que a mortalidade da vida seja agradável, o que não aumenta a vida a um tempo ilimitado, mas tira o anseio após a imortalidade. Porque na vida não existem temores para quem aprendeu completamente que não existem terrores quando se deixa de viver. Assim, o insensato é aquele homem que diz temer a morte, não por causa da dor que ela traz, mas pela dor que ela deixa para o porvir”. ¹ [http://lexundria.com/epic_ep_men/0-14/hks - tradução do grego para o inglês].

O pensamento de Epicuro era materialista, naturalista, tendo sido um ateísta prático. Sua visão de mundo não comportava um ser superior por trás e acima de todas as coisas, muito menos o Deus revelado por Paulo, e um resumo apropriado de seu pensamento pode ser descrito em quatro máximas “Não há que temer a Deus, morte significa ausência de sensações, é fácil procurar o bem e fácil suportar o mal” [História da filosofia, Editora nova cultural, p. 76]. 

Logo, os pensamentos ali eram contrários, completamente antitéticos, dos quais nenhuma interseção poderia se fazer emergir a fim de se obter uma oportuna aproximação, que alguns buscam obter, alegando motivos nobres, mas na verdade desejam evitar o trauma do escândalo que desagua em discórdia de ideais. Mais ainda, e para destacarmos o comprometimento de Paulo com a verdade, podemos pontuar que em Epicuro temos a construção das premissas que formam o silogismo mais famoso de toda história, o qual ainda hoje, para os mais céticos, arroga emergir o suposto e temido calcanhar de Aquiles do Cristianismo, chamado de o paradoxo de Epicuro. Gostei da forma a versão abaixo sintetiza sua proposta:

1º - Se Deus é amor, mas o mal existe, então ele não é realmente onipotente para impedir a existência do mal.

2º - Se Deus for onipotente, então ele não é amor, pois poderia acabar com o mal, mas não o faz. Antes, deixa sua criação no sofrimento.

3º - Se Deus realmente for amor e onipotente, então o mal não deveria existir. Se o mal é real, logo, pode ser que esse Deus onipotente e de amor não exista.

Paulo estava na frente de filósofos que sustentavam essa visão. A despeito da idolatria presente na Grécia, no Areópago, Paulo também teve de lhe dar com o ateísmo. Teria tido Paulo a oportunidade de registrar biblicamente uma resposta clara e objetiva ao que Deus saberia que posteriormente se postularia como o “intransponível” paradoxo de Epicuro? Mas ao pregar o que pregou, ele não o teria feito à maneira de Deus? Não que ele tenha satisfeito às mentes dos epicureus dando-lhes respostas racionais, nem que ele tenha nos poupado do senso do mistério que deve sempre nos levar a rendição à Deus, mas devemos nos satisfazer com a resposta dada pelo apóstolo e a sua resposta foi uma vibrante pregação da morte e ressurreição de Jesus Cristo. 

O que temos falado aos ateus? Temos “pisado em ovos” quando buscamos falar às pessoas irreligiosas de um ser sabe-se-lá-qual que pode ter criado o mundo que supostamente poderia ser deduzido por meios puramente naturais? Temos nos satisfeito em apresentar uma deidade sem-nome para introduzir àquele a quem falamos num pensamento que temos julgado ser mais intelectualmente sofisticado, do que de pronto falarmos sobre o Senhor Jesus Cristo e o seu evangelho?

Enquanto teólogos eruditos de uma senda liberal têm sentado junto a ateus, recebendo elogios de filósofos de boa oratória, para a Paulo portar-se como mensageiro da cruz frente a erudição de sua época rendeu-lhe a alcunha de paroleiro, tagarela. O apóstolo das 13 epístolas, o homem de quem mais aprendermos, excetuando o Senhor Jesus, sobre a nossa fé, foi chamado pelos “inteligentes” de sua época de papagaio. O que temos temido? Ou consideramos uma readequação moderna do que Paulo pregou, justificada pelo avanço do que se alega ter ocorrido com o homem moderno da ciência moderna, ou nos rendemos à tal episódio como um real e contemporâneo exemplo de como nós devemos proceder quando estamos diante de uma criatura feita à imagem de Deus, agora caída.

Os argumentos de Zenão não seriam menos naturalistas, embora completamente panteístas. Viver segundo o estoico consistia em “viver de acordo com a razão, que significa desviar-se das paixões, que são perturbações da razão. Se o mundo é regido por alguma providência racional, o importante é que cada um reconheça como parte dela, aceitando impassivelmente (sem paixão) a sua condição...Ausência de paixão, apatia. Esse é o ideal ético dos estoicos”. [História da filosofia, Editora nova cultural, p. 74].

Filosofias semelhantes se aglomeram aos montes em nosso tempo. “O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos” [2 Co 4.4], mas seus corações continuam ativos sendo “uma perpétua fábrica de fazer ídolos” [As Institutas da religião Cristã, I, XI, 8].
Seguindo no texto, ao ser confrontado pelos filósofos epicureus e estóicos, Paulo foi levado por eles ao Areópago, o grande aglomerado de deuses dos gregos, devotado a Ares, lugar no qual também ocorriam julgamentos, de onde também provinham a educação, a supervisão da ordem pública, enfim, um tribunal, e um tribunal pagão. Parece que Paulo foi levado por eles àquele lugar numa espécie de confronto de manifestação ao ridículo.

Numa ação de completa ridicularização por parte deles, Paulo foi posto em um lugar no qual seus ídolos se erguiam imponentes, adornando aquele lugar, e então eles o arguiram:

Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas? ”Atos 17:19

Se colocando no meio, do exato lugar do qual todos poderiam vê-lo, ele ergueu a Cristo.
Resumindo suas palavras ditas dos versos 24 a 27, Paulo diz que o seu Deus, o Deus das Escrituras:

É o Deus criador que fez o mundo, sendo o Senhor de todas as coisas. Os templos não podem contê-lo, razão porque todos aqueles deuses, feitos por eles mesmos, eram falsos, falsidade essa denunciada por Paulo ao exortá-los, chamando-os de supersticiosos;  Não sendo tal Deus, portanto, dependente da criatura, pois habita nos céus, de quem flui a vida, sendo Deus mesmo o criador de toda a vida que existe, tendo feito de Adão todo o ser humano, sendo soberano sobre os lugares nos quais eles se estabeleceram, tendo estabelecido os dias de suas vidas, mostrando ser toda criatura a imagem dEle, permitindo-a ter o senso por sua eternidade, mas tendo determinado vir de Cristo a redenção de suas criaturas. Empolgante!

Assim, Paulo coroa sua pregação aos pagãos ao dizer que “Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam. Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos”. [At 17.30, 31].

Mensagem diante da qual os filósofos, resistentes, arrazoaram:

“E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez”. [v. 32]

Então Paulo os deixa, sob o apelido de tagarela, de quem, desinquieto, as marcas do seu Cristo se manifestaram.

Fora dos “portões da filosofia” houve conversões, pois o texto garante que “chegando alguns homens a ele, creram” [v4]. Mas no que diz respeito ao que falou aos filósofos, Paulo perdeu um debate? Ele foi envergonhado pela erudição pagã? Deveria ter tentado uma alternativa? Deveria ter sido conciliatório, filosoficamente diplomata, social e ideologicamente acolhedor? Ter proposto uma interdisciplinaridade promissora?  Deveria ter feito o que temos feito para fazer do nosso Cristo, um cristo junto a outros cristos sob a base do famigerado ecumenismo? Se Paulo foi levado pelos pagãos ao berço do paganismo para de lá entronizar a exclusividade do trono do verdadeiro Deus, e visto ser ele um paradigma canônico às nossas ações, não há centro universitário, bancada ou estrutura política, praças, ruas, esquinas ou quaisquer lugares, que possam subsistir à genuína e verdadeira pregação do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Que possamos nos arrepender. 

Que o Senhor nos converta por sua graça. Que o senhor nos encoraje a representá-lo, tal como seu imitador Paulo.

O que precisamos? Precisamos confiar na semente dada pelo agricultor aos semeadores, pronta a germinar em qualquer solo. Precisamos entronizar a Deus por meio de um apego irrestrito aos termos de sua salvação, estabelecidos em sua santíssima Palavra. Como nos lembra Scott Oliphint:

A Bíblia deve ser central em qualquer discussão sobre apologética. É da Bíblia que precisamos, e devemos abri-la, quando se trata de pensar em apologética e começarmos a nos preparar para fazê-la. Lutar a batalha do Senhor sem a espada do Senhor é tolice. Deixar a única arma que é capaz de penetrar o coração é lutar uma batalha perdida” [A batalha pertence ao Senhor, p.26].

Isso, porque, assim como Paulo em Atenas, ao nos opormos às religiões por meio da pregação de Cristo e seu evangelho, não estamos vencendo um debate intelectual, estamos amorosamente estendendo à pecadores a única verdade cuja mensagem consiste em apresentar o único nome, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos.

Em nossa pós-modernidade, poucos têm percebido a saudável antítese filosófica que deve existir, e que define o absolutismo cristão em oposição ao relativismo secular, colocando as coisas em tensão, como Francis Schaeffer anunciou, de quem termino com um poderoso conselho ao retorno ao apego à espada do Senhor:

Os evangélicos muitas vezes cometem um grave erro hoje em dia. Sem o saber, eles passam a adotar uma posição bastante fraca. Eles muitas vezes agradecem a Deus em suas orações pela revelação que temos de Deus em Cristo. Isso é bom, sem dúvida, e é maravilhoso o fato de termos uma revelação factual de Deus em Cristo. Mas ouço bem poucos agradecimentos dos lábios dos evangélicos de hoje pela revelação proposicional na forma verbalizada que temos nas Escrituras. De fato, Deus não deve somente existir, mas ele também deve ter falado. Deve ter falado de forma muito mais do que meramente apelativa para experiências extraordinárias e emocionais. Necessitamos fatos proposicionais. Precisamos saber quem ele é, e qual o seu caráter, porque seu caráter é a lei do universo. Ele nos contou tudo acerca de seu caráter, e esta se tornou a nossa lei moral, nosso padrão moral. Não se trata de algo arbitrário, pois está firmado em Deus mesmo, no que sempre foi. Trata-se precisamente do oposto do que é relativo. Ou é isso, ou a moral não é moral. Ela se tornará simples médias sociométricas ou padrões arbitrários impostos pela sociedade, o Estado ou uma elite. É um ou outro”. [O Deus que se revela, p .72].

Por: Mizael A. Reis 

Era Paulo um Estoico?

junho 26, 2017


Por: Diogo Vasconcellos


O estoicismo foi uma escola de filosofia helenística fundada em Atenas, por um certo Zenão de Cítio, no início do século III a.C, cuja alcunha foi extraída da palavra grega Στοά (Stoa), um Pórtico, um corredor coberto (comumente destinado ao uso público), no qual se reuniam seus seguidores e partir de onde o nome da filosofia se originou (1).

Para o estoico, é necessário que o indivíduo esteja em constante harmonia com a natureza para atingir a sabedoria. Assim sendo, para esse indivíduo, o único bem que existe é a retidão da vontade e o único mal, o vício. O que não é nem virtude nem vício é indiferente. Logo, a doença, a morte, a pobreza, a escravidão, por exemplo, não são males, portanto o sábio estoico não deve sofrer por eles. Em suma, seus pilares mais salientes, são a impassividade e imperturbabilidade (5), já que todas as coisas estão devidamente estabelecidas por uma espécie de de determinismo cósmico fatalista (6), a saber: pronoia e heimarmene[1].


Nas Palavras do próprio Zenão, em A República, recitado na obra de Umberto Cerroni (7):

A humanidade, já não dividida em nações,cidades, burgos, mas todos os homens considerados co-nacionais e concidadãos: uma só sociedade, como um só mundo; todos os povos constituem um só rebanho, que se apascenta no mesmo campo (...) isso é justo por natureza, não por convenção... O sumo bem consiste em viver conforme a natureza; e este, pois, uma só coisa com a vida virtuosa, dado que a natureza nos guia, ela mesma, para a virtude”.


Para fins de melhor compreensão acerca do pensamento estoico, se atente para a seguinte narrativa da vida do Antonino Imperador Marco Aurélio durante a guerra (21) marcomana[2]:

(...)não se tivesse rebelado Avídio Cássio no Oriente; e Avídio nomeou-se imperador, segundo dizem alguns, de acordo com o desejo de Faustina, que perdia a esperança em relação à saúde do marido(...)E, na verdade, Antonino não ficou muito perturbado com a defecção de Cássio, nem se enfureceu contra os seus entes queridos(...)Em Roma houve também distúrbios, como se, dada a ausência de Antonino, Cássio estivesse para chegar. Porém Cássio foi imediatamente morto e a sua cabeça trazida a Antonino. Marco, todavia, não ficou exultante com a morte de Cássio e mandou inumar a sua cabeça.


Esse trecho extraído do livro “História Augusta”, ilustra de forma bem clara o clássico exemplo da apatheia[3] estóica de libertar-se da raiva, da inveja e do ciúme (8).

Ora, devido a isso, os estoicos apresentaram sua filosofia como um modo de vida e pensavam que a melhor indicação da filosofia de um indivíduo não era, nas palavras de Sellars (9), o que uma pessoa diz mas como essa pessoa se comporta. Isto é, para viver uma boa vida, era preciso entender as regras da ordem natural, uma vez que ensinavam que tudo estava enraizado na natureza.


Lembrando a frase de Epíteto (um famoso estoico): “não deseja que o que acontece aconteça como queres, mas queiras que o que acontece aconteça como acontece e serás feliz”. Ou seja, a raiz da imperturbabilidade e impassividade do pensador estoico, está na ideia de que não há motivos para se demover emocionalmente por nada, já que absolutamente tudo que acontece (a dor, a perda, a morte etc.) está fatalisticamente determinado, o que torna todos os homens iguais (12). Logo, o desejo humano não poderia “lutar com a natureza”(Ibid., p.254)

A despeito de toda a elucidação acerca dessa linha filosófica, há uma flagrante e constante investida por parte da teologia não ortodoxa, também de filósofos da ala da esquerda política ou, até mesmo, por simpatizantes do movimento LGBT (2), arrematando que a teologia paulina teria sofrido influência do estoicismo (3). Embora criativa, é tão rasa e superficial, intelectualmente falando, como presumir que alguém é consagrado a alguma entidade do candomblé simplesmente por estar usando uma camisa vermelha num dia de sexta feira.

Tais linhas de raciocínio são indutivas e repletas de argumentos non sequitur[4] e reductio ad absurdum[5]Certamente são mais do que suficientes para converter a grande massa, esquecendo-se, contudo, das mentes pensantes que possuem todo o arcabouço intelectual para desarmá-la.

O argumento mais comum e clichê desses auto-declarados pensadores, baseia-se numa forçosa associação de conceitos criada entre os escritos do ex-fariseu e o pensamento estoico, sendo um deles a definição do termo “ordem natural”. Tal concepção é cara ao pensador estoico, contudo não é termo sequer cunhado por eles como logo adiante iremos temporizar. Afirmar que Paulo sofreu qualquer influência do estoicismo embasando-se em fraseologias e expressões idiomáticas é uma ideia no mínimo sofrível (para não dizer intelectualmente suspeita do ponto de vista da honestidade).

Caso, ainda assim, haja forçosa insistência em classificá-lo como estoico, todo o estoicismo de Paulo terminaria na altura do capítulo 7 devido ao pilar do pensamento estoico da Apatheia (do grego: πάθεια, onde:  a– “ausência” e  πάθος  pathos πάθος sofrimento ou paixão) que dentro da concepção do estoicismo, é um estado de espírito alcançado quando uma pessoa está livre de pertubações emocionais.  É notável, todavia, que não há qualquer espírito imperturbável em Paulo no que tange à sua teologia, muito pelo contrário. Esse é o homem que, ao enxergar seu conflito interno com sua natureza pecaminosa exclama “o bem que quero esse não faço, mas o mal que não quero esse faço. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo dessa morte? “. Se isso é ser impassível e imperturbável, Paulo deveria ter sido o pior e mais fracassado dos estoicos…

Ademais, com frequência distorcem paulatinamente o conceito do “natural”, levando indutivamente o leitor por sendas que em nada se comunicam nem com o conceito estoico nem tampouco com o conceito cristão.

Até mesmo nas Leis de Platão, a pederastia carnal foi descrita como “contrária à natureza”, chegando o filósofo mesmo a sugerir que se uma lei proibindo tal comportamento fosse proposta, seria popular entre as cidades-Estado gregas – e que “provavelmente tal lei seria aprovada como correta.”(20)

Outrossim, o conceito de aceitação da natureza feita pelo pelos defensores dessa proposição também é bem limitado. O cristianismo não defende a ideia do “deixa a vida me levar”, endossando tudo que é instintivo e natural do homem como algo não combatível. Diferente disso somos exortados continuamente a lutarmos “contra a nossa própria natureza” (cf. Colossenses 3) continuamente. Haja vista sua corrupção e radical depravação (cf. Romanos 7).

Vários desses ainda afirmam que a visão das relações heterossexuais como sendo o viés natural é prototipamente grega, quando, na verdade essa visão de mundo, é tão antiga como o próprio mundo. Além de tratar-se de algo não apenas majoritariamente observável na natureza é também o princípio mantenedor do próprio Estado: o Estado apenas existe porque existem pessoas. Logo, o Estado só poderá continuar a existir se pessoas continuarem a existirem. E pessoas apenas continuarão a existir por meio da procriação, e esta, por sua vez, apenas é possível nas relações heterossexuais. Mesmo os gregos, em sua prática preferencialmente homo afetiva sabiam dessa máxima e, por saberem dessa verdade, a despeito de manterem a pederastia como prática comum, ainda adotavam como conceito de família o chamado “núcleo conservador”: Homem, mulher e prole. Ou seja, por lógica, o conceito de família precede o Estado. Ele (o Estado), não criou o conceito de família, apenas o absolveu.

Por fim, o argumento mais risível. Afirmam: Paulo seria um judeu grego. Curiosamente parecem desconhecer a origem farisaica do famoso evangelista. O teólogo alemão Gustav Adolf Deissmann (11), dizia que Paulo foi um “helenista para os helenistas porque a língua e a alma do Helenismo haviam chegado até ele com o ar de Tarso”. 

Ora... A despeito do renome do autor supracitado, essa assertiva é de um simplismo e reducionismo aterrador, pois o farisaísmo, seita judaica da qual Paulo foi correligionário, era o remanescente mais ortodoxo da fé judaica no chamado “período inter-bíblico[6]”. Tratava-se, justamente, de uma resistência à helenização do judaísmo imposta por Antíoco Epifânio[7] durante o regime do governo selêucida (12) fazendo um contra ponto com os saduceus. Esses últimos sim eram judeus helenizados. Já Paulo, chega ao ponto de se denominar “fariseu de fariseus”[8], o que desmonta a coerência argumentativa de Deissmann.

Todavia, a despeito do fato do pregador de Tarso valer-se, ao longo de sua vida discipular, de termos e expressões que remeta-nos a lembrar de linhas filosóficas alheias ao berço cristão, não é plausível, nem suficiente, valer-se dessa informação para concluir de maneira inequívoca que o apóstolo tivesse sua doutrinologia afetada, em sua essência, por outras matrizes. Esse ponto será uma das tratativas que procuraremos demonstrar de maneira homogênea nessa obra, tendo em vista a relativa diversidade de formas de estoicismo[9]Registre-se que estamos num contexto de um mundo romano helenizado, e certas idiossincrasias são perfeitamente normais em qualquer época.

O que é notável, por assim dizer, é uma admissão clara e inequívoca de que o próprio Paulo, em suas pregações públicas, usava os termos, expressões, histórias e poemas que eram comuns ao entendimento do ouvinte gentio, para efetivar a transmissão da mensagem evangelística. Note o texto de Atos 17.18-32:


E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele, havendo quem perguntasse: Que quer dizer esse tagarela? E outros: Parece pregador de estranhos deuses; pois pregava a Jesus e a ressurreição. Então, tomando-o consigo, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos saber que nova doutrina é essa que ensinas? Posto que nos trazes aos ouvidos coisas estranhas, queremos saber o que vem a ser isso. Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades. Então, Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos. Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns escarneceram, e outros disseram: A respeito disso te ouviremos noutra ocasião (4).

Note que ao deparar-se com os estoicos, houve não finidade, mas estranheza da parte desses ouvintes. A pregação de Paulo não lhes soava familiar. 

Teimosamente, alguns ainda quereriam afirmar que, a essa altura, o evangelista ainda não tivera contato com a escola estoica. Tal pensamento não se sustenta, sendo, no minimo estranho, a um cidadão romano do "calibre" de Paulo como veremos adiante.


Paulo, teria vivido durante o período no qual predominava a chamada escola estoica imperial, cujo maior expoente é, ninguém menos, do que o já citado imperador Marco Aurélio. A essa altura o pensamento estoico era bem difundido e não é nada razoável conjecturar que o apóstolo educado em uma das capitais da educação do império (Tarso), não tivesse recebido qualquer instrução sobre o assunto. Certamente o tinha. E, não obstante, certamente o dominava.

Seu conhecimento fica patenteado ao longo das citações feitas por ele no próprio sermão. Aliás o único sermão evangelístico desprovido de citações dos textos sagrados: Paulo prega citando os poetas gregos, único conhecimento comum entre ele e os atenienses, realçando ainda mais sua erudição. Aliás, parece tratar-se de um estilo muito comum e inteligente de retórica usado pelo ex-fariseu na sua empreitada entre os não judeus ao tentar valer-se de termos familiares na exposição textual. Observe:

  • “Porque dele também somos geração” (Atos 17.28) – Essa frase de Paulo é inspirada no poeta Epiménides de Cnossos (século VI antes Cristo)[10].
  • “As más conversações corrompem os bons costumes” (I Coríntios 15.33) – Esse provérbio é retirado do poeta grego Menandro, do séc. Iv antes de Cristo[11].
  • “Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos” (Tito 1.12) – Citaçäo do poeta (ou profeta, como diz Paulo) cretense Epiménides de Cnossos (século VI antes de Cristo).[12]

Ora, tendo em vista todo esse histórico de citações, é bem improvável que o preletor em questão desconhecesse o ponto de vista do estoicos e epicureus que estavam presentes no areópago. Isso fica endossado, ainda que de forma paradoxal (como mostraremos adiante) historicamente pelo padre dominicano Jerome Murphy-o’Connor, quando diz (13):


Inevitavelmente, a “universidade” de Tarso se tornou uma fortaleza do estoicismo. Paulo dificilmente escaparia à sua influência, mesmo que não o estudasse. Há alguns traços de estoicismo em suas cartas. Os princípios básicos dessa filosofia eram simples. Tudo acontece segundo uma razão divina.


Também o escritor Joseph Holzer (14), afirma que “é bem possível que Paulo, quando menino, tenha cruzado muitas vezes com Atenodoro[13] nas ruas da sua cidade”. Mesmo sabendo que não há qualquer evidência histórica que tal “esbarrão” tenha ocorrido.

Uma vez provado que Paulo, era um exímio conhecedor da filosofia e da cultura grega, ter estudado em um dos maiores centros intelectuais de sua época e, não obstante, ser concidadão de Atenodoro, o estoico, é razoável presumir seu conhecimento de causa. Contudo, a afirmação feita acima acerca da paralaxe cognitiva do senhor o’Connor na citação de seu livro, dá-se pelo simples fato de que afirmar que nos escritos de Paulo de Tarso há “traços de estoicismo”, usando  para tanto a crítica textual como desculpa, é no mínimo um argumento pueril, quiçá intelectualmente suspeito do ponto de vista da honestidade. 

Não deixa de tratar-se de algo não pouco curioso, a seletividade e parcialidade da teologia não ortodoxa quanto a utilização dos textos sagrados. A mesma Bíblia que lhes serviu de fonte conclusiva para identificá-lo como “estoico”, não é levada em consideração quando textos como o de Atos, apontam que os estoicos lá presentes não concordavam com o conteúdo da pregação de Paulo. O texto informa que eles disputavam com Paulo chamando-o de paroleiro[14].

Com base no próprio texto, é possível, portanto, extrair vários pontos que elucidam o posicionamento de Paulo, sua doutrina e pregação. A saber:

  1. A exposição doutrinária de Paulo nao era familiar aos estoicos, portanto, diferente. (v. 18)
  2. A pregação de Paulo lhes era tão incomum e absurda, que o apóstolo foi apelidado ofensiva e pejorativamente de paroleiro. (v. 18)
  3. Sua doutrina foi chamada de estranha por causa da ideia de ressurreição (v. 19)
  4. Seu conteúdo expositivo era tão absurdamente diferente dos costumes dos atenienses que, movidos por curiosidade, inquiriram ainda mais o apóstolo sobre o assunto.
  5. Paulo, prega o evangelho sem citar nenhum texto das Escrituras, haja vista que, embora o judaísmo fosse amplamente difundido no mundo antigo, os helênicos não estavam familiarizados  lei de Moisés ou os profetas. Assim sendo, Paulo prega aos atenienses citando seus próprios poetas e conhecimento que lhes era comum.
  6. Quando se depararam com o cerne da mensagem do evangelho (a cruz e a ressurreição), imediatamente desprezaram o apóstolo.
  7. De todos os ouvintes imersos naquele contexto filosófico, apenas duas almas se salvaram.

Portanto, a questão é: Como o pensamento de Paulo pode ter resquícios dessa filosofia se, ao pregar na presença dos estoicos esses “estranharam”,  por assim dizer, o conteúdo de seu ensinamento? Há uma incoerência patente aqui.

O argumento mais comum e clichê baseia-se numa forçosa associação de conceitos criada entre os escritos do ex-fariseu, registrados especialmente nos dois primeiros capítulos da Catedral da Fé Cristã[15], e o pensamento estoico, sendo um deles a definição do termo “ordem natural”. Tal concepção é cara ao pensador estoico, contudo não é termo sequer cunhado por eles como logo adiante iremos temporizar. Afirmar que Paulo sofreu qualquer influência do estoicismo embasando-se em fraseologias e expressões idiomáticas é uma ideia bastante sofrível.

É necessário lembrar que os comentários do apóstolo nos capítulos 1 e 2 de sua carta são uma diatribe[16]. Um recurso de oratória didático e muito comum usado por vários políticos e oradores não estoicos. Registre-se que estamos num contexto de um mundo romano helenizado, e certas idiossincrasias são perfeitamente normais em qualquer época.

Se essa sagacidade sofista também fosse aplicada na hermenêutica, numa leitura simples dos três primeiros capítulos dessa carta seria fácil chegar a fatídica conclusão que o termo “uso natural” ou mesmo o termo “contrário à natureza” é aplicado por ele no que tange àquilo que já havia sido estabelecido na criação (cf. Os capítulos 5 a 7 por inteiro). Dessa forma, a exegese da mensagem não está na etimologia da palavra, mas sim no conceito nela imbuído. Essa prática de reaproveitamento de palavras com mudanças de conceitos é extremamente comum em toda teologia cristã neotestamentária. Exemplo disso é o próprio termo grego “logos“: enquanto no conceito neoplatônico, a temos com um significado, a visão estoica o conota de outra maneira e na teologia cristã a mesma palavra recebe outro sentido. Isso é uma mera questão de interpretação de texto simples, sem muita elaboração. E é por isso que teratologias argumentativas como as dos que tais coisas defendem são, no mínimo assustadoras.

Ademais, o conceito de aceitação da natureza explicitada no pensamento dessa linha filosófica é estranha ao pensamento cristão. O cristianismo não endossa a proposição estoica da apatheia. Diferente disso, há uma contínua exortação (registrada principalmente nos escritos paulinos) para que o crente lute “contra sua própria natureza” (Colossenses 3), haja vista o entendimento tácito de sua condição de corrupção e radical depravação

Não é possível, todavia, negar a citação de diversos pais da igreja que, aparentemente, poderiam endossar a absurda tese o alinhamento paulino com a filosofia estoica. Entretanto, o Lexicon – dicionário teológico enciclopédico, elucida o assunto de forma excepcional (15):

(...)Nota-se uma ampla convergência entre estoicos e cristaos na visao do homem como centro do cosmo. Relativamente ao matrimonio do qual se justifica somente a finalidade procriativa, o estoicismo parece ser ainda mais radical que a Bíblia: fica excluído o prazer isolado da procriação, uma vez que quaisquer tipos de paixão devem ser erradicadas. Todos esses conceitos presentes nos estoicos Epicteto, Lucano, Seneca aparecem nos cristãos Justino, Atenágoras, Minúcio Felix e Clemente de Alexandria até às notáveis confluencias observadas em João Crisóstomo. Frequentemente porém, as convergências são puramente exteriores; e mesmo quando Tertuliano fala, por exemplo, de “Seneca Saepe noster” (“Sêneca muits vezes é dos nossos”) ou Jerônimo diz que “Stoici nostro dogmati in plerisque concordant” (“Os estoicos estão de acordo com nossos dogmas em muitas coisas”), estão apenas indicando idênticas categorias de pensamento, e não certamente a equivalencia de conteúdos dourinais(...)


Os pais da igreja, logo, não ratificavam a doutrina estoica a qual, diga-se de passagem, não admitia um Deus pessoal, nem tampouco a ideia de ressureição que, nas palavras do próprio heterodoxo Rudolf Bultmann “é correto afirmar que sem a ressurreição a religião baseada nas tradições sobre o nazareno perde completamente seu sentido.” (16).

Logo, não há razão do ponto de vista da análise critica, em afirmar que o evangelista dos gentios, tivesse quaisquer simpatia ou afinidade com a filosofia estoica.

Talvez o maior erro dos “filósofos da conveniência”, seja tentar tornar simplista elementos que não são, se valendo para tanto de argumentos pseudo dedutivos como supracitados. É possível concluir, portanto, que a verdadeira erudição vai muito além de verborragias de citações descontextualizadas e indutivas.

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[1] Do grego πρωνοια (pronoia) e Ἑιμαρμενη (heimarmene). Provisão e destino.
[2] As guerras marcomanas ou marcomânicas foram uma série de conflitos militares que duraram mais de doze anos, nos quais o Império Romano enfrentou os marcomanos - uma tribo germânica que habitavam a região sul do rio Danúbio. (Historia Augusta, Marco Aurélio, 12, 92)
[3] Apatheia (do grego: ἀπάθεια, onde: ἀ a- "ausência" e πάθος - pathos πάθος "sofrimento" ou "paixão") de acordo com a filosofia estoica, é um estado de espírito alcançado quando uma pessoa está livre de pertubações emocionais. (apatia in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/$apatia)
[4] Non sequitur é uma expressão latina (em português "não se segue") que designa a falácia lógica na qual a conclusão não decorre das premissas. Em um non sequitur, a conclusão pode ser verdadeira ou falsa, mas o argumento é falacioso porque há falta de conexão entre a premissa inicial e a conclusão. (25)
[5] Latim para "redução ao absurdo", é um tipo de argumento lógico no qual alguém assume uma ou mais hipóteses e, a partir destas, deriva uma consequência absurda ou ridícula, e então conclui que a suposição original deve estar errada.
[6] Interbíblico é o nome que caracteriza o período de silêncio da voz profética entre o Velho e o Novo Testamento.
[7] Antíoco IV Epífânio foi um rei da dinastia Selêucida que governou a Síria entre 175 a.C. e 164 a.C. (12)
[8] Cf. Atos dos Apostolos 23.6 e Filipenses 3.5
[9] Estoicismo antigo (século III a.C), estoicismo médio (180 a.C.) e estoicismo imperial ou novo estoicismo (sec. I em diante)
[10] Essa citaçäo foi tirada de "Fenómenos", de Aratos, poeta ciliciano (século III antes de Cristo).
[11] Essa citação de Paulo foi extraída da comédia grega de Menandro, da obra “Thais”
[12] Essa citação de Paulo foi transcrita da obra “Cretica” de Epimênides.
[13] Atenodoro, cognominado Cordylion (em grego antigo: Αθηνόδωρος Κορδυλίων; nasceu na primeira metade do século I a.C.) foi um filósofo estoico, nascido em Tarso (Encyclopædia Britannica, Vol. II, p. 831)
[14] Do grego spermologos (σπερμολόγος), tagarela. Parece ter sido usado para se referir a alguém acostumado a perambular pelas ruas e mercados, apanhando sobras que caem de cargas, por conseguinte, um parasita que vive às custas dos outros, um dependente. (VINE, 850).
[15] A Carta de Paulo aos Romanos tem sido frequentemente descrita como “A Catedral da Fé Cristã” devido à sua importância no desenvolvimento da doutrina cristã da salvação no Novo Testamento, e suas alusões ao Antigo Testamento. (28)
[16] Uma técnica de retórica agressiva que se vale de um interlocutor imaginário, tendo como finalidade chocar e confrontar seus ouvintes com alguma verdade moral. (29)



Bibliografia

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