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Era Paulo um Estoico?

junho 26, 2017


O  estoicismo foi uma escola de filosofia helenística fundada em Atenas, por um certo Zenão de Cítio, no início do século III a.C, cuja alcunha foi extraída da palavra grega Στοά (Stoa), um Pórtico, um corredor coberto (comumente destinado ao uso público), no qual se reuniam seus seguidores e partir de onde o nome da filosofia se originou (1).

Para o estoico, é necessário que o indivíduo esteja em constante harmonia com a natureza para atingir a sabedoria. Assim sendo, para esse indivíduo, o único bem que existe é a retidão da vontade e o único mal, o vício. O que não é nem virtude nem vício é indiferente. Logo, a doença, a morte, a pobreza, a escravidão, por exemplo, não são males, portanto o sábio estoico não deve sofrer por eles. Em suma, seus pilares mais salientes, são a impassividade e impertubabilidade (5), já que todas as coisas estão devidamente estabelecidas por uma espécide de determinismo cósmico fatalista (6), a saber: pronoia e heimarmene[1]


Nas Palavras do próprio Zenão, em A República, recitado na obra de Umberto Cerroni (7):

A humanidade, já não dividida em nações,cidades, burgos, mas todos os homens considerados conacionais e concidadãos: uma só sociedade, como um só mundo; todos os povos constituem um só rebanho, que se apascenta no mesmo campo (...) isso é justo por natureza, não por convenção... O sumo bem consiste em viver conforme a natureza; e este, pois, uma só coisa com a vida virtuosa, dado que a natureza nos guia, ela mesma, para a virtude”.

Para fins de melhor compreensão acerca do pensamento estoico, se atente para a seguinte narrativa da vida do Antonino Imperador Marco Aurélio durante a guerra (21) marcomana[2]:

(...)não se tivesse rebelado Avídio Cássio no Oriente; e Avídio nomeou-se imperador, segundo dizem alguns, de acordo com o desejo de Faustina, que perdia a esperança em relação à saúde do marido(...)E, na verdade, Antonino não ficou muito perturbado com a defecção de Cássio, nem se enfureceu contra os seus entes queridos(...)Em Roma houve também distúrbios, como se, dada a ausência de Antonino, Cássio estivesse para chegar. Porém Cássio foi imediatamente morto e a sua cabeça trazida a Antonino. Marco, todavia, não ficou exultante com a morte de Cássio e mandou inumar a sua cabeça.

Esse trecho extraído do livro “História Augusta”, ilustra de forma bem clara o clássico exemplo da apatheia[3] estóica de libertar-se da raiva, da inveja e do ciúme (8).


Ora, devido a isso, os estoicos apresentaram sua filosofia como um modo de vida e pensavam que a melhor indicação da filosofia de um indivíduo não era, nas palavras de Sellars (9), o que uma pessoa diz mas como essa pessoa se comporta. Isto é, para viver uma boa vida, era preciso entender as regras da ordem natural, uma vez que ensinavam que tudo estava enraizado na natureza. 

Lembrando a frase de Epíteto (um famoso estoico): “não deseja que o que acontece aconteça como queres, mas queiras que o que acontece aconteça como acontece e serás feliz”. Ou seja, a raiz da imperturbabilidade e impassividade do pensador estoico, está na ideia de que não há motivos para se demover emocionalmente por nada, já que absolutamente tudo que acontece (a dor, a perda, a morte etc.) está fatalisticamente determinado, o que torna todos os homens iguais (12). Logo, o desejo humano não poderia “lutar com a natureza”( Ibid., p.254)

A despeito de toda a elucidação acerca dessa linha filosófica, há uma flagrante e constante investida por parte da teologia não ortodoxa, também de filósofos da ala da esquerda política ou, até mesmo, por simpatizantes do movimento LGBT (2), arrematando que a teologia paulina teria sofrido influência do estoicismo (3). Embora criativa, é tão rasa e superficial, intelectualmente falando, como presumir que alguém é consagrado a alguma entidade do candomblé simplesmente por estar usando uma camisa vermelha num dia de sexta feira.

Tais linhas de raciocínio são indutivas e repletas de argumentos non sequitur[4] e reductio ad absurdum[5]Certamente são mais do que suficientes para converter a grande massa, esquecendo-se, contudo, das mentes pensantes que possuem todo o arcabouço intelectual para desarmá-la.


O argumento mais comum e clichê desses auto-declarados pensadores, baseia-se numa forçosa associação de conceitos criada entre os escritos do ex-fariseu e o pensamento estoico, sendo um deles a definição do termo “ordem natural”. Tal concepção é cara ao pensador estoico, contudo não é termo sequer cunhado por eles como logo adiante iremos temporizar. Afirmar que Paulo sofreu qualquer influência do estoicismo embasando-se em fraseologias e expressões idiomáticas é uma ideia no mínimo sofrível (para não dizer intelectualmente suspeita do ponto de vista da honestidade).

Caso, ainda assim, haja forçosa insistência em classificá-lo como estoico, todo o estoicismo de Paulo terminaria na altura do capítulo 7 devido ao pilar do pensamento estoico da Apatheia (do grego: πάθεια, onde:  a– “ausência” e πάθος  pathos πάθος sofrimento ou paixão) que dentro da concepção do estoicismo, é um estado de espírito alcançado quando uma pessoa está livre de pertubações emocionais.  É notável, todavia, que não há qualquer espírito imperturbável em Paulo no que tange à sua teologia, muito pelo contrário. Esse é o homem que, ao enxergar seu conflito interno com sua natureza pecaminosa exclama “o bem que quero esse não faço, mas o mal que não quero esse faço. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo dessa morte? “. Se isso é ser impassível e imperturbável, Paulo deveria ter sido o pior e mais fracassado dos estoicos…

Ademais, com frequência distorcem paulatinamente o conceito do “natural”, levando indutivamente o leitor por sendas que em nada se comunicam nem com o conceito estoico nem tampouco com o conceito cristão.

Até mesmo nas Leis de Platão, a pederastia carnal foi descrita como “contrária à natureza”, chegando o filósofo mesmo a sugerir que se uma lei proibindo tal comportamento fosse proposta, seria popular entre as cidades-Estado gregas – e que “provavelmente tal lei seria aprovada como correta.”(20)

Outrossim, o conceito de aceitação da natureza feita pelo pelos defensores dessa proposição também é bem limitado. O cristianismo não defende a ideia do “deixa a vida me levar”, endossando tudo que é instintivo e natural do homem como algo não combatível. Diferente disso somos exortados continuamente a lutarmos “contra a nossa própria natureza” (cf. Colossenses 3) continuamente. Haja vista sua corrupção e radical depravação (cf. Romanos 7).

Vários desses ainda afirmam que a visão das relações heterossexuais como sendo o viés natural é prototipamente grega, quando, na verdade essa visão de mundo, é tão antiga como o próprio mundo. Além de tratar-se de algo não apenas majoritariamente observável na natureza é também o princípio mantenedor do próprio Estado: o Estado apenas existe porque existem pessoas. Logo, o Estado só poderá continuar a existir se pessoas continuarem a existirem. E pessoas apenas continuarão a existir por meio da procriação, e esta, por sua vez, apenas é possível nas relações heterossexuais. Mesmo os gregos, em sua prática preferencialmente homo afetiva sabiam dessa máxima e, por saberem dessa verdade, a despeito de manterem a pederastia como prática comum, ainda adotavam como conceito de família o chamado “núcleo conservador”: Homem, mulher e prole. Ou seja, por lógica, o conceito de família precede o Estado. Ele (o Estado), não criou o conceito de família, apenas o absolveu.

Por fim, o argumento mais risível. Afirmam: Paulo seria um judeu grego. Curiosamente parecem desconhecer a origem farisaica do famoso evangelista. O teólogo alemão Gustav Adolf Deissmann (11), dizia que Paulo foi um “helenista para os helenistas porque a língua e a alma do Helenismo haviam chegado até ele com o ar de Tarso”. 

Ora... A despeito do renome do autor supracitado, essa assertiva é de um simplismo e reducionismo aterrador, pois o farisaísmo, seita judaica da qual Paulo foi correligionário, era o remanescente mais ortodoxo da fé judaica no chamado “período inter-bíblico[6]”. Tratava-se, justamente, de uma resistência à helenização do judaísmo imposta por Antíoco Epifânio[7] durante o regime do governo selêucida (12) fazendo um contra ponto com os saduceus. Esses últimos sim eram judeus helenizados. Já Paulo, chega ao ponto de se denominar “fariseu de fariseus”[8], o que desmonta a coerência argumentativa de Deissmann.

Todavia, a despeito do fato do pregador de Tarso valer-se, ao longo de sua vida discipular, de termos e expressões que remeta-nos a lembrar de linhas filosóficas alheias ao berço cristão, não é plausível, nem suficiente, valer-se dessa informação para concluir de maneira inequívoca que o apóstolo tivesse sua doutrinologia afetada, em sua essência, por outras matrizes. Esse ponto será uma das tratativas que procuraremos demonstrar de maneira homogênea nessa obra, tendo em vista a relativa diversidade de formas de estoicismo[9]Registre-se que estamos num contexto de um mundo romano helenizado, e certas idiossincrasias são perfeitamente normais em qualquer época.

O que é notável, por assim dizer, é uma admissão clara e inequívoca de que o próprio Paulo, em suas pregações públicas, usava os termos, expressões, histórias e poemas que eram comuns ao entendimento do ouvinte gentio, para efetivar a transmissão da mensagem evangelística. Note o texto de Atos 17.18-32:


E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele, havendo quem perguntasse: Que quer dizer esse tagarela? E outros: Parece pregador de estranhos deuses; pois pregava a Jesus e a ressurreição. Então, tomando-o consigo, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos saber que nova doutrina é essa que ensinas? Posto que nos trazes aos ouvidos coisas estranhas, queremos saber o que vem a ser isso. Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades. Então, Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos. Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns escarneceram, e outros disseram: A respeito disso te ouviremos noutra ocasião (4).

Note que ao deparar-se com os estoicos, houve não finidade, mas estranheza da parte desses ouvintes. A pregação de Paulo não lhes soava familiar. 

Teimosamente, alguns ainda quereriam afirmar que, a essa altura, o evangelista ainda não tivera contato com a escola estoica. Tal pensamento não se sustenta, sendo, no minimo estranho, a um cidadão romano do "calibre" de Paulo como veremos adiante.


Paulo, teria vivido durante o período no qual predominava a chamada escola estoica imperial, cujo maior expoente é, ninguém menos, do que o já citado imperador Marco Aurélio. A essa altura o pensamento estoico era bem difundido e não é nada razoável conjecturar que o apóstolo educado em uma das capitais da educação do império (Tarso), não tivesse recebido qualquer instrução sobre o assunto. Certamente o tinha. E, não obstante, certamente o dominava.

Seu conhecimento fica patenteado ao longo das citações feitas por ele no próprio sermão. Aliás o único sermão evangelístico desprovido de citações dos textos sagrados: Paulo prega citando os poetas gregos, único conhecimento comum entre ele e os atenienses, realçando ainda mais sua erudição. Aliás, parece tratar-se de um estilo muito comum e inteligente de retórica usado pelo ex-fariseu na sua empreitada entre os não judeus ao tentar valer-se de termos familiares na exposição textual. Observe:

  • “Porque dele também somos geração” (Atos 17.28) – Essa frase de Paulo é inspirada no poeta Epiménides de Cnossos (século VI antes Cristo)[10].
  • “As más conversações corrompem os bons costumes” (I Coríntios 15.33) – Esse provérbio é retirado do poeta grego Menandro, do séc. Iv antes de Cristo[11].
  • “Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos” (Tito 1.12) – Citaçäo do poeta (ou profeta, como diz Paulo) cretense Epiménides de Cnossos (século VI antes de Cristo).[12]

Ora, tendo em vista todo esse histórico de citações, é bem improvável que o preletor em questão desconhecesse o ponto de vista do estoicos e epicureus que estavam presentes no areópago. Isso fica endossado, ainda que de forma paradoxal (como mostraremos adiante) historicamente pelo padre dominicano Jerome Murphy-o’Connor, quando diz (13):

Inevitavelmente, a “universidade” de Tarso se tornou uma fortaleza do estoicismo. Paulo dificilmente escaparia à sua influência, mesmo que não o estudasse. Há alguns traços de estoicismo em suas cartas. Os princípios básicos dessa filosofia eram simples. Tudo acontece segundo uma razão divina.


Também o escritor Joseph Holzer (14), afirma que “é bem possível que Paulo, quando menino, tenha cruzado muitas vezes com Atenodoro[13] nas ruas da sua cidade”. Mesmo sabendo que não há qualquer evidência histórica que tal “esbarrão” tenha ocorrido.

Uma vez provado que Paulo, era um exímio conhecedor da filosofia e da cultura grega, ter estudado em um dos maiores centros intelectuais de sua época e, não obstante, ser concidadão de Atenodoro, o estoico, é razoável presumir seu conhecimento de causa. Contudo, a afirmação feita acima acerca da paralaxe cognitiva do senhor o’Connor na citação de seu livro, dá-se pelo simples fato de que afirmar que nos escritos de Paulo de Tarso há “traços de estoicismo”, usando  para tanto a crítica textual como desculpa, é no mínimo um argumento pueril, quiçá intelectualmente suspeito do ponto de vista da honestidade. 

Não deixa de tratar-se de algo não pouco curioso, a seletividade e parcialidade da teologia não ortodoxa quanto a utilização dos textos sagrados. A mesma Bíblia que lhes serviu de fonte conclusiva para identificá-lo como “estoico”, não é levada em consideração quando textos como o de Atos, apontam que os estoicos lá presentes não concordavam com o conteúdo da pregação de Paulo. O texto informa que eles disputavam com Paulo chamando-o de paroleiro[14].

Com base no próprio texto, é possível, portanto, extrair vários pontos que elucidam o posicionamento de Paulo, sua doutrina e pregação. A saber:

  1. A exposição doutrinária de Paulo nao era familiar aos estoicos, portanto, diferente. (v. 18)
  2. A pregação de Paulo lhes era tão incomum e absurda, que o apóstolo foi apelidado ofensiva e pejorativamente de paroleiro. (v. 18)
  3. Sua doutrina foi chamada de estranha por causa da ideia de ressurreição (v. 19)
  4. Seu conteúdo expositivo era tão absurdamente diferente dos costumes dos atenienses que, movidos por curiosidade, inquiriram ainda mais o apóstolo sobre o assunto.
  5. Paulo, prega o evangelho sem citar nenhum texto das Escrituras, haja vista que, embora o judaísmo fosse amplamente difundido no mundo antigo, os helênicos não estavam familiarizados  lei de Moises ou os profetas. Assim sendo, Paulo prega aos atenienses citando seus próprios poetas e conhecimento que lhes era comum.
  6. Quando se depararam com o cerne da mensagem do evangelho (a cruz e a ressurreição), imediatamente desprezaram o apóstolo.
  7. De todos os ouvintes imersos naquele contexto filosófico, apenas duas almas se salvaram.
Portanto, a questão é: Como o pensamento de Paulo pode ter resquícios dessa filosofia se, ao pregar na presença dos estoicos esses “estranharam”,  por assim dizer, o conteúdo de seu ensinamento? Há uma incoerência patente aqui.

O argumento mais comum e clichê baseia-se numa forçosa associação de conceitos criada entre os escritos do ex-fariseu, registrados especialmente nos dois primeiros capítulos da Catedral da Fé Cristã[15], e o pensamento estoico, sendo um deles a definição do termo “ordem natural”. Tal concepção é cara ao pensador estoico, contudo não é termo sequer cunhado por eles como logo adiante iremos temporizar. Afirmar que Paulo sofreu qualquer influência do estoicismo embasando-se em fraseologias e expressões idiomáticas é uma ideia bastante sofrível.

É necessário lembrar que os comentários do apóstolo nos capítulos 1 e 2 de sua carta são uma diatribe[16]. Um recurso de oratória didático e muito comum usado por vários políticos e oradores não estoicos. Registre-se que estamos num contexto de um mundo romano helenizado, e certas idiossincrasias são perfeitamente normais em qualquer época.

Se essa sagacidade sofista também fosse aplicada na hermenêutica, numa leitura simples dos três primeiros capítulos dessa carta seria fácil chegar a fatídica conclusão que o termo “uso natural” ou mesmo o termo “contrário à natureza” é aplicado por ele no que tange àquilo que já havia sido estabelecido na criação (cf. Os capítulos 5 a 7 por inteiro). Dessa forma, a exegese da mensagem não está na etimologia da palavra, mas sim no conceito nela imbuído. Essa prática de reaproveitamento de palavras com mudanças de conceitos é extremamente comum em toda teologia cristã neotestamentária. Exemplo disso é o próprio termo grego “logos“: enquanto no conceito neoplatônico, a temos com um significado, a visão estoica o conota de outra maneira e na teologia cristã a mesma palavra recebe outro sentido. Isso é uma mera questão de interpretação de texto simples, sem muita elaboração. E é por isso que teratologias argumentativas como as dos que tais coisas defendem são, no mínimo assustadoras.
Ademais, o conceito de aceitação da natureza explicitada no pensamento dessa linha filosófica é estranha ao pensamento cristão. O cristianismo não endossa a proposição estoica da apatheia. Diferente disso, há uma contínua exortação (registrada principalmente nos escritos paulinos) para que o crente lute “contra sua própria natureza” (Colossenses 3), haja vista o entendimento tácito de sua condição de corrupção e radical depravação

Não é possível, todavia, negar a citação de diversos pais da igreja que, aparentemente, poderiam endossar a absurda tese o alinhamento paulino com a filosofia estoica. Entretanto, o Lexicon – dicionário teológico enciclopédico, elucida o assunto de forma excepcional (15):

(...)Nota-se uma ampla convergência entre estoicos e cristaos na visao do homem como centro do cosmo. Relativamente ao matrimonio do qual se justifica somente a finalidade procriativa, o estoicismo parece ser ainda mais radical que a Bíblia: fica excluído o prazer isolado da procriação, uma vez que quaisquer tipos de paixão devem ser erradicadas. Todos esses conceitos presentes nos estoicos Epicteto, Lucano, Seneca aparecem nos cristãos Justino, Atenágoras, Minúcio Felix e Clemente de Alexandria até às notáveis confluencias observadas em João Crisóstomo. Frequentemente porém, as convergências são puramente exteriores; e mesmo quando Tertuliano fala, por exemplo, de “Seneca Saepe noster” (“Sêneca muits vezes é dos nossos”) ou Jerônimo diz que “Stoici nostro dogmati in plerisque concordant” (“Os estoicos estão de acordo com nossos dogmas em muitas coisas”), estão apenas indicando idênticas categorias de pensamento, e não certamente a equivalencia de conteúdos dourinais(...) 

Os pais da igreja, logo, não ratificavam a doutrina estoica a qual, diga-se de passagem, não admitia um Deus pessoal, nem tampouco a ideia de ressureição que, nas palavras do próprio heterodoxo Rudolf Bultmann “é correto afirmar que sem a ressurreição a religião baseada nas tradições sobre o nazareno perde completamente seu sentido.” (16).

Logo, não há razão do ponto de vista da análise critica, em afirmar que o evangelista dos gentios, tivesse quaisquer simpatia ou afinidade com a filosofia estoica.

Talvez o maior erro dos “filósofos da conveniência”, seja tentar tornar simplista elementos que não são, se valendo para tanto de argumentos pseudo dedutivos como supracitados. É possível concluir, portanto, que a verdadeira erudição vai muito além de verborragias de citações descontextualizadas e indutivas.




[1] Do grego πρωνοια (pronoia) e Ἑιμαρμενη (heimarmene). Provisão e destino.
[2] As guerras marcomanas ou marcomânicas foram uma série de conflitos militares que duraram mais de doze anos, nos quais o Império Romano enfrentou os marcomanos - uma tribo germânica que habitavam a região sul do rio Danúbio. (Historia Augusta, Marco Aurélio, 12, 92)
[3] Apatheia (do grego: ἀπάθεια, onde: ἀ a- "ausência" e πάθος - pathos πάθος "sofrimento" ou "paixão") de acordo com a filosofia estoica, é um estado de espírito alcançado quando uma pessoa está livre de pertubações emocionais. (apatia in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/$apatia) 
[4] Non sequitur é uma expressão latina (em português "não se segue") que designa a falácia lógica na qual a conclusão não decorre das premissas. Em um non sequitur, a conclusão pode ser verdadeira ou falsa, mas o argumento é falacioso porque há falta de conexão entre a premissa inicial e a conclusão. (25)
[5] Latim para "redução ao absurdo", é um tipo de argumento lógico no qual alguém assume uma ou mais hipóteses e, a partir destas, deriva uma consequência absurda ou ridícula, e então conclui que a suposição original deve estar errada.
[6] Interbíblico é o nome que caracteriza o período de silêncio da voz profética entre o Velho e o Novo Testamento.
[7] Antíoco IV Epífânio foi um rei da dinastia Selêucida que governou a Síria entre 175 a.C. e 164 a.C. (12)
[8] Cf. Atos dos Apostolos 23.6 e Filipenses 3.5
[9] Estoicismo antigo (século III a.C), estoicismo médio (180 a.C.) e estoicismo imperial ou novo estoicismo (sec. I em diante)
[10] Essa citaçäo foi tirada de "Fenómenos", de Aratos, poeta ciliciano (século III antes de Cristo).
[11] Essa citação de Paulo foi extraída da comédia grega de Menandro, da obra “Thais”
[12] Essa citação de Paulo foi transcrita da obra “Cretica” de Epimênides.
[13]Atenodoro, cognominado Cordylion (em grego antigo: Αθηνόδωρος Κορδυλίων; nasceu na primeira metade do século I a.C.) foi um filósofo estoico, nascido em Tarso (Encyclopædia Britannica, Vol. II, p. 831)
[14] Do grego spermologos (σπερμολόγος), tagarela. Parece ter sido usado para se referir a alguém acostumado a perambular pelas ruas e mercados, apanhando sobras que caem de cargas, por conseguinte, um parasita que vive às custas dos outros, um dependente. (VINE, 850).
[15] A Carta de Paulo aos Romanos tem sido frequentemente descrita como “A Catedral da Fé Cristã” devido à sua importância no desenvolvimento da doutrina cristã da salvação no Novo Testamento, e suas alusões ao Antigo Testamento. (28)
[16] Uma técnica de retórica agressiva que se vale de um interlocutor imaginário, tendo como finalidade chocar e confrontar seus ouvintes com alguma verdade moral. (29)



Bibliografia

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2. Chiossi, Fábio Monteiro. www.uol.com.br. UOL. [Online] Folha de São Paulo, novembro 30, 2005. [Cited: maio 10, 2017.] http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft3011200521.htm.
3. Demétrius, Lisandro. Dicionário de Filosofia Lisandro Demétrius. São Paulo : Clube de Autores, 2015. pp. 162-163. 978-0-415-96825-6.
4. BIBLIA. BIBLIA SAGRADA. Carta de Paulo Aos Romanos. 1. v. 26-27.
5. Vaz, Henrique C. Lima. Escritos de Filosofia IV. São Paulo : Loyola, 1999. p. 158. Vol. I. 85-15-01988-4.
6. Pohlenz, Max. Die Stoa: Geschichte einer geistgen Bewegung. Göttingen : Vandehoeck und Ruprecht, 1949, Vol. I, pp. pp. 98-106.
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12. Tognini, Eneas. O Período Interbíblico. Sao Paulo : Hagnos, 2009. pp. 80 - 92. 978-85-7742-050-6.
13. Murphy-o'connor, Jerome. Paulo de Tarso - História de um Apóstolo. São Paulo : Edições Loyola, 2004. p. 27.
14. Holzer, Joseph. Paulo de Tarso. [ed.] Quadrante. [trans.] Maria Henriques Osswald. 2nd. São Paulo : s.n., 2008. p. 17. 9-788-574-65123-1.
15. Autores, Vários. Lexicon - Dicionário Teológico Enciclopédico. [book auth.] G. Bov. Estoicismo. São Paulo : Paulus, 2004.
16. BULTMANN, Rudolf. Novo Testamento e a Mitologia. São Leopoldo : Sinodal.
17. Puech, Aimé. História da Literatura Grega Cristã. Paulo de Tarso. Paris : s.n., 1928, Vol. I, p. 178ss.
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19. Brehier, Emile. Études de Philosophie Antique. Paris : PUF, 1955. p. 50ss.
20. Platão. As Leis de Platão. [trans.] Edson Bini. Vol. VIII, 841 c -e, pp. 342 - 343.
21. Cláudia A. Teixeira, José Luís Brandão, Nuno Simões Rodrigues. História Augusta. [trad.] José L.Luís Brandão, Nuno Simões Rodrigues Cláudia A. Teixeira. Coimbra : Universidade de Coimbra, 2010. p. 145. Vol. 1. 978-989-8281-88-3.
22. Assmann, Selvino José. Estoicismo e Helenizaçãon do Cristianismo. [book auth.] Umberto Cerroni. Pensiero Politico. Milão : Revistas de Ciências Humanas, 1995, p. 123.
23. Britannica, Encyclopædia. Encyclopædia Britannica. New York : Encyclopædia Britannica Company, 1910. p. 831. Vol. II.
24. Infopédia. www.infopedia.pt. [Online] Porto Editora, 2003. [Cited: maio 13, 2017.] https://www.infopedia.pt/$apatia.
25. Pospielovsky, Dimitry V. A History of Marxist-Leninist Atheism and Soviet Anti-Religious Policies. New York : St Martin's Press, 1987. pp. 9-10. Vol. I. 0-333-42326-7.
26. Vine, W.E. Dicionário Vine - O Significado Exegético e Expositivo ds Palavras do Antigo e do Novo Testamento. Rio de Janeiro : CPAD, 2002. p. 850. 85-263-0495-X.
27. Abaurre, Maria Luiza. Português: contexto, interlocução e sentido. s.l. : Moderna, 2008. 978-85-16-06105-0.
28. MacDonald, William. Comentário Bíblico Popular, Introdução à Carta aos Romanos. São Paulo : Mundo Cristão, 2008. p. 413. 978-85-7325-538-6.
29. Aquino, João Paulo Thomaz de. 1 Coríntios 6.12-20 e o Estilo Diatríbico. Fides Reformata. [Online] 2010. [Cited: 06 17, 2017.] http://www.mackenzie.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/revista/1Corintios_EstiloDiatribico.pdf.




Série Exposição: O Discípulo Radical

fevereiro 18, 2015
E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma? Marcos 8:34-37

Sermão Pregado
por
Welker do Espírito Santo

1. Quais são as condições para ser um discípulo de Cristo.


8.34a - E chamando a si a multidão, com os seus discípulo...

 Desde o começo de seu ministério terreno, Jesus teve pessoas que o seguiam. Estavam sempre perto dEle, não só servindo-o, mas observando tudo quanto fazia e ensinava à cerca do Reino e da vontade de Deus.

 Mas o que é ser um discípulo de Cristo?

 Nesta era pós-moderna, este termo "discípulo" ficou um tanto quanto banal. Simplesmente as condições que a maioria dos pastores ensina para ser um discípulo são: frequentar uma igreja, ser batizado, tomar a ceia, ser um dizimista e ofertante fiel, fazer parte de algum ministério e etc. Apesar de que tudo isto é importante e faz parte, não é o suficiente, é raso e superficial. O seu real significado é bem mais profundo e radical.

 A palavra grega "mathetes" empregada para discípulo é usada aproximadamente 270 vezes nos Evangelhos e no livro de Atos. Ela indica uma pessoa que se submete aos processos de aprendizado sob a responsabilidade de um professor. Esta palavra grega entrou nas línguas inglesa e portuguesa com o termo matemática, literalmente significa “disposto a aprender”.

 O conceito prevaleceu no AT e é exemplificado pelos “filhos dos profetas”, que foram os aprendizes que mais tarde substituíram Samuel, Elias e Eliseu. Algo semelhante ocorre mais tarde, no caso de Paulo, que foi “criado... aos pés de Gamaliel”. No NT, o termo é usado como alusão aos discípulos de João o Batista (Mt 9.14), dos fariseus (Mc 2.18) e de Moisés, indicando os seus adeptos contemporâneos de seus ensinos (Jo 9.28).

 Em um sentido amplo, Jesus usou a palavra “discípulo” como descrição de todos os seus seguidores vindo sob a influencia de seu ensino, esforçando-se para conformar-se aos seus princípios e ensinos.

 Jesus disse: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos.” Jo 8.31.


8.34b - Se alguém quer vir após mim...

 O Senhor Jesus faz um convite especial a todos para serem os seus seguidores ou discípulos. Ele não faz acepção de pessoas. Independente da raça, se é homem ou mulher, se é jovem, adulto, idoso ou criança, se é podre ou rico, se tem formação acadêmica ou não. Ele convida você para ser o seu discípulo.

 O discipulado é um convite pessoal. Jesus começa com uma chamada condicional: "Se alguém quer". A soberania de Deus não viola a vontade humana. É preciso existir uma predisposição para seguir a Cristo. Jesus falou de quatro tipos de ouvintes: os endurecidos, os superficiais, os ocupados e os receptivos, está escrito em Lucas 8. 1-15. Muitos querem apenas o glamour do evangelho, mas não a cruz. Querem os milagres, mas não a renúncia. Querem prosperidade e saúde, mas não arrependimento. Querem o paraíso na terra e não a bem-aventurança no céu. Jesus falou que se o homem quer construir uma torre sem calcular o custo e o general que vai a uma guerra sem avaliar com quantos soldados deve contar, é uma pessoa tola. Precisamos calcular o preço do discipulado. Ele não é barato.

 Neste texto Jesus faz o convite, mas não basta só aceitar, tem duas condições aqui para segui-lo. A primeira delas é: Negue-se a si mesmo. Versículo 34.

 As pessoas detestam obedecer ordens dos outros. Já começa dentro de casa com os pais, depois na escola com os professores e na fase adulta no local de trabalho com patrão ou chefe. Não submetem as autoridades, porque querem fazer a própria vontade. São “ego idolatras” de si mesmas. É impossível seguir a Cristo sem deixar de renunciar a vida de pecados. Negar a si mesmo significa colocar de lado ou renunciar a toda ambição pessoal e interesse próprio a favor das boas novas de Cristo relacionadas à própria vida da pessoa por um compromisso com Deus e a sua Palavra. Deus tem que ser o primeiro em nossas vidas. O discipulado é algo radical. Nós pensamos: bom, já fizemos muitas coisas radicais na vida, e estamos muitíssimos enganados! Só pelo fato de beber várias horas, bater um racha, brigas e contendas, por não cumprir as leis do Estado, por ter uma vida de crimes e rebeldias e etc., Não significa que vivemos radicalmente! A maior radicalidade que nós podemos fazer é seguir a Cristo. Cristo nos chama não para a firmação do “eu”, mas para a sua renúncia. 

 Precisamos depor as vontades do “eu” antes de seguir a Jesus. Precisamos abdicar do nosso orgulho, soberba, presunção e autoconfiança antes de seguirmos as pegadas de Jesus. Entretanto, negar-se a si mesmo não equivale à aniquilação pessoal. Não se trata de anula-se, mas de servir. Negar a si mesmo é permitir que Jesus reine supremo onde o ego tinha previamente exercido controle total. É Por isso que temos que confessar os nossos pecados, se arrepender deles e se converter ao Senhor e Salvador Jesus Cristo.

A segunda coisa que Jesus requer de nós é: Tomar a sua cruz. Versículo 34.

 Discipulado é um convite para morrer. Tomar a cruz é abraçar a morte, é seguir para o cadafalso, sofrer a pena de morte, é escolher a vereda do sacrifício. A cruz era um instrumento de morte vergonhosa. Era necessário que […] sofresse muitas coisas, fosse rejeitado (8.31). A carta aos Hebreus fala da crucificação de Jesus com termos fortes: Expondo à ignomínia (HB 6.6), o opróbrio de Cristo (11.26), não fazemos caso da ignomínia (12.13). sofreu fora da porta (13.12) e levando o seu vitupério (12.13).

 O que o condenado faz sob coação, o discípulo de Cristo faz de boa vontade. A cruz não é apenas um emblema ou um símbolo cristão, mas um instrumento de morte. Lucas fala de tomar a cruz dia a dia. Somos entregue a morte diariamente. Somos levados como ovelhas para o matadouro. Estamos carimbados para morrer.

 Essa cruz não é uma doença, um inimigo, uma fraqueza, uma dor, um filho rebelde, um casamento infeliz. Os monges viram nessa cruz a exigência da flagelação e da renúncia ao casamento. Essa cruz fala da nossa disposição de morrer para nós mesmos, para os prazeres e deleites do mundo. É considerar-se morto para o pecado e andar com um atestado de óbito no bolso.

O discipulado é um convite para uma caminhada dinâmica com Cristo. Versículo (8.34) Siga-me.

 Seguir a Cristo é algo sublime e dinâmico. Esse desafio nos é exigido todos os dias, em escolhas, decisões, propósitos, sonhos e realizações. Seguir a Cristo é imitá-lo. É fazer o que Ele faria em nosso lugar. É amar o que Ele ama e aborrecer o que Ele aborrece. É viver a vida na sua perspectiva. William Hendriksen corrobora dizendo:
Aqui, o sentido de seguir a Cristo é o de confiar nele. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3.16) 
Caminhar em seus passos. Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. (1Pe 2.21)

E obedecer ao seu comando. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.(Jo 15.14)

Por gratidão pela salvação nEle. Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados. (Ef 4.32-5.1).

 Paulo reafirmou esse processo de conformar-se com Cristo na sua morte. Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte. (Fp 3.10). Ele sabia que não se pode ter Jesus no coração sem carregar uma cruz nas costas.

2. O conhecimento da necessidade da renúncia (8.35)

Porque qualquer que quiser salvar a sua vida ( alma), perdê-la-á...

 O discipulado implica no maior paradoxo da existência humana. Os valores de um discípulo estão invertidos: ganhar é perder e perder é ganhar. O discípulo vive num mundo de ponta-cabeça. Para ele, ser grande é ser servo de todos. Ser rico é ter a mão aberta para dar. Ser feliz é renunciar aos prazeres do mundo. Satanás promete a você glória, mas no fim lhe dá sofrimento. Cristo oferece a você uma coroa e o conduz à glória (salvação).

Como uma pessoa pode ganhar a vida e ao mesmo tempo perdê-la?

2.1 - Em primeiro lugar, quando busca a felicidade sem Deus.

 Vivemos numa sociedade embriagada pelo hedonismo. As pessoas estão ávidas pelo prazer. Elas fumam, bebem, dançam, compram, vendem, viajam, experimentam drogas e fazem sexo na ânsia de encontrar felicidade. Contudo, depois que experimentam todas as taças dos prazeres, percebem que não havia aí o ingrediente da felicidade. Salomão buscou a felicidade no vinho, nas riquezas, nos prazeres e na fama e viu que tudo era vaidade. (Ec 2.1-11) NVI.
 Pensei comigo mesmo: Vamos. Vou experimentar a alegria. Descubra as coisas boas da vida! Mas isso também se revelou inútil.Concluí que o rir é loucura, e a alegria de nada vale.Decidi-me entregar ao vinho e à extravagância; mantendo, porém, a mente orientada pela sabedoria. Eu queria saber o que valesse a pena, debaixo do céu, nos poucos dias da vida humana.Lancei-me a grandes projetos: construí casas e plantei vinhas para mim.Fiz jardins e pomares, e neles plantei todo tipo de árvore frutífera.Construí também reservatórios para regar os meus bosques verdejantes.Comprei escravos e escravas e tive escravos que nasceram em minha casa. Além disso tive também mais bois e ovelhas do que todos os que viveram antes de mim em Jerusalém.Ajuntei para mim prata e ouro, tesouros de reis e de províncias. Servi-me de cantores e cantoras, e também de um harém, as delícias do homem.Tornei-me mais famoso e poderoso do que todos os que viveram em Jerusalém antes de mim, conservando comigo a minha sabedoria.Não me neguei nada que os meus olhos desejaram; não me recusei a dar prazer algum ao meu coração. Na verdade, eu me alegrei em todo o meu trabalho; essa foi a recompensa de todo o meu esforço.Contudo, quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçara para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento; não há qualquer proveito no que se faz debaixo do sol.

John Mackay fala sobre um personagem, que depois de percorrer o mundo em busca de felicidade e ter sorvido todas as taças das delícias que o mundo lhe deu, ao chegar a casa pegou uma cebola e começou a descascá-la. Ao final disse: “minha vida foi como uma cebola, só casca”.

 E quantos de nós não passamos a vida inteira se iludindo pensando que eram felizes, mas na realidade eram que nem a cebola, só cascas, só dor, sofrimento, falso bem-estar, desequilíbrios, depressivo, cheias de amargura, tristezas e vazio. Meus amados, sem Cristo não podemos fazer absolutamente nada. Sem Ele não somos ninguém! Ele é a verdadeira a alegria, paz e amor que nós necessitamos. Se Cristo não for o centro da sua vida, você está completamente perdido!!!

 2.2 - Em segundo lugar, quando busca a salvação fora de Cristo.

 Há muitos caminhos que conduzem os homens para a religião, mas um só caminho que conduz o homem a Deus. O significado de religião é religar. O homem religar à Deus. Mas isso não é possível. As pessoas tem forte tendência a seguir uma religião. Pensam que pelo simples fatos de praticar conceitos, dogmas, ritos e cerimônias, elas serão salvas. Isso é uma grande mentira do diabo. No fim vão levá-las ao inferno. "Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte." Provérbios 14:12. A religião passa um ar de piedade, paz e amor, mas não mostra o quão o homem é vil e pecador e precisa ser resgatado. Colossenses 2. 20-23 NVI diz:
Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, como se ainda pertencessem a ele, se submetem a regras:"Não manuseie! " "Não prove! " "Não toque! "?Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos.Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne.
 Nem Buda, Maomé, Alan Kardec, G.a.d.u., Aparecida, yemanja, santos católicos ou qualquer outro líder ou deuses que recebem veneração. Nenhum deles levou sobre si os nossos pecados e muito menos morreu por nós. Só o filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo e o Caminho, a Verdade e Vida.

Versículo (8.35) Amor - Evangelho.

 Só terão vida, aqueles que amarem a Deus e o Evangelho. São esses que não amaram o mundo e não se submeteram aos seus desejos canais. Que não tiveram vergonha em viver a palavra de Deus, em ter uma vida de oração e santidade. Todo aquele que ama a Deus pratica a sua Palavra, e não com tristeza ou pesar, mas com alegria no coração. Ele sente prazer nas coisas de Deus. O seu maior desejo é agradar ao Senhor. Porque Ele o salvou. Não há mais alegria em festas, bebidas e drogas. A sua alegria é o Senhor em meditar na sua Palavra de dia e de noite.

3. Jesus pede a moeda de troca.

Versículo (8.36)

 A maioria das pessoas correm contra o vento. Buscam riquezas, famas e glória, querem se autoafirmarem e conquistar o mundo inteiro. Mas estão perdendo a alma. Todos que praticam as obras da carne estão na ânsia de ganhar o mundo. Em Gálatas (5: 19-21) NVI diz:
Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.
O que você vai herdar? O reino de Deus, ou o inferno?

Versículo (8.37)

 As pessoas são capazes de tudo para realizar um projeto, um sonho, algo que elas tanto desejam e almejam em ter. São capazes de roubar, matar e destruir. Vemos isso através da história, no jornal e em nossas ações. Eles não medem esforços e nem as consequências dos seus atos. Lutam, brigam, destroem famílias e princípios. Passam se possível até por cima de Deus. Tudo para conseguir aquilo que eles querem.

 Agora, quando o assunto é a salvação eterna. Não querem abrir mão do “eu” e tomar a cruz e seguir a Cristo. Muitas querem ser salvas, mas do jeito delas. São orgulhosas e soberbas. Elas não sabem, mas Deus não atende ao soberbo. Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. (Tiago 4.6)

 Não querem perdoar, largar a prostituição, o adultério, a cobiça, a inveja, a fofoca, o roubo, a mentira. Mas querem ser salvas.

Se observarmos, o próprio texto responde o versículo (37), temos que nega a nós mesmos, tomar a cruz, aí sim podemos e segui-lo até a eternidade.

Você está disposto a fazer isso?

Conclusão.

 Evitamos o discipulado radical sendo seletivos: escolhermos as áreas nas quais o compromisso nos convém e ficamos distantes daquelas nas quais nosso envolvimento nos custará muito. No entanto, como discípulo não temos esse direito.

 Leornad Ravenhil disse: 
"Se Deus desce à cada pessoa a oportunidade ainda em vida de ir ao céu, quando voltasse de lá faria tudo diferente aqui na Terra. Oraria mais, jejuaria mais, largaria os prazeres e deleites carnais e mundanos. Teria uma vida mais santa para a glória de Deus."
O discipulado é o mais fascinante projeto de vida.

Em Cristo,
Welker do Espírito Santo

Série Exposição: A Doutrina do Inferno

fevereiro 15, 2015
E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.
Isaías 14.15

Sermão Pregado no dia 26 de Janeiro de 2015
por
Fabio Gabriel do Espírito Santo Miranda


 Esta noite será exposta uma doutrina esquecida, assim como a doutrina do pecado que foi banida na maioria dos nossos púlpitos.

 Falarei sobre a doutrina do inferno. O lugar que Deus criou para despejar toda sua ira sobre o diabo e seus anjos. Falarei também sobre todo aquele que não amou o seu filho Jesus Cristo e não se submeteu à sua palavra vivendo uma vida inteira de prazeres carnais e mundanos.

 E digo esse assunto com grande temor e tremor diante de Deus e dos irmãos.

 Essa pregação será exposta em 3 partes:
  1. Qual o significado da palavra inferno?
  2. Como é o inferno?
  3. E quem vai para o inferno?
1. QUAL O SIGNIFICADO DA PALAVRA INFERNO?
 Não se assuste com essa palavra, até por que nós precisamos aprender a doutrina do inferno. O Senhor Jesus falou mais sobre o inferno do que os céus.
Mais de 42% de suas parábolas contem ensinamentos sobre o inferno.
A bíblia diz que o inferno foi criado para o Diabo e seus anjos.
A bíblia também diz que todo aquele que o nome não foi escrito no livro da vida será lançado no inferno.

 E todo aquele que amou o mundo mais que o filho de Deus também vai para o inferno.
Ao contrario que muitos pensam, a palavra inferno não é um palavrão ou invocação ao Diabo e etc. Isso tudo não passa de crendice popular.
Mas vamos entender realmente o que a bíblia ensina sobre o significado da palavra inferno.
Na bíblia encontramos 4 palavras que se refere ao inferno, as quais são:
Sheol, Hades, Tártaros e Geena .

1.1: O que significa Sheol?
Encontramos essa palavra em alguns livros do antigo testamento, tais como: Isaias, Jó, Salmos entre outros.
Sheol significa sepultura, lugar dos mortos, tanto os bons (Gn 37:35) quantos os maus (Sl 55:15). A ideia é a de um mundo abaixo do nosso mundo, onde prevalecem a escuridão, a decadência e negligência, onde a presença de Deus não se encontra ( Sl 6:5 ; Is 38:18)

1.2: O que significa Hades?
Hades é uma palavra grega que significa submundo ou inferno. Esse nome foi transferido para o próprio reino dos mortos. A palavra hades é usado 10 vezes no novo testamento, mas de qualquer modo, a palavra é usada para designar um lugar de punição.

1.3: O que significa Tártaro?
O Dicionário Grego do Novo Testamento de Strong diz que "Tártaro" é "o abismo mais profundo do Hades" (Apocalipse 20.3), e que a palavra significa "encarcerar (aprisionar) em tormento eterno".
O Dicionário de Fausset define: "O profundo ou abismo ou poço do abismo".

1.4: O que significa Geena?
A palavra "Gehena" é de origem hebraica; vem de "vale" e "Hinom". "É o Vale de Hinom, onde o fogo queimava sem cessar". No novo testamento,ela se converte na palavra utilizada para designar o inferno, que é encontrada 11 vezes nos evangelhos, pronunciada pelo Senhor Jesus .
Geena se tornou conhecido como lugar de putrefação, decomposição e fogo, associado com a destruição dos resíduos, um símbolo convincente para o destino final dos pecadores e ímpios. Também conhecido como lago de fogo descrito em apocalipse.

2. COMO É O INFERNO.
 O inferno é o lugar de: Tormento eterno, Choro, Dor, Ranger de dentes e fogo onde o bicho não morre.
 Lugar de densas trevas onde a ira do cordeiro será despejada sobre todo pecador.
Nenhuma outra pessoa poderia explicar melhor como é o inferno do que o próprio filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo. Ele fez comparação do inferno ao vale de Hinom, mas o que é o vale de Hinom?
 O Vale de Hinom era um lugar perto de Jerusalém, onde Acaz iniciou a adoração aos deuses do sol e do fogo, Baal e Moloque. Os judeus sob o domínio do ímpio Manassés, ofereciam seus filhos como ofertas queimadas nesta adoração idólatra. (Jeremias 7:31).

 Esta adoração cruel foi finalmente abolida, e mais tarde, Josias tornou o lugar um receptáculo de carcaças de animais e corpos de malfeitores (criminosos), nos quais os vermes se reproduziram continuamente. Um fogo perpétuo era mantido para consumir a matéria apodrecida. O lugar ainda existia no tempo de Cristo e o Salvador o usou para ilustrar as condições do inferno, "O inferno de fogo", ao se referir a este vale.
Jesus se referiu ao Inferno como o "inferno de fogo", no qual tanto "o corpo quanto a alma" serão lançados. Ele disse que lá "o fogo nunca se apaga" e onde "o seu bicho (o homem) não morre".

 O Inferno não é uma lenda como os ateus, Testemunhas de Jeová, Adventistas, Universalistas e Modernistas gostariam que você acreditasse. Cristo não avisou sobre o Inferno só para fazer medo aos homens. Ele fez isto porque o Inferno é real!

Como disse Charles Spurgeon: “Há pessoas que não creem na existência do diabo. É engraçado como os filhos não creem no próprio pai.”

E se ainda depois de ouvir tudo isso você duvidar da existência do inferno, te digo uma coisa, você esta chamando o Senhor Jesus Cristo de mentiroso!
Vamos ler o texto de Lucas16.19-31

São 8 verdades contidas neste texto:
  1. Lazaro foi salvo não por que ele era pobre mas pelo fato de que ele se arrependeu do seus pecados e seguiu uma vida com Deus. Apesar de que vivia doente e faminto, tendo uma vida péssima aqui na terra, ele porém teve uma vida maravilhosa no reino de Deus.
  2. O rico foi para o inferno não pelo fato de ser rico, mas por ser um avarento, egoísta, não pondo sua confiança no Deus vivo, mas sim no seu dinheiro. O coração dele não era apegado à Deus e sim nas coisas do mundo. Para muitos ele viveu muito bem aqui na terra porem o destino dele não foi nada bom.
  3. Quando um salvo morre ele é conduzido pelos anjos até o paraíso, porém o condenado morre, é sepultado e cai direito no inferno em tormentos eternos.
  4. O rico contemplar a gloria de Lázaro no paraíso com a Abraão.
  5. O desespero do rico em chamas eternas de tormentos, sem poder se refrescar por algum momento.
  6. A um grande abismo entre o céu e o inferno, uma vez adentrando as portas do inferno, ninguém nunca mais sairá de lá, porque só existe a entrada.
  7. O rico ficou desesperado porque ele não queria que seus irmãos fossem para o inferno.
  8. Abraão enfatizou com o rico que não precisarei ressuscitar dos mortos para ir evangelizar os seus irmãos, até porque eles tinham Moisés e os profetas (a palavra de Deus).
4 Terríveis verdades sobre o inferno.

1. A consciência.
Uma das piores coisas em estar no inferno, será a consciência. Ela não será apagada mas estará consciente e mais ativa do que nunca.

2. O inferno também é o lugar da ira de Deus (Ap 6.16-17).
Umas das terríveis coisas é que Jesus vai estar executando a ira de Deus sobre todos. Não pense você que o Diabo vai estar atormentando a todos no inferno. A ira de Deus também vai ser despejada sobre ele e os demônios.

3. O que é a eternidade?
Uma forma de explicar bem essa questão é usarmos uma ilustração do maior monte do planeta, o Everest, e um passarinho. Vamos imaginar que a cada mil anos o passarinho daria 3 bicadas e iria embora e voltaria depois de mil anos para dar mais 3 bicadas e depois iria embora e faria isso sucessivamente até que desaparecem a montanha e colocaria outra montanha para fazer a mesma coisa a cada mil anos para dar mais 3 bicadas. Assim seria a eternidade.

4. A punição é eterna.
Muitos questionam porque a punição é eterna. A explicação é curta e simples: porque pecamos contra um Deus que é eterno. É por isso que a condenação e punição é na mesma medida, que é a eternidade.
Depois dessa segunda parte que foi exposta aqui, você conseguiria imaginar como é o inferno?

3. QUEM VAI PARA O INFERNO.
 As pessoas ficam muito felizes em fazer parte de alguma lista, por exemplo: a lista de aprovados do Ifes, do vestibular da UFES, dos concursos públicos entre outras. Mas tem uma lista que a maioria da humanidade não gostaria de estar nela. Enquanto que no livro da vida estão listados todos os vencedores que venceram em Cristo, pelo seu sangue derramado em favor daqueles que creem, esses que entraram na alegria do Senhor, enquanto que a outra lista é da vergonha daqueles que amaram mais o mundo do que a Deus. E é por isso que irão ser contemplados pelo juízo de Deus.

Agora vamos ver se você está nessa terrível lista.

Apocalipse 21.8
  1. O tímido: Esse tímido referente ao texto não é a pessoa que tem personalidade introvertida, ou seja, uma pessoa que tem timidez de aparecer em público. Esse tímido de apocalipse 21.8 é um covarde que não vive uma vida cristã, por exemplo: Você tem vergonha de ser cristão, e de o que os seus amigos e familiares irão pensar de você, de seu comportamento, de seu palavreado, das suas roupas e de seu caráter não ser segundo o padrão bíblico. Por covardia você segue as tendências do mundo para ficar de bem com todos mas péssimo diante de Deus.
E todos os tímidos irão PARA O INFERNO!!!
  1. O incrédulo: É uma pessoa que não tem fé em Deus, que não crê na sua palavra, sendo assim impossível que seja salva, porque  em João 3.16 diz que: Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna.
 Todos os incrédulos irão para o INFERNO!!!
  1. Os abomináveis: São pessoas idólatras, estupradores, homicidas, feiticeiros, os que se prostituem, os efeminados, os sodomitas (prática homossexual) e todo aquele que comete abominações aos olhos de Deus .
 E todos aqueles que comentem tais coisas o seu lugar é no INFERNO!!!
  1. Os homicidas: São todos aqueles que comete assassinato contra as pessoas, porém a bíblia não fala só desse tipo, diz também que todo aquele que tiver ódio para com seu próximo, em seu coração já o matou, e então será um homicida.
E todo homicida irá para o INFERNO!
  1. Os fornicadores: São os que comentem o pecado da imoralidade sexual. A imoralidade sexual atinge todos desde de crianças a idosos, alcançando qualquer classe social desde o mendigo ao milionário. Somos bombardeados com a sensualidade todos os dias seja ela através da: TV, INTERNET , JORNAIS ,REVISTAS, nas ruas e até mesmo na igreja. Os fornicadores pensam em impureza sexual o tempo todo. Os pecados ligados a imoralidade sexual são: adultério, prostituição, lascívia (que é despertar um desejo que não pode ser saciado entre solteiros e sim entre casados ), pornografia e masturbação. E com certeza todos que praticam toda a sorte de pecado sexual não vivem a passagem de Filipenses 4.8 que diz: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."
 E todos os fornicadores irão para o INFERNO!!
  1. Os feiticeiros: São todos aqueles que pratica rituais satânicos de magia negra ou branca, consultam o horóscopo, praticam a quibanda, umbanda, candomblé, Wicca e coisas semelhantes a estas. Mas temos os feiticeiros gospel que introduzem misticismo no culto cristão como por exemplo: rosa, sal grosso, lenço para cura e libertação entre outros. O pecado de feitiçaria também é comparado à de rebeldia.
 E todos os feiticeiros irão para o INFERNO!!!
  1. Idólatra: É todo aquele que presta culto a qualquer coisa, menos á Deus. Temos porém quatro tipos de idólatras. São eles: 1) Aquele que idolatra outros deuses, considerado um dos piores pecados para Deus. Em deuteronômio diz: Não terás outros deuses diante de mim; Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 2) Todo aquele que ama o dinheiro é avarento, e avareza ta ligado ao pecado de idolatria. Efésios 5.5 Diz: "Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. 3) A idolatria por pessoas como pai, mãe, esposo, esposa, filhos, pastores, cantores gospel, cantores mundanos e etc. 4) E temos a idolatria do EU, que são pessoas egocêntricas, que não negam a si mesmo e que dificilmente irão seguir à Jesus cristo.
E todos os idólatras irão para o INFERNO!!!
  1. Os mentirosos: O primeiro mentiroso da historia não foi o Pinóquio, mas foi o diabo!  Jesus disse que o diabo é homicida desde o principio e não se firmou na verdade, e disse também que ele é o pai da mentira e que não está sozinho, tem bilhões de seus filhos com ele que vivem mentindo todos os dias. Pode ser algo comum vindo de pessoas ímpias,  porém os maiores mentirosos do planeta não são os ímpios mas são a maioria dos evangélicos,  que vivem na igreja, mas mentem para o Deus da verdade. isso é algo gravíssimo! Um dos lugares que se mais mente é no culto.  Chorão, prometem a si mesmos que irão largar o pecado, que irão se arrepender, que irão orar, porém não fazem absolutamente nada do que prometeram à Deus. E mesmo assim continuam tocando,  cantando, pregando, profetizando, falando em línguas, sapateando e por aí vai. Vivem mentindo para Deus e para o próximo, e dizem que estão cheias do Espírito Santo, mas verdadeiramente estão cheias de hipocrisia e falsidade. E todo o mentiroso possui mau caráter. Os mentirosos são capazes de fazerem as maiores atrocidades do mundo exemplo disso é o próprio Diabo.
E o lugar de todo o mentiroso é no INFERNO!!!

 Conclusão:
 Mesmo sendo exposta a doutrina do inferno essa noite, ainda assim a nossa geração não sabe o que é sentir o peso de seus pecados. John bunyan, o autor de " O Peregrino", uma coisa fascinante sobre este homem é que as pessoas diziam que se cortassem os pulsos dele, não sairiam sangue mas sim versículos bíblicos, de tão cheio que ele era da palavra de Deus. Entretanto, antes de ser conhecido assim, John bunyan orou 18 messes pelos seus pecados. Ele os confessava um por um chorando e clamando, pedindo à Deus misericórdia, até que, depois de 18 messes ele então sentiu o peso do seus pecados, e depois disso, sua vida nunca mais foi a mesma! 
 É melhor sentir o peso dos pecados aqui na terra do que passar por toda eternidade no inferno com eles. E se você não concorda com tudo que foi dito esta noite, e ainda murmurar com outras pessoas, isso só irá provar algo de você mesmo, irá provar o quão carnal e cidadão do inferno você é.
 Esta é a geração que infelizmente, mais tem enchido o inferno que todas as outras. E o fato de virmos ao templo 2 ou 3 vezes na semana não nos guarda disso.
 Eu suplico em nome do Senhor Jesus Cristo que vocês se arrependam dos seus pecados e abandonem todos eles por amor a Jesus, e por tudo que ele fez na cruz.
  Meu amigo hoje tu tens a escolha, vida ou morte, qual vais aceitar? Amanhã pode ser muito tarde, hoje Cristo quer te libertar e salvar. Harpa Cristã, Hino nº 570


Sola Scriptura,
Fabio Gabriel do Espírito Santo Miranda
Welker do Espírito Santo Miranda
Luã França

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